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Resumo e análise do livro: O Auto da barca do inferno de Gil Vicente

    Eu decidi fazer esta analise por 2 motivos primeiro por que eu adoro este livro e o acho divertidissimo, segundo para ajudar aqueles que leram o livro a interpreta- lo melhor, já que a linguagem dele é um pouco complicada por ser antiga.
    Pois bem, vamos começar pelos personagens:
os personagens:

o fidalgo-  representa todos os nobres ociosos de Portugal. Prepotente, veste- se com apuro e vem acompanhado de um pagem que lhe carrega uma cadeira de encosto alto. Os personagens, em sua maioria , trazem consigo referências do que foram quando vivos. Nos caso do fidalgo, a cadeira de encosto, o parjem, e a noção de hierarquia  social dilui- se. Ali, o julgamento é moral. O Diabo, que é sempre o primeiro a receber as almas , convida Dom Anrique, o fidalgo, a embarcar. porém, ao saber do destino do  batel , o nobre zomba do convite.
mesmo depois da morte , o fidalgo demonstra a arrôgancia prepotente típica da classe a que pertence . Além do mais , julga-se merecedor da  recompensa divina, pois deixou na vida quem reze por ele.


Onzeneiro ambicioso- Representa os infiéis , que são alheios a fé cristã ; é o agiota que traz consigo uma enorme bolsa vazia, em que  guardava o dinheiro que roubava  das pessoas quando vivo. O Diabo o cumprimenta esfuziante e o trata  por "meu parente". O onzeneiro queixa -se por estar sem dinheiro. O Diabo indica - lhe a barca infernal mas o agiota , ao saber do destino da embarcação, recusa -se a entrar, indo em direção ao batel da glória . O Anjo  o despede, acusando-o pelo exercício da onzena :"Ó onzena, como és feia/ e filha da maldição".

o ingênuo joane -representa o povo português, rude e ignorante, porém bom de coração e temente a Deus. Quando chega ao cais , o Parvo é poe instantes iludido pelo Diabo, que o quer embarcar. Porém, quando é informado do rumo do batel, joane desata um grosso e engraçado xingamento ao Diabo, recheado de pragas e palavrões.

o sapateiro ladrão - Representa os metres de seu oficio. O sapateiro entra carregado de pesadas formas, instrumentos de trabalho que o identificam. Ao saber do destino do batel infernal, pergunta ao Diabo onde esta a barca dos que morreram confessados e comungados. Porém, o arraias  do inferno lembra - o de que por 30 anos , roubara o povo com seu oficio. O remendão ainda recorre ao anjo mais sem sucesso.

o frade namorador - representa os maus sacerdotes. Esta personagem traz consigo a namorada Florença . suas roupas são ambíguas . Além das vestes sacerdotais, o frade apresenta -se com instrumentos próprios para a prática da esgrima. Além de mostrar - se hábil nesse esporte, ainda se revela conhecedor da arte da dança e do canto populares. O Diabo, muito alegre, recebe o casal com graça e convida- o a embarcar. O frade espanta- se . como ele , um religioso, poderá ser condenado? Sempre ao lado de sua namorada, o padre recorre ao anjo. Mas este, num silêncio reprovador , nem sequer lhe  esboça uma palavra. muito apegado aos prazeres do mundo , o frade demonstra em cena uma preocupação verdadeira com a  namorada florença. Essa postura mais humana o aproxima , como personagem, do fidalgo.

a alcoviteira Brísida Vaz -alcoviteira (cafetina), simboliza a degradação moral e a feitiçaria popular. Ela chega ao cais e recusa- se  a entrar na barca do Diabo. Declara possuir joiás e apretechos usados em feitiçaria. contudo, seu maior bem são "seiscentos vigos postiços". O correspondente atual mais próximos do arcaico "virgo" é hímen. Com isso , a fala da alcoviteira revela  que ela prostituíra 600 meninas virgens. Misto de cafetina e feiticeira , Brísiada vaz aproxima - se do Anjo e procura  convencê- lo a embarca- la  com um discurso sedutor, próprio  da arte amatória que tão bem conhecida na prática  da prostituição . Mas é o Diabo quem a recebe co gentileza , pois lhe encanta muito a sordidez deste personagem.

O judeu rejeitado- representa os infiéis, que são alheios a fé cristã. Aproxima- se do batel infernal carregando um bode ás costas. O bode é a insignia do judaísmo. O Diabo, que até então estava sedento de almas, atende com má vontade o judeu. Este, por sua,ao conhecer o rumo da barca, quer embarcar. Mas é reijetado  pelo Diabo sob´pretexto de não aceitar o bode em sua barca. O judeu  tenta suborná- lo, por não pode se separar do animal. Pede, sem resultado , a intervenção  do fidalgo, com quem tinha negócios. O comandante infernal sugere ao judeu a outra barca, mas joane o impede de o aproximar do Anjo, recriminando -o por haver desrespeitado a religião católica . Por instantes, o personagem é condenado a vagar sem destino pelo cais das almas .No final, o Diabo permite que o judeu e o seu bode sigam numa embarcação a reboque da sua.

o corregedor guloso - representa a burocracia jurídica da época. Equivalentes aos juizes atuais, o corregedor entra carregado de autos (processos), que o carecterizam. Convocado pelo Diabo para fazer parte da barca dos danados, surpreende-se e, para argumentar em defesa própria, utiliza-se de um precário latim forense que  se mistura  ao portugues. Ao detupar o latim , língua dos clérigos e dos advogados, na boca do corregedor , Gil Vicente consegue, alem efeito de humor, demonstrar a inconsistencia  da formação dos homens de lei de seu tempo. Em a conversação, chega ao porto o procurador (advogado do estado), reconhecido  pelo corregedor, já que  no mundo trabalharam juntos.

o procurador corrupto -  Carregado de livros (símbolos ), o procurador é convidado pelo comandante infernal a entrar  na barca dos perdidos. Tal como o corregedor, o procurador  nega-se  a embarcar . Os  dois doutores conversam  sobre os crimes que cometeram e juntos dirige- se ao batel do paraíso. O Anjo não os recebe e maldiz a ação dos burocratas. O parvo Joane também intervem, em latim atrapalhado, para acusar os bacharéis. Os dois homens  de lei vão fazer companhia a Brísida Vaz , que em vida estivera constantemente respondendo a processos judicias.

o enforcado testa-de-ferro - É o simbolo da falta de fé e da perdição.O escrivão Pero de lisboa aproxima-se do batel dos mal aventurados. Traz ainda no pescoço a corda com que se enforcou, acreditam do que assim teria a redenção  de todos os crimes que cometera. O Diabo o desilude. Ao que tudo indica, o escrivão era uma especie de "testa-de-ferro", pois praticara  crimes, no exercício do pŕofissão, sob  o comando de seu chefe Garcia Moniz, poupando-lhe -o nome e repassando-lhe os lucros.

Os quatro cavaleiros de cristorepresenta as cruzadas contra os mouros e a força da fé católica. Trazem armas e uma  cruz, simbolo do cristianismo. São cavaleiros que morreram nas cruzadas. Ao passar pelo batel dos danados, são interpelados pelo Diabo, que os requer "Entrai cá! Que cousa é essa?/ Eu não posso entender isto!" Ao que responde um cavaleiro: "Quem  morre por Cristo/ não vai em tal barca, como essa!" Os quatro cavaleiros são recebidos pelo Anjo em seu batel e assim termina a peça.

 Resumo e Análise de O Auto da Barca do inferno - Gil Vicente 


A barca do inferno prefigura o destino das almas que chegam a um braço de mar onde estão ancorados 2 batéis : um, que se dirige para o paraíso, e outro que transporta almas para o inferno: aquela tripulada pelo Anjo esta, pelo Diabo e seu Companheiro. Neste primeiro Auto Gil Vicente faz chegar à margem as almas  representativas das varias classes sociais e profissionais de seu tempo; a nobreza, representada pelo fidalgo, o clero, representada pelo frade amancebado, a mestrial, pelo sapateiro; a judicial, pelo corregedor e pelo bacharel procurador: a dos agiotas e ladroes, pelo judeu, pelo onzeneiro e pela enforcado, a dos mistificadores, pela alcoviteira. Para estes o destino  é inapelavelmente o rumo de satanás. Não obstante todos argumentem co inúmeras razões o seu direito de embarcar no batel do paraíso, apenas se salvam neste primeiro juízo um parvo (porque "deles é o reino do céu") e quatro cavalereiros - que combateram pela fé de cristo.
     É curioso observar que são 3 destinos e apenas 2 barcas ancoradas: a que conduz ao inferno e a que leva ao paraíso. Gil Vicente consegue fixar admiravelmente aqueles diferentes tipos, apresentados-os na sua autencidade  terrena comprometidos como ainda estão  co seu estilo de vida social ou profissional, ou praticando atos incompatíveis co o seu estado: o fidalgo, rompante e fazendo -se acompanhar de que lhe trans porta uma cadeira, o sapateiro, que pretende ingressar na barca com suas ferramentas de trabalho, o judeu, com o bode ás costas; o onzeneiro, com seu bolsão abarrotado, o frade, acompanhado de sua amante e portando armas de esgrimas (as ordenações proibiam aos frades o uso de armas); a alcoviteira, co seus instrumentos de feitiçaria e cirurgia genital; o corregedor co seus processos, a manipula a justiça consoante as propinas  recebidas. Gil Vicente não perde o ensejo para localizar um aspecto do suborno: a mulher do corregedor estas almas trazem, portanto, da terra, os instrumentos da própria culpa. Apenas o parvo e quatro cavaleiros nada trazem: os pobres esprítos têm uma destinação evangélica já garantida para o reino ao bem- aventurança; e os cavaleiros de cristo estão seguras na confiança que lhes dá a conciêcia se seus feitos nas partes d' além. O texto nos mostra dois extremos onde de um lado -estão aqueles que já em vida foram eleitos  pelo senhor (parvo, quatro cavaleiros da fé); e de outro - pelo frade cujos pecados são ta,anhos e cujo divorcio do reino de Deus é tão profundo, a ponto de ser ele a única ala a não merecer audiência do arraias do céu na barca da gloria..  o Frade era o que vinha mais pejado: trazia pela mão apetrechos de esgrima (espada, broquel, capacete) pratica proibida aos clérigos pelas ordenações; apresenta-se desde o inicio assobiando a música de uma passeada (o tordião), típicas dos salões palacianos; e considera que a remissão de suas culpas está em relação direta com o numero de salmos recitados. O cômico do auto ressalta, não do inesperado das situações ou da  modificação do automatismo, mas tão somente da caracterização dos personagens estilística das diferentes personagens, cujo comportamento é um retrato vivo de sua realidade terrena, e a beleza da peça reside, portanto, no realismo dessa caracterização dos personagens , intimamente vinculadas  a realidade material e á sua condição linguística. É  realmente admirável o realismo linguístico do autor: a linguagem do parvo, caracteristicamente desconexa, chula e aś vezes sibilina, a do judeu, com suas tipicas estropiação fonéticas e morfológicas, a do frade, acostumado á sua terminologia interjectiva de juras e invocação á providência, como formulas inturamente vazias de sentido, o do corregedor, entrelaçando na sua gíria profissonal em latim macarrônico (sempre com o intuito de impressionar os incautos) ; a da alcoviteira, astuciosa,lisonjeira e galantemente hipócrita: a peça vale pela palpitante atualidade com que Gil Vicente passou em revista a sociedade de seu tempo, espectadora da própria representação, e advertida numa lição edificante, dos pecados que a privam da sua salvação eterna.

*A obra expõe elementos da transição  entre idade média, renascimento, reliosidade e antropocentrismo.
* É uma peça teatral do humanismo portugues significa que é uma obra do período de transição entre a cultura medieval e a renacentista.
* É importante diferenciar idade média e os momentos de renacentismo do livro .
*Os elementos medievais são: as referencias religiosas, imagens de Deus e do Diabo; a estrutura  do texto: era muito comum  versus na época, e isso usa- se no livro todo." Auto" designação para peça pequena representação teatral ( também comum na idade média).
* já o antropocentrismo e o interesse de Gil Vicente em abordar questões da sociedade humana construindo os tipos, são do renascimento.
*A peça progride em uma estrutura repetitiva onde um personagem chega ao local onde estão duas barcas um vai pro céu outro pro inferno. entra em uma das brcas; e chega outro personagem e assim se sucede.
*A peça que primeiro recebeu o nome de auto da moralidade  ficou conhecida como auto da barca do inferno talvez tenha este nome por que quase todas as almas tem como destino a barca do inferno.
*Cada alma é punida por um único pecado simbólico.
                           
                                           PECADOS
fidalgo - é condenado a barca do inferno por ter levado uma vida tirana cheia de luxuria e pecados.
onzeneiro- condenado pela ganancia, usura e avareza.
parvo - por causa da sua humilde e modéstia sua sentença é a glorificação.
sapateiro - é condenado por roubar o povo com se4u oficio durante 30 anos e por sua falsidade religiosa.
frade - condenado por seu falso moralismo religioso.
brísida vaz - uma mistura de feiticeira com alcoviteira condenada por pratica de feitiçaria,prostituição e alcovitagem (servir de intermediario em relações amorosas).
judeu- desrespeito ao cristianismo.
corregedor e procurador - condenado- os ao batel infernal por usarem o poder do judiciário em beneficio próprio.
enforcado - corrupção nos meios burocráticos.
quatro cavaleiros que morrem nas cruzadas - O fato de morrer pelo triunfo do cristianismo garante a esses personagens uma especie de passaporte para a glorificação.


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Mercado de trabalho: a escassez de profissionais qualificados no Brasil

   
A maior necessidade no Brasil nos próximos 10 anos é criar muitos empregos de boa qualidade, que,  proporcionem melhor padrão de vida para as famílias...
Bom isso é o que a mídia e o governo quer que você acredite! A mídia quando aborda este tipo de assunto geralmente desvia o foco para a educação. Mas infelizmente ainda não foi dessa vez que o tema foi abordado  digamos assim, com coragem. As pessoas se perguntam: de quem é a culpa da falta de qualificação profissional ? Governos; empresas ou dos próprios profissionais ? Ao longo do texto tentarei responder a estas perguntas lembrando que, este é o meu ponto de vista sobre o tema abordado. Até uns 9 anos atrás (+ ou - isso ) pessoas de classe baixa não tinha condições de fazer uma faculdade ou um curso técnico.Mas agora o governo implantou mais cursos técnicos e novas oportunidades para pessoas de classe baixa, fazer uma faculdade ou um curso profissionalizante. Querem um exemplo de como o governo mudou ?

Bom a uns 3 meses + ou - o governo lançou um curso técnico para alunos do ensino médio.funcionava da seguinte maneira: Os alunos iam fazer ensino médio e técnico  junto ( o curso técnico eles iriam escolher entre as opções que  foram oferecidas),e ao final do ano eles iriam sair com o diploma do curso que tinha escolhido. Até ai tudo bem !mas eu te pergunto quantos alunos fizeram a inscrição ?  Da minha sala que são 40 alunos , apenas 3 se inscreveram. Sem mencionar o restante da escola... Acho que isso da para vocês terem uma ideia de como o governo mudou e de como a sociedade é que não tem interesse nenhum !


É claro que todo caso tem suas excessões; não são todas as pessoas que tem essa oportunidades, mas esse brasileiros são a maioria ; a maior população tem acesso a esses benefícios .E é essa maioria que deixa as melhores oportunidades  passar por preguiça de correr atras, preguiça de estudar.
Agora vamos falar sobre o papel das empresas... Bem muitos devem pensar... A culpa é das empresas já que elas exigem e não  oferecem capacitação, pois bem  eu vou mostrar que quem pensa dessa forma esta certo e quem não pensa  também está certo. Realmente é verdade que as empresas hoje em dia  muito exige e pouco oferece; por exemplo elas exigem profissionais qualificados, mas as empresas não  ajudam na capacitação  de pessoas que não tenham esse tipo de curso. Não seria bem melhor se as empresas ajudassem seus seus funcionários a fazerem  um curso profissionalizante ?

Porém entra a questão a cima se as pessoas tivessem interesse  em correr atrás , fazer um curso técnico ou faculdade , elas conseguiriam empregos nessas empresas que exigem profissionais qualificados . Ta vendo só as empresas exigem tanto por que elas vêem que há bastante oportunidade de qualquer pessoa se tornar  um profissional qualificado. mas mesmo assim ela tem uma  porcentagem  ela tem culpa; simplesmente  pelo fato das empresas pensarem mais nelas que na sociedade. Agora vamos falar  dos profissionais ; bom  eles são a única excessão , já que estudaram para conseguir entrar em uma faculdade e estudaram mais ainda para  sair dela. E não pararam por aí; já que as empresas exigem cada vez mais  os profissionais  se capacitam cada vez mais .Ficou confuso? Vou explicar ! Com a exigência das empresas, os profissionais acabam tendo que estudar e se capacitar cada vez mais para as empresas. O profissional ele faz uma grande diferença para a sociedade e o mercado de trabalho é claro.Em resumo para fechar o assunto ; a culpa não é do governo! É claro que ele poderia fazer um pouco mais (como levar oportunidades a quem não tem   mas mesmo assim a maioria  da população tem acesso e está desinteressado  ) mas retomando ao meu raciocínio : torno a dizer a culpa não é do governo! E sim da sociedade! que se viciou na burrice e na preguiça .Porém é correto afirmar que que as empresas tem parte de culpa sim, já que , pensam muito mais nelas no que na sociedade; as empresas poderiam fazer muito mais , e as pessoas a se mexer um pouco mais ...
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Documentário sobre os maias deverá mostrar evidência sobre contato alienígena


Um novo documentário sobre a civilização Maia irá fornecer evidências de contato extraterrestre com aquela cultura antiga, de acordo com uma autoridade governamental mexicana e um produtor de filmes.
O documentário ‘Revelations of the Mayans 2012 and Beyond‘, (‘Revelações dos Maias 2012 e Além’ em português), que está atualmente em produção, deverá mostrar que os Maias mantinham contato com os extraterrestres, revelou o produtor Raul Julia-Levy.
O México irá liberar os códices, artefatos e documentos importantes com as evidências de contato do povo maia com os extraterrestres, e toda a informação será corroborada por arqueólogos“, disse Julia-Levy, filho do ator Raul Julia.
Luiz Augusto Garcia Rosado, ministro do turismo para o estado mexicano de Campeche, disse que novas evidências surgiram “de contato entre os maias e extraterrestres, apoiadas por traduções de certos códices, os quais têm sido mantidos pelo governo em cofres subterrâneos seguros por algum tempo“.
Ele também mencionou sobre “pistas de pouso na selva, que têm 3000 anos de idade“.
Julia-Levy alega que há prova de que os maias intencionavam liderar o planeta por milhares de anos, mas foram forçados a escapar após a invasão de ‘homens com intenções negras’, deixando para trás evidências de uma raça avançada.
O  governo mexicano não declarou nada oficial ainda — tudo que dizemos, estamos afirmando por nós mesmos“, disse Julia-Levy
O filme será dirigido por Juan Carlos Rulfo, que ganhou o prêmio Humanitas pelo filme ‘Those Who Remain‘ em 2009, bem como o prêmio Sundance Grand Jury, pelo documentário Internacional ‘In teh Pit‘, em 2006.  Juan Diego Rodriguez Gonzalez será o produtor executivo guatemalteco, e Eduardo Vertiz o produtor executivo mexicano.
Eles esperam que as pessoas levem este documentário a sério, porque “as mensagens que serão divulgadas são cruciais para a sobrevivência humana“, disse Julia-Levy.
Aparentemente o governo guatemalteco também se uniu ao projeto, dando acesso aos artefatos e às profecias recém descobertas.
Guatemala, assim como o México, é o lar da antiga, porém avançada, civilização maia…  …[Guatemala] também tem mantido segredo sobre certas descobertas arqueológicas provocantes, e agora acredita que é hora de trazer à tona esta informação em um novo documentário“, disse Guillermo Novielli Quezada, ministro do turismo da Guatemala.
O ministro disse que o pais está trabalhando com os cineastas, “em pról da raça humana“.
Julia-Levy alega que a ordem para cooperar veio diretamente do presidente do país, Alvaro Colom Caballero.
Guatemala é o local com um grande número de assentamentos maia pré-colombo, na Bacia Mirador.
Curiosamente, o ministro guatemalteca Quezada fez referência ao Mirador como “a maior pirâmide do mundo“.
Mas Mirador não é o nome da pirâmide. Esse é o nome de todo o assentamento, que incluí várias pirâmides, sendo a maior a La Danta — um fato que se esperaria que o ministro guatemalteco soubesse.
A filmagem de ‘Revelations of the Mayans 2012 and Beyond‘ iniciará em 15 de novembro e deverá ser lançado no final de 2012, antes do fim do calendário Maia.
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Modelos atômicos


Modelo atômico de Dalton 

Modelo atômico de Dalton 
Uma questão que sempre intrigou os filósofos e os cientistas é a constituição elementar da matéria.

Por volta de 450 a.C., dois filósofos gregos, Demócrito e Leucipo, imaginaram que, se pegássemos um corpo qualquer e fossemos dividindo sucessivas vezes, haveria um momento no qual essa divisão não seria mais possível. Neste momento teríamos chegado no átomo (do grego: a: não, tomo: divisível), o que significa sem partes, indivisível.

Em 1806, na tentativa de explicar algumas leis que envolviam massas de substancias químicas, o químico inglês, John Dalton (1766 – 1844) propôs uma teoria atômica que pode ser resumida:

A matéria é formada por átomos. Os átomos seriam pequenas esferas maciças (não ocas) invisíveis, indivisíveis e indestrutíveis.

Átomos de um mesmo elemento seriam iguais entre si.

Um fenômeno químico (“reação química”) seria explicado por uma reorganização de átomos. 


O modelo atomico de Thomson

      O modelo de Thomson 
Em 1897, o físico J. J. Thomson, trabalhando com raios catódicos, concluiu que eles eram parte integrante de toda espécie de matéria, pois a experiência provocava a emissão desses raios podia ser repartida com qualquer substância na fase gasosa. Thomson sugeriu que os raios catódicos fossem chamados de elétrons. Com base nesse raciocínio, Thomson propôs o seguinte modelo de átomo:

à O átomo é uma esfera de carga elétricas positiva, não maciças, incrustadas de elétrons (negativo), de modo que sua carga elétrica total seja nula.

à Os átomos não são maciços e indivisíveis, conforme mostra o fenômeno da radiatividade.

                                                                                 

                                                                      0 modelo atomico de Rutherford

   O modelo de Rutherford 
        Em 1893, o físico neozelandês Ernest Rutherford foi aprofundar seus estudos na Inglaterra, sob a orientação de Thomson, e começou a investigar as propriedades dos raios X, com interesse de usar a partícula alfa para bombardear átomos de outros elementos como ouro, alumínio e cobre.

Bombardeando uma fina placa de ouro com radiação alfa, que sabia ser constituída de partículas positivas, verificou que a maior parte das partículas alfa atravessava a lamina de ouro sem sofrer alteração, mas sofrendo desvios. Com base nas observações, Rutherford concluiu:

a átomo teria um núcleo positivo que desviaria ou impediria a passagem de algumas partículas alfa.

o átomo teria um núcleo positivo, e os elétrons girariam em volta dele, como planetas ao redor do Sol, em um lugar denominado elétrosferas.



    modelo de Rutherford - Bohr
                                                      




                                                      Características gerais de um átomo.

Apesar de hoje serem conhecidas quase uma centena de partículas componentes do átomo, as partículas subatômicas, o próton, o nêutron e o elétron, ainda são consideradas fundamentais .

A quantidade de próton de um átomo constitui seu número atômico (Z).




                                                      Teoria quântica de Max Planck

Como as leis da física clássica não explicavam o comportamento do átomo, o físico alemão Ernest Ludwing Planck introduziu em 1900 uma teoria nova: a teoria dos quanta.

à Os corpos aquecidos emitem radiação não sob a forma de ondas, mas sob forma de pequenos “pacotes” de energia denominados quantum (no plural quanta), ou seja, a energia é descontinua.

Um tipo muito especial de onda é a radiação eletromagnética, ou apenas onda eletromagnética. Essas são ondas que constituem varias manifestações, como as ondas do radio e da tv, os raios X e a luz visível.

Uma importante observação a ser levada é que a energia da onda aumenta à medida que diminui o comprimento de onda.





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Como é feita a limpeza de de uma área atingida pelo petróleo?

Vazamento de Petróleo




No Brasil, a maioria das plataformas petrolíferas existentes está em águas profundas. Quando um acidente de petróleo ocorre ou escapa óleo de um navio petroleiro ou mesmo de um oleoduto, as equipes de limpeza precisam agir rapidamente para tentar diminuir o impacto do acidente. 
Os técnicos especializados, “a equipe de limpeza”, conseguem diminuir o impacto causado pelo acidente, cercando a mancha de óleo para evitar que ela se espalhe e continue contaminando rios ou até mesmo o mar.  Após este processo, eles iniciam a recuperação da área, separando o óleo da areia e da água, assim após estes processos, o óleo pode ser reaproveitado.





O processo de extração de petróleo é considerado como uma atividade de alto risco ambiental, mesmo com todos os cuidados tomados pelas equipes de extração.
Um dos mais graves acidentes ocorridos no Brasil (especificamente na baía de Guanabara) foi em janeiro de 2.000, quando um duto se rompeu e lançou ao mar mais de um milhão de litros de petróleo, afetando vários quilômetros do manguezal e provocando a morte de vários animais.
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Descubra o por que o nosso celebro nao sente dor .




A dor é uma sensação ruim que sentimos quando algo de errado está acontecendo com o nosso corpo. Por meio de células especiais chamadas de nociceptores, a dor é detectada e transmitida através de fibras nervosas até o SNC (sistema nervoso central). Para que os nociceptores sejam ativados, eles precisam ser estimulados, e esses estímulos podem ser elétricos, químicos, térmicos ou mecânicos. Em todas as partes de nosso corpo existem nociceptores, mas em nosso cérebro não há nenhum.    O nosso cérebro não é capaz de sentir dor. A explicação para isso seria que o nosso cérebro é um órgão fundamental para a vida do organismo, e que a sensação de dor poderia levá-lo à morte. A membrana que recobre o cérebro (meninge) é repleta de nociceptores, e ela sim é capaz de sentir dor.


Podemos classificar as dores como:
Aguda → manifesta-se por um período de tempo curto, menos de 1 mês, e é facilmente identificada. Funciona para o corpo como um sinal de alerta para inflamações, lesões, doenças, como cólicas menstruais e extração de dentes.

Crônica → manifesta-se por um período de tempo muito longo, mais de 3 meses, e pode debilitar, exigindo maior atenção por parte de quem a está sentindo. Artrite, gota, câncer são exemplos de doenças que causam esse tipo de dor.

Cutâneas → localizadas e de curta duração, como queimaduras de primeiro grau e cortes superficiais.

Somática → tem origem em ligamentos, ossos, tendões. Essas regiões não possuem muitos nociceptores, o que gera uma dor mal localizada e de longa duração. Por exemplo: braço quebrado, torsão no tornozelo.

Visceral → localizada em órgãos e cavidades internas do corpo, e que possuem poucos nociceptores. Sensação intensa de dor, mas difícil de localizar. Muitas vezes o paciente sente dores em regiões totalmente diferentes do verdadeiro local da lesão. No ataque cardíaco a pessoa pode sentir dores nos ombros, estômago, braços, por exemplo.   Para as pessoas que sentem dor, a indústria farmacêutica disponibiliza no mercado diversos tipos de analgésicos. Esses remédios aliviam ou bloqueiam as dores antes que os sinais cheguem até o SNC.
          Há vários tipos de dores: dores de cabeça, dores nas pernas, nas costas, de garganta, e todas devem ser diagnosticadas e tratadas por um médico. Não devemos tomar remédios sem prescrição médica, pois com a automedicação podemos piorar o quadro da doença, além de desencadear outros problemas.



Paula Louredo

Graduada em Biologia
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Buraco negro.


Distante 27.000 anos-luz de nosso sistema solar, com estimados mais de quatro milhões de vezes a massa do Sol, um gigantesco buraco negro devasta o centro da Via Láctea. Seu formato é esférico e o diâmetro é estimado em 90 Unidades Astronômicas (UA), ou seja 90 vezes à distância Terra - Sol, ou um pouco mais além do que a órbita de Plutão. É muito grande e denso e dele nem a luz consegue escapar.
Esse buraco negro galático, conhecido pela alcunha de Sagitarius A* é maior que a maior estrela conhecida, a hipergigante VY Canis Majoris de raio estimado entre 1.800 a 2100 raios solares, chegando até a órbita de Saturno.

Para vermos o centro da galáxia precisamos atravessar a poeira cósmica que impede a observação em luz visível. Muitas áreas do espaço estão cheias de nuvens de gás e de poeira que a bloqueiam. A radiação infravermelha consegue atravessar as nuvens e permite observar os objetos cósmicos que antes estavam ocultos pela poeira. Assim, vemos o que antes estava oculto.


No centro da imagem, vários pontinhos de luz dançam em torno do buraco negro, veja essa simulação retirada de vídeo da ESO (Crédito: ESO/ R.Genzel and S. Gillessen).




Embaixo, a mais próxima estrela a orbitar Sagitarius A*, chamada S2.



temos outras imagens impressionantes do centro galático, obtidas pelo observatório orbital de raios X Chandra. A imagem mostra o remanescente de uma supernova perto de Sagitarius A * - conhecida como Sagitarius A Oriente - e os lóbulos de gás quente que se propagam de cada lado do buraco negro.
A imagem também contém diversos e misteriosos filamentos de raios-X, alguns dos quais podem ser enormes estruturas magnéticas interagindo com fluxos de elétrons energéticos produzidos por estrelas de nêutrons girando rapidamente.










Nosso devorador atualmente tem pouco material para incorporar mas a dinâmica galática em algum momento vai fornecer outro banquete.
Assista aos vídeos abaixo e conheça em detalhes a história da descoberta e muitas outras informações sobre Sagitarius A*.
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10 especies de sapos incriveis.

1- A Rhacophorus barisani





2- O Nectophrynoides vestergaardi





3-O Sapo-corredor, Bufo calamita,





4-O Bombina variegata





 5- O Pipa pipa




6-O Notaden bennettii





7-O Conraua goliath





8-A Physalaemus nattereri





9-O Sapo-de-unha-negra




10- O Sapo-parteiro-ibérico






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paraneoplasia de olho:que doença é essa?



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        Esta doença trata-se de um Câncer retinopatia associado (CAR). É uma doença paraneoplásica do olho associada à presença de tumores malignos extra-ocular e de auto-anticorpos circulantes contra proteínas da retina. A prevalência é desconhecida, mas em torno de 100 casos foram relatados na literatura.

Essa doença ocular é sub-aguda, retinopatia progressiva autoimune que provoca a perda visual e sintomas visuais que frequentemente se manifestam antes do diagnóstico de câncer.

As neoplasias mais comuns relacionados com esta doença são carcinomas, incluindo carcinoma de pequenas células do pulmão, carcinoma de células não pequenas, e de endométrio, ovário, útero, mama, próstata e de cólon.

Clinicamente ocorrem fotossensibilidade, deterioração da acuidade visual e alterações do campo visual, Escotoma (ou constrição central), arteríola retinal atenuada, para além da presença de anticorpos contra proteínas do soro de retina, as quais são cruciais para o diagnóstico. O eletrorretinograma (ERG) normalmente mostra acentuada redução ou perda da haste e do cone de respostas mediadas. Pacientes apresentam ainda sintomas de cegueira noturna, fotopsias, perda de periféricos ou pericentral campo visual, diminuição da acuidade central, e as anomalias graves que envolvem tanto a vara ocular e o sistema de cone, indicando retiniana generalizada.


Pacientes com anti-enolase experiência retinopatia apresentam graus variados de perda de campo visual central ou pericentral, fotopsias cintilante, perda de visão de cores, redução da visão em luz brilhante, e, menos comumente, cegueira noturna. A Patologia, quando disponível, mostra a degeneração da retina com a perda de cones e bastonetes e a camada nuclear externa. A etiologia exata ainda é desconhecida, mas um mecanismo auto-imune pode contribuir para o desenvolvimento da degeneração da retina.


Nenhuma associação genética conhecida tem sido relatada.

A avaliação diagnóstica deve incluir eletrorretinograma (ERG) em pacientes com brilho visual inexplicável e perda visual sub-aguda, triagem para anticorpos anti-retina associados, em particular, com anti-recoverin (23-kDa) e anti-alfa-enolase (46 — kDa) anticorpos e rastreio do cancro sistêmico. O principal diagnóstico diferencial é a retinopatia auto-imune.

De forma Paraneoplastica, os pacientes geralmente são mais velhos do que os pacientes com retinopatia auto-imune ao aparecimento de sintomas visuais. Os Sintomas da retinopatia paraneoplásica pode preceder o reconhecimento de malignidade sistêmica por vários meses. Não existe um protocolo estabelecido para o tratamento da retinopatia auto-imune. O prognóstico oftalmológico varia dependendo do curso clínico da doença, que vão desde a perda visual progressiva à cegueira. O prognóstico geral varia dependendo do tipo de apresentação do câncer.







(fonte: http://saude.psicologiananet.com.br)
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Tudo sobre o vírus ebola



História


O ebola foi primeiramente descoberto em 1976 por uma equipe comandada por Guido Van Der Groen, chefe do laboratório de Microbiologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica.


Desde a sua descoberta, diferentes estirpes do Ebola causaram epidemias com 50 a 90% de mortalidade na República Democrática do Congo, Gabão, Uganda e Sudão. A segunda epidemia ocorreu em 1979, quando 80% das vítimas morreram. Em maio de 1995, a cidade de Mesengo, a cem e cinquenta quilômetros de Kikwit, no Zaire, foi atingida pelo vírus, que matou mais de cem pessoas. Há suspeitas de casos no Congo e no Sudão. O primeiro desse tipo de vírus apareceu em 1967, foi o Marburg, a partir de células dos rins de macacos verdes de Uganda.




Com este vírus a mortalidade atinge quase 100%, os sintomas dessa doença é febre, dores de cabeça, diarréia com sangue e falta de ar. Esta doença é contagiosa e transmitida de pessoa para pessoa através da respiração, catarro ou gotículas de tosse, e o enfermo pode morrer em até duas semanas, não existe tratamento para essa doença.




Este vírus é uma arma letal. Aspectos Epidemiológicos:


O vírus EBOLA foi isolado pela primeira vez em 1976 a partir de casos humanos de uma epidemia de febre hemorrágica que ocorreu em vilas do Noroeste do Zaire, próximo ao rio Ebola. Ele é responsável por um quadro de febre hemorrágica extremamente letal, pois o vírus apresenta tropismo pelas células hepáticas e do sistema retículo-endotelial. Até o presente, 4 epidemias de febre hemorrágica produzida pelo Ebola entre seres humanos são conhecidas: as duas primeiras em 1976, no Zaire e no Oeste do Sudão, resultando em mais de 550 casos e 340 mortes, a terceira em 1979 no Sudão foi menor com 34 casos e 22 óbitos e a quarta em 1996 no Zaire.

Agente Etiológico: o vírus Ebola é um vírus RNA, da família Filoviridae e do gênero Filovirus. Este gênero possui quatro vírus que acometem o homem: o Marburg e três vírus Ebola - Ebola Zaires, Ebola Sudão e Ebola Reston. Os três vírus ebola possuem pequenas diferenças sorológicas e diferentes seqüências de bases nos seus RNAs. Este gênero pertence à ordem Mononegavirales, tendo conexão filogenética com os paramixovirus (cachumba, sarampo, parainfluenza) e rabdovírus (raiva).
Reservatório: desconhecido até o presente.

Modo de Transmissão: as formas principais de transmissão são: seringas e agulhas reutilizadas, pessoa a pessoa através de contato íntimo com doentes graves, contato sexual e casos secundários foram observados entre profissionais de saúde e membros da família que cuidavam de doentes. Contato com indivíduos infectados mas que apresentam poucos ou nenhum sintoma, isto é, que não apresentam a forma hemorrágica, parece não resultar em transmissão. O mesmo se pode afirmar para pacientes em fase de recuperação, embora nestes casos tenha possibilidade de transmissão sexual nesta fase. Nos EUA foi observada uma epizootia entre macacos importados das Filipinas em 1989 (Ebola Reston), cujo o modo de transmissão foi por via respiratória, ocasião em que alguns tratadores dos animais foram infectados de forma assintomática.

Período de Incubação: é de 5 a 7 dias quando a transmissão foi parenteral e de 6 a 12 dias quando a transmissão foi pessoa a pessoa.

Suscetibilidade e Imunidade: inquéritos sorológicos em homem indicam infectados em vários países da África Central e também em Madagascar. Um estudo na República Centro Africana encontrou 17,6% de infectados na região de Lobaye. Entre os homens de 21 a 40 anos, no grupo Aka Pygmi, que é um grupo caçador e coletor, esta prevalência era de 37,5% e entre os Monzombo e Mbati, que praticam agricultura de subsistência na mesma região era de 13,2%. Conclusões: grande atividade viral entre os homens, maior risco para aqueles com maior contato com a floresta, existência de formas leves da doença(se a infecção tivesse 90% de letalidade dificilmente seria encontrada prevalência de infecção alta).

Taxa de Ataque e Letalidade: foi de 81% em pessoas diretamente envolvidas com cuidados de enfermagem nos pacientes hospitalizados sem os devidos cuidados universais de proteção. Foi de 21% entre as pessoas que apenas entraram em contato com pacientes sem nenhuma proteção. Nos períodos epidêmicos e de surtos a taxa de letalidade variou de 50 a 90%.

Aspectos Clínicos


O início é súbito com febre alta, calafrios, dor de cabeça, anorexia, náusea, dor abdominal, dor de garganta e prostração profunda. Em alguns casos entre o quinto e o sétimo dia de doença, aparece exantema de tronco, anunciando manifestações hemorrágicas: conjuntivite hemorrágica, úlceras sangrentas em lábios e boca, sangramento gengival, hematêmase e melena. Nas epidemias observadas, todos os casos com forma hemorrágica evoluíram para morte.
Na epidemia do Sudão 100% teve febre elevada e cefaléia intensa, 83% dor torácica, 81% diarréia, 59% vômitos, dor de garganta 63%, exantema ou descamação 52%, sangramento 71%, sendo melena 59%. Nos pacientes que morreram foi observado melena em 91% e naqueles que sobreviveram em 48%.
Diagnóstico Diferencial: sobretudo com doença meningocócica, leptospirose, malária, febre amarela, outras febres hemorrágicas, hepatites fulminantes, peste septicêmica, septicemia e febre tifóide.
Fisiopatologia: a fase inicial de intensa viremia nos órgãos alvo, seguida de manifestações com reduzida atividade inflamatória. A síndrome hemorrágica nessa doença permanece ainda não completamente esclarecida. Observa-se no entanto, aumento da permeabilidade capilar, provavelmente induzida por disfunção da célula endotelial levando a efusões que, juntamente com as disfunções plaquetárias e plaquetopemia, ocasionam o sangramento.
Exames Inespecíficos: o leucograma revela leucopenia com linfocitopenia nas fases iniciais e leucocitose com neutrofilia nas fases avançadas. As plaquetas comumente estão diminuídas. Observa-se ainda tempo de protrombina prolongado e aumento de enzimas hepáticas. Os níveis da uréia estão aumentados. Os níveis de proteínas e potássio encontram-se baixos. Pode ocorrer proteinúria.
Patologia: as alterações patológicas incluem hemorragias de pele, mucosas (estômago e intestinos) e vísceras. Observa-se também edema em baço, rins, linfonodos e especialmente no encéfalo.
Isolamento Viral: é feito através de cultivos e células VERO (células de rim de macaco verde africano). Recomenda-se que deva ser feito apenas em laboratórios de referência internacional, credenciados pela OMS.
Detecção de Antígenos e Genoma Viral: pode ser feito em tecidos formolizados através das provas de hibridização in situ e imunohistoquímica. O genoma viral pode ser feito através do PCR.
Provas Sorológicas: estão indicadas as provas MAC ELISA, imunofluorescência indireta (muitos falsos positivos) e radioimunoensaio, já que não há reatividade cruzada entre o EBOLA e o Marburg. A confirmação dessas provas, quando necessária, deve ser feita através dos testes de radioimunoprecipitação e Western blot.
Tratamento: O tratamento deve ser feito com paciente internado e em condições de isolamento. O desconhecimento da fisiopatogenia inviabiliza a adoção de qualquer tratamento padronizado. Ademais, não há disponibilidade, até o momento, de antivirais. Há tentativas em andamento. Prostaciclina apresentou ação experimental em macacos mas precisa ser ainda avaliada e a ribaviirna não apresentou nenhuma ação específica. O plasma hiperimune já foi usado no passado e se disponível, pode ser aceitável. O mesmo se aplica ao interferon. O tratamento, portanto, fundamenta-se em medidas de sustentação, e reposição que se façam necessárias de acordo com o quadro clínico. A heparina não deve ser usada na vigência de coagulação intravascular disseminada.
Medidas de ControleVacinas: não existem vacinas para o Ebola. Em revisão bibliográfica realizada encontrou-se alguns estudos russos com imunização de macacos e uso de soro específico.
Medidas de Vigilância Sanitária: devem ser adotadas medidas rigorosas em portos e aeroportos de meios de transportes oriundos de regiões ou países que estiverem sofrendo epidemias ou surtos de Ebola. Na vigência de epidemias numa região, protocolos sanitários devem ser adotados no sentido do exercício de quarentenas e barreiras sanitárias lógicas e que não afetem desnecessariamente as atividades sociais e econômicas.

Isolamento do Doente: as pessoas doentes devem ser isoladas pela equipe do hospital através de um método chamado "barreira técnica", que inclui as seguintes medidas:
médicos e enfermeiros vestem paramentos, máscaras, luvas e proteção especial quando cuidam dos pacientes;
as visitas aos pacientes são restritas;
matérias descartáveis são removidas do quarto e queimados depois do uso;
todo material reutilizável é esterilizado antes da reutilização e uma vez que o vírus é facilmente destruído por desinfetantes, toda a área deve ser limpa com uma solução desinfetante




Epidemiologia


O vírus é denominado pelo nome de um rio na República Democrática do Congo (antigo Zaire), o Rio Ebola, onde tem havido vários casos. Nunca houve casos humanos fora de África, mas já houve casos em macacos importados nos Estados Unidos e Itália. Os casos identificados desde 1976 são apenas 1500, dos quais cerca de mil resultaram em morte. Não foi ainda identificado o reservatório animal do vírus.


O ebola, como os outros vírus, adere à célula do hospedeiro, onde entra ou apenas injeta seu material genético, o genoma. Este usa a estrutura da célula para se reproduzir e cada nova cópia do genoma obriga a célula a fazer o invólucro de proteína. Os novos vírus deixam a célula do hospedeiro com capacidade de infectar outras células.


Até há alguns anos o pessoal médico era aconselhado, mais por ignorância e cautela do que por ciência, a usar equipamentos especiais de proteção (como fatos e tendas de vácuo) quando lidava com doentes de ebola. No entanto, hoje se sabe que o vírus Ebola não é realmente altamente contagioso, ao contrário do que diz muita ficção em circulação no ocidente.


Ele é transmitido apenas pelo contato direto, e as populações afetadas são infectadas em alto número devido à cultura de grande parte das aldeias africanas, onde é usual a família lavar o corpo dos mortos manualmente antes do enterro. O ebola não pode infectar outras pessoas pelo ar, só é contagioso pelo contato direto com secreções e sangue. Hoje o pessoal médico é aconselhado apenas a usar luvas de látex e filtro respiratório.




Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico é feito pela observação direta do vírus com microscópio eletrônico em amostra sanguínea ou por detecção com imunofluorescência de antigênios.


Não há vacina, cura, nem tratamentos eficazes. Os doentes devem ser postos em quarentena e os familiares devem ser impedidos de ter qualquer forma de contato com o doente, ou mesmo de tocar o corpo após o falecimento. Devem ser administrados cuidados básicos de suporte vital como restabelecimento de eletrólitos e fluidos perdidos, além de possíveis tratamentos paliativos.

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