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O funcionamento do teletransporte
O teletransporte seria um meio de transporte avançado, o qual teria a capacidade de teletransportar uma pessoa ou um objeto de um lugar ao outro sem um meio de transporte concreto (carro, moto, cavalo e etc.) e independente da distância. Isso é frequentemente retratado em series/filmes de ficção cientifica como Star Trek. Ele é efetuado a partir do estado de emaranhamento de um q-bit. Tal estado é considerado uma das propriedades fundamentais da física quântica. Ele surge da interação de dois sistemas quânticos interligados. Esses estados irão interagir entre si e ao se alterar um estado emaranhado o outro irá se alterar instantaneamente devido a não-localidade. O “q-bit” é uma unidade de informação quântica: bit quântico, em que, podem ser atribuídos valores “0” e “1”.Sendo que o estado lógico “1” se caracteriza pela presença de corrente elétrica e o estado lógico “0” pela falta dela. O q-bit é transferido para o outro utilizando propriedades não locais. A “não-localidade” é responsável pela “ação à distancia”, possibilitando a troca de informações independente da distancia. Ressalta-se que, o teletransporte não envolve a transferência de q-bits, apenas seus estados quânticos. Para tanto é necessário que o dispositivo esteja em um nível quântico, para que possa teletransportar cada átomo a cada partícula do objeto. Essa é à base do funcionamento do teletransporte, mas o grande problema em realizá-lo com êxito é que o material a ser teletrasportado deve ser destruído “no caminho”, neste caso, a matéria nunca seria teletransportada, somente a informação que ela contém. Neste sentido, destaca-se que o instituto Niels Bohr, em 2006, na Universidade de Copenhaguem, na Dinamarca, uma equipe de pesquisadores dirigida pelo professor Eugene Polzik realizaram um experimento onde foi possível teletransportar um objeto macroscópico que continha trilhares de átomos por meio metro. Um marco na história, pois pela primeira vez o teletransporte envolveu luz e matéria. Dois objetos diferentes, um carrega a informação e o outro a guarda.
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Por detrás do "Amo muito tudo isso"
Arroz, batatas fritas, feijão e salada; churrasco, arroz, farofa e salada de maionese; feijoada, arroz e couve refogada; x-salada, catchup, maionese e batatas fritas; Big Mac, batatas fritas, nuggets e Coca-cola. Big Mac... Alguma vez vocês já se questionaram sobre a "origem" dos lanches do Mc Donald's ?
Huuummmmm... Lindo né ? ... Comovente ...
Pena que a realidade é outra, vejam só:
Estão vendo esta gosma rosa ? Pois é, até 2011 ela era utilizada para fazer os nuggets, quer dizer, a substância foi proibida para consumo nos EUA e no Reino Unido, ou seja. há a possibilidade dela ser comercializada em outros países. E do que ela é feita ? Crista de galo, bico de galo/galinha e todo os resíduos dos frangos que não são comercializados. Tão com nojinho né ! Mas fiquem tranquilos, porque o MC Donald's é simbolo de qualidade, de lanches bons e bem feitos, tão bem feitos que eles não se decompõem:
foi realizado um experimento e a fotógrafa nova-iorquina Sally Davies, registrou varias fotos do seu Mc Lanche Feliz comprado em 2010 e depois de dois anos o lanche continuava lá igualzinho.
Está é a vantagem de se comprar no Mc Donald's, você compra um lanche hoje e daqui dois anos ele está lá, intacto, ou não, ele pode virar uma gosma, assim como foi mostrado no experimento realizado neste vídeo:
Foi com este vídeo que eu aprendi uma linda lição: As batatas do Mc Donald's' são IMORTAIS ;)
Pena que a realidade é outra, vejam só:
Estão vendo esta gosma rosa ? Pois é, até 2011 ela era utilizada para fazer os nuggets, quer dizer, a substância foi proibida para consumo nos EUA e no Reino Unido, ou seja. há a possibilidade dela ser comercializada em outros países. E do que ela é feita ? Crista de galo, bico de galo/galinha e todo os resíduos dos frangos que não são comercializados. Tão com nojinho né ! Mas fiquem tranquilos, porque o MC Donald's é simbolo de qualidade, de lanches bons e bem feitos, tão bem feitos que eles não se decompõem:
foi realizado um experimento e a fotógrafa nova-iorquina Sally Davies, registrou varias fotos do seu Mc Lanche Feliz comprado em 2010 e depois de dois anos o lanche continuava lá igualzinho.
Está é a vantagem de se comprar no Mc Donald's, você compra um lanche hoje e daqui dois anos ele está lá, intacto, ou não, ele pode virar uma gosma, assim como foi mostrado no experimento realizado neste vídeo:
Foi com este vídeo que eu aprendi uma linda lição: As batatas do Mc Donald's' são IMORTAIS ;)
Amo muito Tudo isso ???
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Gifs com cenas dos filmes de Stanley Kubrick
Como amante do trabalho de Stanley Kubrick, eu resolvi compartilhar alguns gifs de seus filmes que achei durante o tempo em que eu navegava pela web. Todas as imagens são do site If we don’t, remember me e o texto que se encontra no final desta publicação foi retirado do site: http://geekness.com.br/.
O cineasta Stanley Kubrick dedicou o seu tempo a contar histórias da maneira mais visualmente possível. Suas imagens têm o poder de dizer mais que mil palavras feito que poucos – ou nenhum outro – diretores podem se igualar. O crítico de cinema Paul Lynch resumiu bem o que significa o trabalho de Kubrick:
“Com cor, Kubrick encontrou um entusiasmo e uma prisão em suas imagens que começaram a transcender o material sujeito de suas histórias. Aqueles tiros parecem empurrar os limites naturais da tela, para absorver cada fóton de luz.
Kubrick queria fazer com seu público o que ele fez para Alex em Laranja Mecânica: descascar as nossas pálpebras até que sejamos obrigados a ver cada feixe do projetor. Ele não quer que a gente pisque”.
Stanley Kubrick
2001: Uma Odisséia no Espaço
Laranja Mecânica
Lolita
O Iluminado
Dr. Fantástico
De Olhos Bem Fechados
Nascido para Matar
O cineasta Stanley Kubrick dedicou o seu tempo a contar histórias da maneira mais visualmente possível. Suas imagens têm o poder de dizer mais que mil palavras feito que poucos – ou nenhum outro – diretores podem se igualar. O crítico de cinema Paul Lynch resumiu bem o que significa o trabalho de Kubrick:
“Com cor, Kubrick encontrou um entusiasmo e uma prisão em suas imagens que começaram a transcender o material sujeito de suas histórias. Aqueles tiros parecem empurrar os limites naturais da tela, para absorver cada fóton de luz.
Kubrick queria fazer com seu público o que ele fez para Alex em Laranja Mecânica: descascar as nossas pálpebras até que sejamos obrigados a ver cada feixe do projetor. Ele não quer que a gente pisque”.
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Tanto o romance quanto o filme chamam-se Laranja Mecânica (Clockwork Orange). Publiquei o livro pela primeira vez em 1962, e desde aquele ano conquistou leitores nos dois lados do Atlântico, o suficiente para garantir sua contínua impressão. No entanto, dez anos depois de corrigir as provas de gráfica, seu título e conteúdo tornaram-se conhecidos por milhões, não apenas milhares, graças à adaptação cinematográfica bastante fiel feita por Stanley Kubrick. Vi-me convocado, então, a explicar o verdadeiro significado, tanto do livro quanto do filme, em todas as mídias públicas dos Estados Unidos, e também em algumas da Europa, e minha explicação tem sido, mais ou menos, a seguinte.
Primeiramente, o título. Ouvi a expressão "tão estranho quanto uma laranja mecânica" pela primeira vez em um pub londrino, antes da 2.ª Guerra Mundial. Trata-se de uma gíria cockney antiga que se refere a uma esquisitice ou insanidade tão extrema que chega a subverter a natureza - afinal, que noção poderia ser mais bizarra do que uma laranja mecânica? A imagem atraiu-me não somente como algo fantástico, mas também como algo obscuramente significativo; surreal, mas também obscenamente real. O casamento forçado de um organismo com um mecanismo; de uma coisa com vida, que amadurece, é doce, suculenta, com um artefato frio e morto - seria apenas um conceito assustador? Descobri a relevância desta alegoria para o século 20 quando, em 1961, comecei a escrever um romance sobre curar a delinquência juvenil. Li em algum lugar que seria uma boa ideia liquidar o impulso criminoso por meio de terapia de aversão; fiquei estarrecido. Comecei a investigar as implicações dessa noção em um breve trabalho de ficção. O título Laranja Mecânica parecia estar ali, esperando para se vincular ao livro: era o único nome possível.
O herói, tanto do livro quanto do filme, é um jovem delinquente chamado Alex. Dei-lhe esse nome por causa de seu caráter internacional (você não veria um rapaz inglês ou russo chamado Chuck ou Butch), e também graças às suas conotações de ironia. Alex é uma redução cômica de Alexandre, o Grande, talhando seu caminho pelo mundo e conquistando-o. Mas Alex se torna o conquistado - impotente, mudo. Ele fazia sua própria lei (a lex); torna-se uma criatura sem uma lex e sem léxico. Os trocadilhos ocultos, claro, não se relacionam com o verdadeiro significado do nome Alexandre, que é "defensor dos homens".
No início do livro e do filme, Alex é um ser humano dotado, talvez exageradamente, de três características que consideramos atributos essenciais do homem. Ele se deleita com o uso de uma linguagem articulada e até inventa uma nova forma de comunicação (a esta altura, ele está longe de ser aléxico); ele ama a beleza, que encontra, acima de tudo, na música de Beethoven; ele é agressivo. Com seus companheiros - menos humanos do que ele, pois não dão importância à música - ele aterroriza as ruas de uma grande cidade, à noite. Essa cidade poderia ser qualquer uma, mas eu a visualizei como uma espécie de amálgama entre minha nativa Manchester, Leningrado e Nova York. A época poderia ser qualquer uma, mas é, essencialmente, o hoje. Alex e seus amigos roubam, mutilam, estupram, vandalizam; acabam matando. O jovem anti-herói é preso e punido, mas punição não é suficiente para o Estado. Como a prisão não é um inibidor muito eficiente para o crime, o Home Office ou o Ministério do Interior introduz uma forma de terapia de aversão que garante, em apenas duas semanas, eliminar propensões criminosas para sempre.
Alex, em sua inocência, abraça a oportunidade de ser "curado". Ele tem tanta fé na indestrutibilidade de sua própria libido que se considera mais do que um desafio para os especialistas em comportamento do Estado. Injetam-lhe uma substância que provoca náusea extrema, e a deflagração da náusea é deliberadamente associada a violentos. Em pouco tempo, ele não consegue ver cenas de violência sem se sentir desesperadamente enjoado. Fazer amor era, para ele, apenas um aspecto da agressão; portanto, até mesmo observar uma parceira sexual desejável desperta a náusea avassaladora. Ele é forçado a andar por uma corda bamba de "bondade" imposta. A sociedade fica satisfeita e mal pode esperar por um milênio livre do crime.
Mas homens não são máquinas, afinal, e o limite entre um impulso humano e outro é sempre difícil. O tratamento de Alex consistiu em assistir a filmes violentos e sentir a náusea induzida. Tais filmes empregaram trilhas sonoras de música sinfônica como "amplificadores emocionais". Após seu tratamento, o delinquente reformado descobre que não consegue mais ouvir Beethoven sem se sentir desesperadamente doente. O Estado foi longe demais: invadiu uma região além de seu pacto com os cidadãos; fechou para sua vítima um universo de belezas amorais, a visão de ordem paradisíaca que grandes peças musicais transmitem. Perturbado por uma gravação da Nona Sinfonia, Alex tenta cometer suicídio, causando perplexidade e despertando compaixão entre os elementos liberais da sociedade; Alex, então, é submetido a uma terapia hipnopédica que o restaura à sua condição "livre" anterior. Despedimo-nos de Alex enquanto ele sonha com novos e mais elaborados métodos de agressão. A intenção era a de um final feliz.
O que tentei argumentar, com o livro, era o fato de que é melhor ser mau a partir do próprio livre-arbítrio do que ser bom por meio de lavagem cerebral científica. Quando Alex tem o poder da escolha, opta apenas por violência. Entretanto, existem outras áreas de escolha, como ilustra seu amor pela música. Na edição inglesa do livro (mas não na norte-americana, tampouco no filme), há um epílogo que mostra Alex crescendo, aprendendo a desgostar de seu antigo estilo de vida, pensando no amor como algo maior do que uma forma de manifestar violência; até mesmo imaginando-se como marido e pai. Tal caminho sempre esteve aberto; ele, enfim, opta por segui-lo. Antes uma laranja podre, ele agora se preenche com algo mais próximo da doçura humana decente.
Liberdade de escolha é mesmo tão importante? O homem é capaz disso? O termo "liberdade" tem algum significado intrínseco? São questões que preciso perguntar e tentar responder. Devo registrar que fui ridicularizado e criticado por expressar meus receios em relação ao poder do Estado moderno - seja na Rússia, na China ou na que poderíamos chamar de Anglo-América - de reduzir a liberdade individual. A literatura já denunciou esse poder em livros como Brave New World (Admirável Mundo Novo), de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, mas pessoas "sensatas", que não se comovem muito com textos criativos, garantem que há pouco com o que se preocupar. O livro Beyond Freedom and Dignity (O Mito da Liberdade), de B.F. Skinner, foi lançado na mesma época em que Laranja Mecânica surgiu nas telas, pronto para demonstrar as vantagens do que poderíamos chamar de lavagem cerebral benéfica. Nosso mundo está em má situação, diz Skinner, com os problemas das guerras, da poluição ambiental, da violência civil, da explosão demográfica. O comportamento humano precisa mudar - isso, diz ele, é autoevidente, e poucos discordariam - e, para tanto, precisamos de uma tecnologia para o comportamento humano. Podemos deixar de fora dessa equação o homem interior, o homem que encontramos quando discutimos com nós mesmos, o ser oculto que se preocupa com Deus, com a alma e com a realidade absoluta. Precisamos enxergar o homem de fora, considerando especialmente o que leva uma característica do comportamento humano transferir-se de um indivíduo para outro. A abordagem behaviorista do homem, da qual o professor Skinner é um grande expoente, prega que ele é levado a vários tipos de ações por estímulos de aversão e não aversão. Medo do chicote fazia o escravo trabalhar; medo da demissão ainda faz o escravo do salário trabalhar. São tais reforços negativos para a ação que o professor Skinner condena; o que ele deseja ver são reforços positivos. Você ensina truques a um animal de circo não por meio da crueldade, mas da bondade. (Skinner deveria saber disso: muito de seu trabalho experimental foi realizado com animais; alguns de seus avanços em condicionamento animal aproximavam-se de um nível circense bastante elevado.) Com os estímulos positivos certos - aos quais respondemos não de maneira racional, mas por meio de nossos instintos condicionados -, todos nós poderemos nos tornar cidadãos melhores, submissos a um Estado cujo objetivo maior é o bem-estar da comunidade. Não devemos, diz tal argumento, temer o condicionamento. Precisamos ser condicionados para salvar o ambiente e a raça. Mas precisa ser condicionamento do tipo certo.
Segundo o discurso skinneriano, é o tipo errado de condicionamento que transforma o herói de Laranja Mecânica em um nauseado modelo de não agressão. O fato de eu mesmo considerar qualquer tipo de condicionamento um erro deve ser atribuído, imagino, à força da tradição religiosa na qual fui educado. Eu fui, pode-se dizer, condicionado por ela, mas minha consciência aprova as convicções que sinto em meu âmago. Minha família é de Lancashire, um condado ao norte do Reino Unido que foi uma fortaleza da fé católica. A Reforma Protestante, que transformou a Inglaterra no que ela é hoje, nunca chegou a Lancashire ou, caso tenha chegado, o fez de maneira suave e moderada, nas infiltrações pacíficas dos períodos mais tolerantes que seguiram as sangrentas imposições dos Tudors. O tipo de protestantismo que floresceu na época de Cromwell e criou uma nova estirpe de mercadores burgueses era calvinista. Predestinação era seu eixo doutrinal. O homem não teria arbítrio sobre a própria salvação; seu estado futuro havia sido predeterminado por Deus.
O catolicismo rejeita uma doutrina que parece enviar alguns homens arbitrariamente ao Paraíso, e outros, de maneira não menos arbitrária, para o Inferno. Seu destino, diz a teologia católica, está em suas mãos. Não há nada que o impeça de pecar, se você quiser pecar; ao mesmo tempo, não há nada que o impeça de se aproximar dos canais de graça divina que são a garantia de sua salvação. O fato de duas doutrinas opostas - a do livre-arbítrio e a da predestinação - poderem coexistir na mesma fé religiosa requer explicação. Primeiramente, há a omnisciência de Deus. Se Deus sabe tudo, Ele sabe se eu serei condenado ou salvo: meu destino derradeiro foi, digamos, reservado desde o início dos tempos. Mas se Deus dá ao homem o poder da livre escolha, poderia parecer que Ele está deliberadamente renunciando à Sua consciência sobre o que o homem fará com esse poder. Um Deus onisciente e onipotente, em um gesto de amor pelo homem, limita tanto Seu poder quanto Seu conhecimento.
Sean O'Faolain, em sua autobiografia, relata uma incapacidade de conciliar o livre-arbítrio do homem com o conhecimento total de Deus, o que foi resolvido certo dia por um súbito insight mágico ou milagroso, antes de uma corrida de táxi em Manhattan. O'Faolain chegou à seguinte conclusão: toda e qualquer ação do homem continuava uma ação livre até ser executada. Uma vez executada, tornava-se algo que Deus havia determinado que acontecesse. Ele e o taxista ficaram bêbados para celebrar a descoberta.
Mas os calvinistas sempre dispuseram de munição pesada para defender a campanha da predestinação. Na direção do exército do livre-arbítrio, eles miram o canhão da Queda. Adão caiu por causa do pecado original da desobediência; ele transmitiu a culpa por esse pecado a todos os seus descendentes. Os homens são predispostos a pecar; não são criaturas livres. A resposta ortodoxa para isso é, claro, a de que Jesus Cristo morreu para que os homens fossem libertados, mas o calvinismo parece não se entusiasmar com tal fato. As teocracias construídas pelos calvinistas, cidades-estados ou comunidades inteiras governadas por homens da fé autoeleitos, foram sempre caracterizadas por uma espécie de melancolia chuvosa. Veja a Massachusetts de Cotton Mather; a Genebra do próprio João Calvino. Para eles, permitir que os homens determinassem o próprio destino era uma marca da depravação católica. Homens são pecadores, homens não evitarão o pecado (por que deveriam, se estão predestinados ao Paraíso ou ao Inferno, independentemente do que façam?) Homens precisam ser obrigados a serem bons; as mulheres, filhas da pérfida Eva, ainda mais. O calvinismo é repleto de reforços negativos.
Não é meu objetivo ensinar teologia elementar, e certamente não é minha intenção considerar o mundo contemporâneo a partir desse ângulo da fé herdada. Estou apenas demonstrando que certos termos que emprestamos da teologia têm validade em uma abordagem secular de nossos problemas. Por ser uma pessoa cuja religião tem sido hesitante por 40 anos, seria hipocrisia de minha parte pregar que, para acabarmos com as guerras e regenerar os rios poluídos, deveríamos nos voltar para Deus. O que sugiro é que a religião e outras disciplinas seculares ou antropocêntricas, como filosofia, psicologia e sociologia, têm algo em comum: uma consciência sobre a contínua infelicidade do homem. E, talvez, certas palavras de origem arcaica, como "bem", "mal" e "livre-arbítrio", até mesmo "pecado original", não precisam ser substituídas por terminologia pseudocientífica apenas por serem derivadas de uma abordagem teocêntrica do homem.
"Chamávamos o tabuleiro de xadrez de branco - chamamo-lo de negro", diz o bispo Blougram no poema de Robert Browning. Em outras palavras, uma perspectiva otimista da vida humana é tão válida quanto uma pessimista. Mas de que vida estamos falando? A de toda a raça ou a do imperceptível fragmento dela que cada um de nós chama de "eu"? Creio que sou otimista em relação ao homem: acredito que sua raça sobreviverá; acredito que, por mais doloroso e lento que seja o caminho, ele resolverá seus grandes problemas, simplesmente por ter consciência deles. Quanto a mim mesmo, tudo o que posso dizer é que estou ficando velho, minha visão está ficando embaçada, meus dentes requerem atenção constante, não posso comer ou beber como antes, fico entediado com cada vez mais frequência. Não consigo me lembrar de nomes, meu raciocínio funciona lentamente, tenho espasmos de inveja dos jovens e de ressentimento por minha própria decadência iminente. Se eu tivesse fé ardente na sobrevivência pessoal, essa melancolia da senescência poderia ser imensamente abrandada. Mas perdi tal fé, e é pouco provável que eu a recupere. Às vezes, tenho desejo de aniquilação imediata, mas a ânsia de permanecer vivo sempre se sobrepõe. Existem compensações - o amor, a literatura, a música, a rica vivência na cidade sulista em que passo a maior parte do meu tempo -, mas elas são muito incertas. Existe um consolo maior e mais duradouro - o fato de que sou livre para escrever o que desejar, de não ter de seguir nenhum relógio, de não precisar chamar nenhum homem de "senhor" e submeter-me a ele por medo. Mas tal liberdade traz seus próprios remorsos: sinto-me culpado se não trabalho; sou meu próprio tirano. As coisas que tenho agora me eram mais necessárias quando eu era jovem. Lembro-me da máxima de Goethe: "Cuidado ao desejar qualquer coisa na juventude, pois você a terá na meia-idade".
Reconheço que estou em melhores condições do que a maioria, mas não acho que tenha optado por me eximir da agonia e da ansiedade que atormentam homens e mulheres escravos de vidas que não escolheram, habitantes em comunidades que odeiam. Penso, especialmente, nos cidadãos de grandes centros comerciais e industriais - Nova York, Londres, Bombaim, a minha própria Manchester. "Você comerá seu pão com o suor do seu rosto": o Livro de Gênesis resume perfeitamente. A manutenção de uma sociedade complexa depende, cada vez mais, de trabalhos repetitivos, trabalhos sem prazer ou criatividade. As coisas que comemos, as roupas que vestimos, os lugares em que moramos tornam-se progressivamente padronizados, pois a padronização é o preço que pagamos pelos preços que podemos pagar. A vida simplesmente passa para a maioria de nós, como a hora em um despertador. Acabamos por nos acostumar com o ritmo imposto pela nossa necessidade de subsistência; em pouco tempo, passamos a gostar de nossas amarras.
Um dos slogans do superEstado no romance 1984, de George Orwell, é "Liberdade é escravidão". Uma das interpretações possíveis é a de que o fardo de tomar as próprias decisões é, para muitas pessoas, intolerável. Estar vinculado à necessidade de decidir por conta própria é ser escravo de seus próprios ímpetos. Lembro-me de quando me alistei no exército britânico, aos 22 anos. Inicialmente, me ressenti da disciplina, da remoção de até mesmo a mais ínfima liberdade (como o direito de comer quanto e o que fosse desejado e o direito de ir ao banheiro quando o próprio corpo, e não uma corneta, determinasse). Em pouco tempo, minha redução a mero mecanismo começou a me agradar, a me acalmar. Participar de um esquadrão obedecendo ordens com o restante do grupo, proibido de fazer perguntas ou questionar regulamentos - eu estava, depois de quatro anos de rigorosa vida acadêmica, em férias da necessidade de precisar escolher o tempo todo. Depois de seis anos, posso simpatizar com o civil que não gosta de tomar as próprias decisões (onde comer, em quem votar, o que usar). É mais fácil receber orientações: fume tal cigarro - 90% menos alcatrão; leia tal livro - 75 semanas na lista de best-sellers; não veja tal filme - é pseudoarte.
Talvez exista algo de positivo na submissão social, considerando que a vida dos trabalhadores tem muito pouco espaço para o individualismo: é doloroso ser um especialista em Spinoza à noite e um operário durante o dia. E existe algo em nossa natureza gregária que faz com que desejemos nos submeter. Até mesmo os rebeldes anticonformistas encontram suas próprias conformidades: o "uniforme" de cabelo longo, barba, calças de algodão trançado, miçangas e amuletos, por exemplo, e o invariável gosto por maconha e músicas de protesto tocadas no violão. Uma pessoa precisa se acomodar em um padrão de trabalho para que possa comer e alimentar a família; uma pessoa pode achar agradável, natural ou conveniente acomodar-se em seus gostos sociais. Porém, quando os padrões de conformidade são impostos pelo Estado, as pessoas têm o direito de se assustar. Infelizmente, a conformidade política que leva a um uniforme, a uma bandeira, a um slogan, a uma mordaça no livre discurso tende a funcionar a partir de uma disposição para a obediência em áreas não políticas.
Talvez não tenhamos obrigação nenhuma de gostar de Beethoven ou de detestar Coca-Cola, mas é, pelo menos, concebível que sejamos obrigados a não confiar no Estado. Thoreau escreveu sobre o dever da desobediência civil; Whitman disse, "Resista muito, obedeça pouco". Para esses liberais, e muitos outros, a desobediência é uma coisa boa. Em pequenas comunidades sociais (paróquias inglesas, cantões suíços), o sistema que governa pode, ocasionalmente, ser adequado à sociedade governada. Porém, quando a comunidade social cresce, transforma-se numa megalópole, num Estado, numa federação, o sistema de governo se distancia, torna-se impessoal, até desumano. Ele toma nosso dinheiro para propósitos que, aparentemente, não aprovamos; trata-nos como estatísticas abstratas; controla um exército; apoia uma força policial cuja função nem sempre parece ser de proteção.
Tudo isso, claro, é uma generalização que poderia ser considerada bobagem preconceituosa. Eu, particularmente, desconfio de políticos ou representantes do Estado (poucos escritores e artistas confiam) e acredito que as pessoas entram na política por duas razões: uma negativa, a de não terem talento para mais nada; outra positiva, a de que ter poder é sempre delicioso. Contra isso deve ser considerada a verdade de que o governo cria leis saudáveis para proteger a comunidade e, no grande mundo internacional, pode ser a voz de nossas tradições e aspirações. Mas ainda é fato que, em nosso século, o Estado foi responsável pela maior parte de nossos pesadelos. Nenhum indivíduo ou associação livre de indivíduos poderia ter chegado às técnicas de repressão da Alemanha nazista, ao massacre de bombardeios intensos ou à bomba atômica. Departamentos de guerra podem pensar em termos de milhões de mortos, enquanto o homem médio pode apenas fantasiar sobre o assassinato de seu chefe. O Estado moderno, seja em um país totalitário ou democrático, tem poder demais, e provavelmente estamos certos em temê-lo.
É relevante o fato de que os livros agourentos de nossa época não sejam sobre novos dráculas ou frankensteins, mas sobre o que poderia ser chamado de distopias - utopias invertidas, em que um governo megalítico imaginário leva a vida humana a um extraordinário extremo de miséria. Sinclair Lewis, em It can't happen here (um romance curiosamente negligenciado), apresenta uma América do Norte que se tornou fascista, e as características desse fascismo são tão norte-americanas quanto torta de maçã. O sardônico e grosseiro presidente estilo Will Rogers usa as cláusulas de uma constituição escrita por otimistas jeffersonianos para criar um despotismo que, aos olhos ignorantes da maioria, parece, inicialmente, mero senso comum. A vitória de intelectuais com cabelos longos e anarquistas verborrágicos sempre agrada ao homem médio, apesar de poder, na realidade, significar a supressão do pensamento liberal (a constituição norte-americana foi escrita por intelectuais de cabelos longos) e a eliminação da divergência de opiniões políticas. O livro 1984, de Orwell - uma visão aterradora que talvez tenha evitado uma realidade aterradora: ninguém espera que o ano de 1984 seja igual ao de Orwell - mostra o descarado amor pelo poder e pela crueldade que muitos líderes políticos escondem sob as flores da retórica "inspiradora". O "Núcleo do Partido" da Inglaterra futura de Orwell exerce controle sobre a população por meio da falsificação do passado, para que ninguém possa recorrer a uma tradição morta de liberdade; por meio da delimitação da língua, para que pensamentos de rebeldia não possam ser formulados; por meio de uma epistemologia de "duplipensar", que faz o mundo exterior parecer o que os governantes querem que pareça; e por meio de simples tortura e lavagem cerebral.
A visão norte-americana e a inglesa se aproximam ao pressupor que os instrumentos aversivos do medo e da tortura são as inevitáveis técnicas do despotismo, que busca controle total sobre o indivíduo. Mas, no longínquo ano de 1932, Aldous Huxley, em seu Admirável mundo novo, demonstrou que a submissa docilidade que poderosos Estados buscam de seus súditos pode ser mais facilmente alcançada por meio de técnicas não aversivas. Condicionamento pré-natal e na infância resulta em escravos contentes com a própria escravidão, e a estabilidade é reforçada não por meio de chicotes, mas de um contentamento imposto pela ciência. Este, claro, é um caminho que o homem pode seguir se realmente deseja um mundo sem guerras, crises populacionais, angústias dostoievskianas. As técnicas de condicionamento estão disponíveis, e talvez, em breve, a condição do mundo assuste o homem o suficiente para que ele as aceite. Porém, como diz Huxley por meio de seu herói, um selvagem incivilizado criado em uma reserva indígena, a felicidade não é, na verdade, o que queremos. O homem é, quase por definição, uma criatura inquieta - criativa, destrutiva, inclinada ao entusiasmo e à dor. O jovem selvagem exige o que o admirável mundo novo não pode oferecer: infelicidade; e se suicida.
"O homem", diz G. K. Chesterton, "é uma mulher" - ele não sabe o que quer. Há poucos de nós que não rejeitam imediatamente os pesadelos orwelliano e huxleiliano. De certa maneira, preferiríamos uma sociedade repressiva, repleta de polícias secretas e arame farpado, em vez de uma condicionada pela ciência, em que ser feliz significa fazer a coisa certa. Todos nós poderíamos concordar com o professor Skinner: uma sociedade bem governada e condicionada é algo excelente para uma nova raça - uma espécie de homem racionalmente convencida da necessidade de ser condicionada, desde que o condicionamento seja baseado em recompensas, não em punições. Mas não somos essa nova raça, e teimamos em não ser nada além do que somos - criaturas conscientes das próprias falhas e mais ou menos determinadas a fazer algo para resolvê-las, e fazê-lo de nossa própria maneira. Poderíamos até pensar em termos de dois seres humanos: nós mesmos, homens livres ou imperfeitos; e o novo homem, que ainda surgirá (criação do próprio homem, não da natureza), a quem talvez possamos chamar de neoantropos, um nome que soa como um estrangulamento.
Curiosamente, ou talvez não, as figuras históricas que mais reverenciamos são aqueles homens e mulheres que lutaram contra a repressão e foram até martirizados por defender os justos ou bons. Prometeu, Sócrates, Jesus Cristo, sir Thomas More, Giordano Bruno, Galileu - a lista é extensa, e a história continua a aumentá-la com heróis como os Kennedys e Martin Luther King Jr. É como se, perversamente, precisássemos da intolerância por não conseguirmos seguir adiante sem heróis. O que os grandes intransigentes fazem por nós é lembrar-nos de certos conceitos absolutos, como bem e mal. Foi a ocupação nazista da França que fez Jean-Paul Sartre formular uma nova filosofia para o homem, que soa como uma teologia, apesar de não ser. Ao falar sobre a "era de assassinos" prevista por Rimbaud, Sartre, em seu Que É a Literatura?, diz:
Fomos ensinados a levar a sério. Não é nossa culpa nem nosso mérito, se vivemos em uma época em que a tortura era um fato diário. Chateaubriand, Oradour, a Rue des Saussaies, Dachau e Auschwitz demonstraram que o Mal não é uma aparência, que saber sobre ele não o afasta, que não se opõe ao Bem como uma ideia confusa é oposta a uma ideia clara... Apesar do que desejamos, chegamos a essa conclusão, que parecerá chocante para almas elevadas: o Mal não pode ser redimido.
O estagnado, exaurido e corrupto período dos anos 1930 na França representou uma espécie de condição mecânica, um lúgubre funcionamento da máquina humana. Quando os franceses estavam submetidos à menor liberdade possível, sob ocupação, vivendo um paradoxo tipicamente humano, eles estavam, enfim, livres para recuperar um senso de dignidade da liberdade humana. Ocorreu a Resistência; houve a última e irredutível liberdade de dizer "não" ao mal. Trata-se de um direito indisponível em uma sociedade preocupada com reforços de comportamento. O fato de um homem poder se dispor a sofrer tortura e morte em nome de um princípio é o tipo de perversidade insana que faz pouco sentido no laboratório dos behavioristas.
Tendemos a usar o termo "mal" sem estarmos dispostos a defini-lo. Não se trata exatamente de um sinônimo para "ruim", pois não podemos falar de uma laranja malvada, exceto poeticamente, ou sobre uma performance maldosa de violino. Certamente não é um sinônimo para "errado". "Certo" e "errado" são, sabemos, termos com referências variadas - em outras palavras, o que é certo em determinada época pode ser errado em outra. Em um período de guerra contra a Alemanha, pode ser tão errado ter amizade com alemães que você corre o risco de ser morto por isso. Em um período de paz, pode ser certo ser amigável com eles, ou, pelo menos, algo de importância neutra. É certo obedecer quaisquer leis que estejam em voga em determinado momento, e errado insultá-las propositalmente. Não podemos levar o certo e o errado muito a sério, pois eles mudam e oscilam com frequência. Precisamos de conceitos absolutos, como "bem" e "mal". Nossa atitude em relação ao bem é curiosamente descompromissada ou indiferente; estamos mais acostumados a ser instruídos a não fazer o mal do que estimulados a fazer o bem.
O mal é sempre o mal, e pode ser considerado, talvez, algo essencialmente destrutivo, uma negação consciente e deliberada da vida orgânica. É sempre maldade matar outro ser humano, mesmo que, às vezes, seja certo fazê-lo. Talvez seja maldade matar qualquer organismo, até mesmo o gado e as ovelhas que precisamos para nossa nutrição. Ser um carnívoro não é certo nem errado, pelo menos na sociedade ocidental: é algo de significado neutro. O hinduísmo é tão veemente em relação à santidade de toda vida que se opõe à matança de qualquer coisa, seja por comida ou até, em certas situações, por autoproteção. É permitido usar uma rede contra mosquitos, mas não mata-moscas. Eu já vi operários hindus paralisando grandes empreendimentos imobiliários para proteger a vida subterrânea que subiu à superfície com o movimento de uma pá. O Oriente e o Ocidente acreditam, essencialmente, na santidade da vida, mas o Ocidente é mais pragmático em relação a ela. Em uma espécie de extensão metafórica, o Ocidente vai mais longe do que o Oriente no que diz respeito ao mal (não apenas ao errado) atribuído à destruição de um artefato, especialmente se tal artefato for uma obra de arte. Uma obra de arte é, de certa maneira, orgânica, e rasgar uma pintura ou demolir uma escultura não é apenas uma ofensa contra a propriedade; é uma ofensa contra a vida.
Poder-se-ia considerar o princípio do mal no âmbito da conduta em que a destruição de um organismo não é intencional. É errado forçar crianças a consumir drogas, mas poucos negariam que é, também, maldade: a capacidade de autodeterminação daquele organismo está sendo prejudicada. Mutilar é maldade. Atos de agressão são maldosos, apesar de sermos propensos a encontrar fatores atenuantes no espírito passional da vingança ("um tipo de justiça selvagem", definiu Francis Bacon) ou no desejo de proteger os outros de esperados, senão praticados, atos de violência. Todos nó guardamos, na imaginação ou na memória, imagens do mal em que não há sequer um sopro de atenuação - quatro jovens sorridentes torturando um animal, um estupro em gangue, vandalismo a sangue frio. Aparentemente, o condicionamento forçado de uma mente, por melhor que seja a intenção social, é maldade.
Trecho de Laranja Mecânica, de Anthony Burgess (tradução de Fábio Fernandes, editora Aleph):
"-- Então, o que vai ser, hein?
Éramos eu, ou seja, Alex, e meus três druguis, ou seja, Pete, Georgie e Tosko, Tosko porque ele era muito tosco, e estávamos no Lactobar Korova botando nossas rassudoks pra funcionar e ver o que fazer naquela noite de inverno sem-vergonha, fria, escura e miserável, embora seca. O Lactobar Korova era um mesto de leite-com, e possa ser, Ó, meus irmãos, que tenhais esquecido de como eram esses mestos, pois as coisas mudam tão skorre hoje em dia e todo mundo esquece tão depressa, porque também quase não se lê mais os jornais mesmo.
Bom, o que vendiam ali era leite-com-tudo-e-mais-alguma-coisa. Eles não tinham autorização para vender álcool, mas ainda não havia leis contra prodar algumas das novas veshkas que costumavam colocar no bom e velho moloko, então você podia pitar com velocet, sintemesc, drencrom ou alguma outra veshka que lhe daria uns belos de uns quinze minutos muito horrorshow só ali, admirando Bog e Todos os Seus Anjos e Santos no seu sapato esquerdo com luzes espocando por cima da sua mosga. Ou você podia pitar leite com faca dentro, como a gente costumava dizer, e isso te aguçava e te deixava pronto para um vinte-contra-um do cacete, e era isso o que estávamos pitando naquela noite com a qual começo esta história".
LARANJA MECÂNICA
Autor: Anthony Burgess
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Aleph - 352 págs.
texto retirado: Jornal Estadão
O autor de 'Laranja Mecânica' explica as razões de seu livro
Sou, por ofício, um romancista. Acredito tratar-se de um ofício inofensivo, ainda que não venha a ser considerado respeitável por alguns. Romancistas colocam palavras vulgares na boca de seus personagens e os descrevem fornicando e fazendo necessidades. Além disso, não é um ofício útil, como o de um carpinteiro ou de um confeiteiro. O romancista faz o tempo passar para você entre uma ação útil e outra; ajuda a preencher os buracos que surgem na árdua trama da existência. É um mero recreador, um tipo de palhaço. Ele faz mímica e gestos grotescos; é patético ou cômico e, às vezes, os dois; ele faz malabarismo com palavras, como se estas fossem bolas coloridas.
O uso que ele faz das palavras não deve ser levado excessivamente a sério. O presidente dos Estados Unidos usa palavras; o médico, o mecânico, o general do exército ou o filósofo usam palavras; e essas palavras parecem estar relacionadas ao mundo real, um mundo em que impostos precisam ser arrecadados e depois evitados; carros precisam ser dirigidos; doenças, curadas; grandes pensamentos, pensados; batalhas decisivas, travadas. Nenhum criador de enredos ou personagens, por maior que seja, deve ser considerado um pensador sério, nem mesmo Shakespeare. Na realidade, é difícil saber o que o escritor criativo realmente pensa, pois ele se esconde atrás de suas cenas e de seus personagens. E quando os personagens começam a pensar e a expressar seus pensamentos, não se trata, necessariamente, dos pensamentos do escritor. Macbeth pensa uma coisa e Macduff, algo diametralmente oposto; as ponderações do Rei não são as mesmas de Hamlet. Até mesmo o dramaturgo trágico é um palhaço, soprando uma melodia triste em um trombone velho. E então seu ânimo trágico se esgota e ele se torna um bufão, cambaleando por aí e plantando bananeiras. Nada que deva ser levado a sério.
Por vezes, entretanto, um mero recreador como eu pode ser tragado a contragosto para a esfera do pensamento "sério". Ele se vê forçado a dar sua opinião sobre questões profundas. A causa dessa obrigação pode ser um repentino interesse público por um de seus romances - um livro que ele tenha escrito sem considerar profundamente o significado, cujo objetivo era render algum dinheiro para pagar o aluguel, mas que acabou adquirindo uma importância não prevista pelo autor. Ou pode ser um romance em que, graças a uma preocupação ou a um rancor irredutível em relação a algo que acontece no mundo real, o romancista - para seu próprio arrependimento - cria algo menos recreativo do que o normal; algo mais assemelhado a um sermão ou a uma declaração homilética ou didática - e a elaboração de tais coisas não é, na realidade, a função do romancista. No momento, encontro-me escrevendo um livro bastante diferente de qualquer outro que eu tenha escrito, e o motivo pelo qual escrevo não é tanto o interesse público por um de meus romances, mas o interesse público por um filme realizado a partir de um dos meus romances.
O herói, tanto do livro quanto do filme, é um jovem delinquente chamado Alex. Dei-lhe esse nome por causa de seu caráter internacional (você não veria um rapaz inglês ou russo chamado Chuck ou Butch), e também graças às suas conotações de ironia. Alex é uma redução cômica de Alexandre, o Grande, talhando seu caminho pelo mundo e conquistando-o. Mas Alex se torna o conquistado - impotente, mudo. Ele fazia sua própria lei (a lex); torna-se uma criatura sem uma lex e sem léxico. Os trocadilhos ocultos, claro, não se relacionam com o verdadeiro significado do nome Alexandre, que é "defensor dos homens".
Alex, em sua inocência, abraça a oportunidade de ser "curado". Ele tem tanta fé na indestrutibilidade de sua própria libido que se considera mais do que um desafio para os especialistas em comportamento do Estado. Injetam-lhe uma substância que provoca náusea extrema, e a deflagração da náusea é deliberadamente associada a violentos. Em pouco tempo, ele não consegue ver cenas de violência sem se sentir desesperadamente enjoado. Fazer amor era, para ele, apenas um aspecto da agressão; portanto, até mesmo observar uma parceira sexual desejável desperta a náusea avassaladora. Ele é forçado a andar por uma corda bamba de "bondade" imposta. A sociedade fica satisfeita e mal pode esperar por um milênio livre do crime.
Mas homens não são máquinas, afinal, e o limite entre um impulso humano e outro é sempre difícil. O tratamento de Alex consistiu em assistir a filmes violentos e sentir a náusea induzida. Tais filmes empregaram trilhas sonoras de música sinfônica como "amplificadores emocionais". Após seu tratamento, o delinquente reformado descobre que não consegue mais ouvir Beethoven sem se sentir desesperadamente doente. O Estado foi longe demais: invadiu uma região além de seu pacto com os cidadãos; fechou para sua vítima um universo de belezas amorais, a visão de ordem paradisíaca que grandes peças musicais transmitem. Perturbado por uma gravação da Nona Sinfonia, Alex tenta cometer suicídio, causando perplexidade e despertando compaixão entre os elementos liberais da sociedade; Alex, então, é submetido a uma terapia hipnopédica que o restaura à sua condição "livre" anterior. Despedimo-nos de Alex enquanto ele sonha com novos e mais elaborados métodos de agressão. A intenção era a de um final feliz.
O que tentei argumentar, com o livro, era o fato de que é melhor ser mau a partir do próprio livre-arbítrio do que ser bom por meio de lavagem cerebral científica. Quando Alex tem o poder da escolha, opta apenas por violência. Entretanto, existem outras áreas de escolha, como ilustra seu amor pela música. Na edição inglesa do livro (mas não na norte-americana, tampouco no filme), há um epílogo que mostra Alex crescendo, aprendendo a desgostar de seu antigo estilo de vida, pensando no amor como algo maior do que uma forma de manifestar violência; até mesmo imaginando-se como marido e pai. Tal caminho sempre esteve aberto; ele, enfim, opta por segui-lo. Antes uma laranja podre, ele agora se preenche com algo mais próximo da doçura humana decente.
Liberdade de escolha é mesmo tão importante? O homem é capaz disso? O termo "liberdade" tem algum significado intrínseco? São questões que preciso perguntar e tentar responder. Devo registrar que fui ridicularizado e criticado por expressar meus receios em relação ao poder do Estado moderno - seja na Rússia, na China ou na que poderíamos chamar de Anglo-América - de reduzir a liberdade individual. A literatura já denunciou esse poder em livros como Brave New World (Admirável Mundo Novo), de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, mas pessoas "sensatas", que não se comovem muito com textos criativos, garantem que há pouco com o que se preocupar. O livro Beyond Freedom and Dignity (O Mito da Liberdade), de B.F. Skinner, foi lançado na mesma época em que Laranja Mecânica surgiu nas telas, pronto para demonstrar as vantagens do que poderíamos chamar de lavagem cerebral benéfica. Nosso mundo está em má situação, diz Skinner, com os problemas das guerras, da poluição ambiental, da violência civil, da explosão demográfica. O comportamento humano precisa mudar - isso, diz ele, é autoevidente, e poucos discordariam - e, para tanto, precisamos de uma tecnologia para o comportamento humano. Podemos deixar de fora dessa equação o homem interior, o homem que encontramos quando discutimos com nós mesmos, o ser oculto que se preocupa com Deus, com a alma e com a realidade absoluta. Precisamos enxergar o homem de fora, considerando especialmente o que leva uma característica do comportamento humano transferir-se de um indivíduo para outro. A abordagem behaviorista do homem, da qual o professor Skinner é um grande expoente, prega que ele é levado a vários tipos de ações por estímulos de aversão e não aversão. Medo do chicote fazia o escravo trabalhar; medo da demissão ainda faz o escravo do salário trabalhar. São tais reforços negativos para a ação que o professor Skinner condena; o que ele deseja ver são reforços positivos. Você ensina truques a um animal de circo não por meio da crueldade, mas da bondade. (Skinner deveria saber disso: muito de seu trabalho experimental foi realizado com animais; alguns de seus avanços em condicionamento animal aproximavam-se de um nível circense bastante elevado.) Com os estímulos positivos certos - aos quais respondemos não de maneira racional, mas por meio de nossos instintos condicionados -, todos nós poderemos nos tornar cidadãos melhores, submissos a um Estado cujo objetivo maior é o bem-estar da comunidade. Não devemos, diz tal argumento, temer o condicionamento. Precisamos ser condicionados para salvar o ambiente e a raça. Mas precisa ser condicionamento do tipo certo.
Segundo o discurso skinneriano, é o tipo errado de condicionamento que transforma o herói de Laranja Mecânica em um nauseado modelo de não agressão. O fato de eu mesmo considerar qualquer tipo de condicionamento um erro deve ser atribuído, imagino, à força da tradição religiosa na qual fui educado. Eu fui, pode-se dizer, condicionado por ela, mas minha consciência aprova as convicções que sinto em meu âmago. Minha família é de Lancashire, um condado ao norte do Reino Unido que foi uma fortaleza da fé católica. A Reforma Protestante, que transformou a Inglaterra no que ela é hoje, nunca chegou a Lancashire ou, caso tenha chegado, o fez de maneira suave e moderada, nas infiltrações pacíficas dos períodos mais tolerantes que seguiram as sangrentas imposições dos Tudors. O tipo de protestantismo que floresceu na época de Cromwell e criou uma nova estirpe de mercadores burgueses era calvinista. Predestinação era seu eixo doutrinal. O homem não teria arbítrio sobre a própria salvação; seu estado futuro havia sido predeterminado por Deus.
O catolicismo rejeita uma doutrina que parece enviar alguns homens arbitrariamente ao Paraíso, e outros, de maneira não menos arbitrária, para o Inferno. Seu destino, diz a teologia católica, está em suas mãos. Não há nada que o impeça de pecar, se você quiser pecar; ao mesmo tempo, não há nada que o impeça de se aproximar dos canais de graça divina que são a garantia de sua salvação. O fato de duas doutrinas opostas - a do livre-arbítrio e a da predestinação - poderem coexistir na mesma fé religiosa requer explicação. Primeiramente, há a omnisciência de Deus. Se Deus sabe tudo, Ele sabe se eu serei condenado ou salvo: meu destino derradeiro foi, digamos, reservado desde o início dos tempos. Mas se Deus dá ao homem o poder da livre escolha, poderia parecer que Ele está deliberadamente renunciando à Sua consciência sobre o que o homem fará com esse poder. Um Deus onisciente e onipotente, em um gesto de amor pelo homem, limita tanto Seu poder quanto Seu conhecimento.
Sean O'Faolain, em sua autobiografia, relata uma incapacidade de conciliar o livre-arbítrio do homem com o conhecimento total de Deus, o que foi resolvido certo dia por um súbito insight mágico ou milagroso, antes de uma corrida de táxi em Manhattan. O'Faolain chegou à seguinte conclusão: toda e qualquer ação do homem continuava uma ação livre até ser executada. Uma vez executada, tornava-se algo que Deus havia determinado que acontecesse. Ele e o taxista ficaram bêbados para celebrar a descoberta.
Mas os calvinistas sempre dispuseram de munição pesada para defender a campanha da predestinação. Na direção do exército do livre-arbítrio, eles miram o canhão da Queda. Adão caiu por causa do pecado original da desobediência; ele transmitiu a culpa por esse pecado a todos os seus descendentes. Os homens são predispostos a pecar; não são criaturas livres. A resposta ortodoxa para isso é, claro, a de que Jesus Cristo morreu para que os homens fossem libertados, mas o calvinismo parece não se entusiasmar com tal fato. As teocracias construídas pelos calvinistas, cidades-estados ou comunidades inteiras governadas por homens da fé autoeleitos, foram sempre caracterizadas por uma espécie de melancolia chuvosa. Veja a Massachusetts de Cotton Mather; a Genebra do próprio João Calvino. Para eles, permitir que os homens determinassem o próprio destino era uma marca da depravação católica. Homens são pecadores, homens não evitarão o pecado (por que deveriam, se estão predestinados ao Paraíso ou ao Inferno, independentemente do que façam?) Homens precisam ser obrigados a serem bons; as mulheres, filhas da pérfida Eva, ainda mais. O calvinismo é repleto de reforços negativos.
Não é meu objetivo ensinar teologia elementar, e certamente não é minha intenção considerar o mundo contemporâneo a partir desse ângulo da fé herdada. Estou apenas demonstrando que certos termos que emprestamos da teologia têm validade em uma abordagem secular de nossos problemas. Por ser uma pessoa cuja religião tem sido hesitante por 40 anos, seria hipocrisia de minha parte pregar que, para acabarmos com as guerras e regenerar os rios poluídos, deveríamos nos voltar para Deus. O que sugiro é que a religião e outras disciplinas seculares ou antropocêntricas, como filosofia, psicologia e sociologia, têm algo em comum: uma consciência sobre a contínua infelicidade do homem. E, talvez, certas palavras de origem arcaica, como "bem", "mal" e "livre-arbítrio", até mesmo "pecado original", não precisam ser substituídas por terminologia pseudocientífica apenas por serem derivadas de uma abordagem teocêntrica do homem.
"Chamávamos o tabuleiro de xadrez de branco - chamamo-lo de negro", diz o bispo Blougram no poema de Robert Browning. Em outras palavras, uma perspectiva otimista da vida humana é tão válida quanto uma pessimista. Mas de que vida estamos falando? A de toda a raça ou a do imperceptível fragmento dela que cada um de nós chama de "eu"? Creio que sou otimista em relação ao homem: acredito que sua raça sobreviverá; acredito que, por mais doloroso e lento que seja o caminho, ele resolverá seus grandes problemas, simplesmente por ter consciência deles. Quanto a mim mesmo, tudo o que posso dizer é que estou ficando velho, minha visão está ficando embaçada, meus dentes requerem atenção constante, não posso comer ou beber como antes, fico entediado com cada vez mais frequência. Não consigo me lembrar de nomes, meu raciocínio funciona lentamente, tenho espasmos de inveja dos jovens e de ressentimento por minha própria decadência iminente. Se eu tivesse fé ardente na sobrevivência pessoal, essa melancolia da senescência poderia ser imensamente abrandada. Mas perdi tal fé, e é pouco provável que eu a recupere. Às vezes, tenho desejo de aniquilação imediata, mas a ânsia de permanecer vivo sempre se sobrepõe. Existem compensações - o amor, a literatura, a música, a rica vivência na cidade sulista em que passo a maior parte do meu tempo -, mas elas são muito incertas. Existe um consolo maior e mais duradouro - o fato de que sou livre para escrever o que desejar, de não ter de seguir nenhum relógio, de não precisar chamar nenhum homem de "senhor" e submeter-me a ele por medo. Mas tal liberdade traz seus próprios remorsos: sinto-me culpado se não trabalho; sou meu próprio tirano. As coisas que tenho agora me eram mais necessárias quando eu era jovem. Lembro-me da máxima de Goethe: "Cuidado ao desejar qualquer coisa na juventude, pois você a terá na meia-idade".
Reconheço que estou em melhores condições do que a maioria, mas não acho que tenha optado por me eximir da agonia e da ansiedade que atormentam homens e mulheres escravos de vidas que não escolheram, habitantes em comunidades que odeiam. Penso, especialmente, nos cidadãos de grandes centros comerciais e industriais - Nova York, Londres, Bombaim, a minha própria Manchester. "Você comerá seu pão com o suor do seu rosto": o Livro de Gênesis resume perfeitamente. A manutenção de uma sociedade complexa depende, cada vez mais, de trabalhos repetitivos, trabalhos sem prazer ou criatividade. As coisas que comemos, as roupas que vestimos, os lugares em que moramos tornam-se progressivamente padronizados, pois a padronização é o preço que pagamos pelos preços que podemos pagar. A vida simplesmente passa para a maioria de nós, como a hora em um despertador. Acabamos por nos acostumar com o ritmo imposto pela nossa necessidade de subsistência; em pouco tempo, passamos a gostar de nossas amarras.
Um dos slogans do superEstado no romance 1984, de George Orwell, é "Liberdade é escravidão". Uma das interpretações possíveis é a de que o fardo de tomar as próprias decisões é, para muitas pessoas, intolerável. Estar vinculado à necessidade de decidir por conta própria é ser escravo de seus próprios ímpetos. Lembro-me de quando me alistei no exército britânico, aos 22 anos. Inicialmente, me ressenti da disciplina, da remoção de até mesmo a mais ínfima liberdade (como o direito de comer quanto e o que fosse desejado e o direito de ir ao banheiro quando o próprio corpo, e não uma corneta, determinasse). Em pouco tempo, minha redução a mero mecanismo começou a me agradar, a me acalmar. Participar de um esquadrão obedecendo ordens com o restante do grupo, proibido de fazer perguntas ou questionar regulamentos - eu estava, depois de quatro anos de rigorosa vida acadêmica, em férias da necessidade de precisar escolher o tempo todo. Depois de seis anos, posso simpatizar com o civil que não gosta de tomar as próprias decisões (onde comer, em quem votar, o que usar). É mais fácil receber orientações: fume tal cigarro - 90% menos alcatrão; leia tal livro - 75 semanas na lista de best-sellers; não veja tal filme - é pseudoarte.
Talvez exista algo de positivo na submissão social, considerando que a vida dos trabalhadores tem muito pouco espaço para o individualismo: é doloroso ser um especialista em Spinoza à noite e um operário durante o dia. E existe algo em nossa natureza gregária que faz com que desejemos nos submeter. Até mesmo os rebeldes anticonformistas encontram suas próprias conformidades: o "uniforme" de cabelo longo, barba, calças de algodão trançado, miçangas e amuletos, por exemplo, e o invariável gosto por maconha e músicas de protesto tocadas no violão. Uma pessoa precisa se acomodar em um padrão de trabalho para que possa comer e alimentar a família; uma pessoa pode achar agradável, natural ou conveniente acomodar-se em seus gostos sociais. Porém, quando os padrões de conformidade são impostos pelo Estado, as pessoas têm o direito de se assustar. Infelizmente, a conformidade política que leva a um uniforme, a uma bandeira, a um slogan, a uma mordaça no livre discurso tende a funcionar a partir de uma disposição para a obediência em áreas não políticas.
Talvez não tenhamos obrigação nenhuma de gostar de Beethoven ou de detestar Coca-Cola, mas é, pelo menos, concebível que sejamos obrigados a não confiar no Estado. Thoreau escreveu sobre o dever da desobediência civil; Whitman disse, "Resista muito, obedeça pouco". Para esses liberais, e muitos outros, a desobediência é uma coisa boa. Em pequenas comunidades sociais (paróquias inglesas, cantões suíços), o sistema que governa pode, ocasionalmente, ser adequado à sociedade governada. Porém, quando a comunidade social cresce, transforma-se numa megalópole, num Estado, numa federação, o sistema de governo se distancia, torna-se impessoal, até desumano. Ele toma nosso dinheiro para propósitos que, aparentemente, não aprovamos; trata-nos como estatísticas abstratas; controla um exército; apoia uma força policial cuja função nem sempre parece ser de proteção.
Tudo isso, claro, é uma generalização que poderia ser considerada bobagem preconceituosa. Eu, particularmente, desconfio de políticos ou representantes do Estado (poucos escritores e artistas confiam) e acredito que as pessoas entram na política por duas razões: uma negativa, a de não terem talento para mais nada; outra positiva, a de que ter poder é sempre delicioso. Contra isso deve ser considerada a verdade de que o governo cria leis saudáveis para proteger a comunidade e, no grande mundo internacional, pode ser a voz de nossas tradições e aspirações. Mas ainda é fato que, em nosso século, o Estado foi responsável pela maior parte de nossos pesadelos. Nenhum indivíduo ou associação livre de indivíduos poderia ter chegado às técnicas de repressão da Alemanha nazista, ao massacre de bombardeios intensos ou à bomba atômica. Departamentos de guerra podem pensar em termos de milhões de mortos, enquanto o homem médio pode apenas fantasiar sobre o assassinato de seu chefe. O Estado moderno, seja em um país totalitário ou democrático, tem poder demais, e provavelmente estamos certos em temê-lo.
É relevante o fato de que os livros agourentos de nossa época não sejam sobre novos dráculas ou frankensteins, mas sobre o que poderia ser chamado de distopias - utopias invertidas, em que um governo megalítico imaginário leva a vida humana a um extraordinário extremo de miséria. Sinclair Lewis, em It can't happen here (um romance curiosamente negligenciado), apresenta uma América do Norte que se tornou fascista, e as características desse fascismo são tão norte-americanas quanto torta de maçã. O sardônico e grosseiro presidente estilo Will Rogers usa as cláusulas de uma constituição escrita por otimistas jeffersonianos para criar um despotismo que, aos olhos ignorantes da maioria, parece, inicialmente, mero senso comum. A vitória de intelectuais com cabelos longos e anarquistas verborrágicos sempre agrada ao homem médio, apesar de poder, na realidade, significar a supressão do pensamento liberal (a constituição norte-americana foi escrita por intelectuais de cabelos longos) e a eliminação da divergência de opiniões políticas. O livro 1984, de Orwell - uma visão aterradora que talvez tenha evitado uma realidade aterradora: ninguém espera que o ano de 1984 seja igual ao de Orwell - mostra o descarado amor pelo poder e pela crueldade que muitos líderes políticos escondem sob as flores da retórica "inspiradora". O "Núcleo do Partido" da Inglaterra futura de Orwell exerce controle sobre a população por meio da falsificação do passado, para que ninguém possa recorrer a uma tradição morta de liberdade; por meio da delimitação da língua, para que pensamentos de rebeldia não possam ser formulados; por meio de uma epistemologia de "duplipensar", que faz o mundo exterior parecer o que os governantes querem que pareça; e por meio de simples tortura e lavagem cerebral.
A visão norte-americana e a inglesa se aproximam ao pressupor que os instrumentos aversivos do medo e da tortura são as inevitáveis técnicas do despotismo, que busca controle total sobre o indivíduo. Mas, no longínquo ano de 1932, Aldous Huxley, em seu Admirável mundo novo, demonstrou que a submissa docilidade que poderosos Estados buscam de seus súditos pode ser mais facilmente alcançada por meio de técnicas não aversivas. Condicionamento pré-natal e na infância resulta em escravos contentes com a própria escravidão, e a estabilidade é reforçada não por meio de chicotes, mas de um contentamento imposto pela ciência. Este, claro, é um caminho que o homem pode seguir se realmente deseja um mundo sem guerras, crises populacionais, angústias dostoievskianas. As técnicas de condicionamento estão disponíveis, e talvez, em breve, a condição do mundo assuste o homem o suficiente para que ele as aceite. Porém, como diz Huxley por meio de seu herói, um selvagem incivilizado criado em uma reserva indígena, a felicidade não é, na verdade, o que queremos. O homem é, quase por definição, uma criatura inquieta - criativa, destrutiva, inclinada ao entusiasmo e à dor. O jovem selvagem exige o que o admirável mundo novo não pode oferecer: infelicidade; e se suicida.
"O homem", diz G. K. Chesterton, "é uma mulher" - ele não sabe o que quer. Há poucos de nós que não rejeitam imediatamente os pesadelos orwelliano e huxleiliano. De certa maneira, preferiríamos uma sociedade repressiva, repleta de polícias secretas e arame farpado, em vez de uma condicionada pela ciência, em que ser feliz significa fazer a coisa certa. Todos nós poderíamos concordar com o professor Skinner: uma sociedade bem governada e condicionada é algo excelente para uma nova raça - uma espécie de homem racionalmente convencida da necessidade de ser condicionada, desde que o condicionamento seja baseado em recompensas, não em punições. Mas não somos essa nova raça, e teimamos em não ser nada além do que somos - criaturas conscientes das próprias falhas e mais ou menos determinadas a fazer algo para resolvê-las, e fazê-lo de nossa própria maneira. Poderíamos até pensar em termos de dois seres humanos: nós mesmos, homens livres ou imperfeitos; e o novo homem, que ainda surgirá (criação do próprio homem, não da natureza), a quem talvez possamos chamar de neoantropos, um nome que soa como um estrangulamento.
Curiosamente, ou talvez não, as figuras históricas que mais reverenciamos são aqueles homens e mulheres que lutaram contra a repressão e foram até martirizados por defender os justos ou bons. Prometeu, Sócrates, Jesus Cristo, sir Thomas More, Giordano Bruno, Galileu - a lista é extensa, e a história continua a aumentá-la com heróis como os Kennedys e Martin Luther King Jr. É como se, perversamente, precisássemos da intolerância por não conseguirmos seguir adiante sem heróis. O que os grandes intransigentes fazem por nós é lembrar-nos de certos conceitos absolutos, como bem e mal. Foi a ocupação nazista da França que fez Jean-Paul Sartre formular uma nova filosofia para o homem, que soa como uma teologia, apesar de não ser. Ao falar sobre a "era de assassinos" prevista por Rimbaud, Sartre, em seu Que É a Literatura?, diz:
Fomos ensinados a levar a sério. Não é nossa culpa nem nosso mérito, se vivemos em uma época em que a tortura era um fato diário. Chateaubriand, Oradour, a Rue des Saussaies, Dachau e Auschwitz demonstraram que o Mal não é uma aparência, que saber sobre ele não o afasta, que não se opõe ao Bem como uma ideia confusa é oposta a uma ideia clara... Apesar do que desejamos, chegamos a essa conclusão, que parecerá chocante para almas elevadas: o Mal não pode ser redimido.
O estagnado, exaurido e corrupto período dos anos 1930 na França representou uma espécie de condição mecânica, um lúgubre funcionamento da máquina humana. Quando os franceses estavam submetidos à menor liberdade possível, sob ocupação, vivendo um paradoxo tipicamente humano, eles estavam, enfim, livres para recuperar um senso de dignidade da liberdade humana. Ocorreu a Resistência; houve a última e irredutível liberdade de dizer "não" ao mal. Trata-se de um direito indisponível em uma sociedade preocupada com reforços de comportamento. O fato de um homem poder se dispor a sofrer tortura e morte em nome de um princípio é o tipo de perversidade insana que faz pouco sentido no laboratório dos behavioristas.
Tendemos a usar o termo "mal" sem estarmos dispostos a defini-lo. Não se trata exatamente de um sinônimo para "ruim", pois não podemos falar de uma laranja malvada, exceto poeticamente, ou sobre uma performance maldosa de violino. Certamente não é um sinônimo para "errado". "Certo" e "errado" são, sabemos, termos com referências variadas - em outras palavras, o que é certo em determinada época pode ser errado em outra. Em um período de guerra contra a Alemanha, pode ser tão errado ter amizade com alemães que você corre o risco de ser morto por isso. Em um período de paz, pode ser certo ser amigável com eles, ou, pelo menos, algo de importância neutra. É certo obedecer quaisquer leis que estejam em voga em determinado momento, e errado insultá-las propositalmente. Não podemos levar o certo e o errado muito a sério, pois eles mudam e oscilam com frequência. Precisamos de conceitos absolutos, como "bem" e "mal". Nossa atitude em relação ao bem é curiosamente descompromissada ou indiferente; estamos mais acostumados a ser instruídos a não fazer o mal do que estimulados a fazer o bem.
O mal é sempre o mal, e pode ser considerado, talvez, algo essencialmente destrutivo, uma negação consciente e deliberada da vida orgânica. É sempre maldade matar outro ser humano, mesmo que, às vezes, seja certo fazê-lo. Talvez seja maldade matar qualquer organismo, até mesmo o gado e as ovelhas que precisamos para nossa nutrição. Ser um carnívoro não é certo nem errado, pelo menos na sociedade ocidental: é algo de significado neutro. O hinduísmo é tão veemente em relação à santidade de toda vida que se opõe à matança de qualquer coisa, seja por comida ou até, em certas situações, por autoproteção. É permitido usar uma rede contra mosquitos, mas não mata-moscas. Eu já vi operários hindus paralisando grandes empreendimentos imobiliários para proteger a vida subterrânea que subiu à superfície com o movimento de uma pá. O Oriente e o Ocidente acreditam, essencialmente, na santidade da vida, mas o Ocidente é mais pragmático em relação a ela. Em uma espécie de extensão metafórica, o Ocidente vai mais longe do que o Oriente no que diz respeito ao mal (não apenas ao errado) atribuído à destruição de um artefato, especialmente se tal artefato for uma obra de arte. Uma obra de arte é, de certa maneira, orgânica, e rasgar uma pintura ou demolir uma escultura não é apenas uma ofensa contra a propriedade; é uma ofensa contra a vida.
Poder-se-ia considerar o princípio do mal no âmbito da conduta em que a destruição de um organismo não é intencional. É errado forçar crianças a consumir drogas, mas poucos negariam que é, também, maldade: a capacidade de autodeterminação daquele organismo está sendo prejudicada. Mutilar é maldade. Atos de agressão são maldosos, apesar de sermos propensos a encontrar fatores atenuantes no espírito passional da vingança ("um tipo de justiça selvagem", definiu Francis Bacon) ou no desejo de proteger os outros de esperados, senão praticados, atos de violência. Todos nó guardamos, na imaginação ou na memória, imagens do mal em que não há sequer um sopro de atenuação - quatro jovens sorridentes torturando um animal, um estupro em gangue, vandalismo a sangue frio. Aparentemente, o condicionamento forçado de uma mente, por melhor que seja a intenção social, é maldade.
Trecho de Laranja Mecânica, de Anthony Burgess (tradução de Fábio Fernandes, editora Aleph):
"-- Então, o que vai ser, hein?
Éramos eu, ou seja, Alex, e meus três druguis, ou seja, Pete, Georgie e Tosko, Tosko porque ele era muito tosco, e estávamos no Lactobar Korova botando nossas rassudoks pra funcionar e ver o que fazer naquela noite de inverno sem-vergonha, fria, escura e miserável, embora seca. O Lactobar Korova era um mesto de leite-com, e possa ser, Ó, meus irmãos, que tenhais esquecido de como eram esses mestos, pois as coisas mudam tão skorre hoje em dia e todo mundo esquece tão depressa, porque também quase não se lê mais os jornais mesmo.
Bom, o que vendiam ali era leite-com-tudo-e-mais-alguma-coisa. Eles não tinham autorização para vender álcool, mas ainda não havia leis contra prodar algumas das novas veshkas que costumavam colocar no bom e velho moloko, então você podia pitar com velocet, sintemesc, drencrom ou alguma outra veshka que lhe daria uns belos de uns quinze minutos muito horrorshow só ali, admirando Bog e Todos os Seus Anjos e Santos no seu sapato esquerdo com luzes espocando por cima da sua mosga. Ou você podia pitar leite com faca dentro, como a gente costumava dizer, e isso te aguçava e te deixava pronto para um vinte-contra-um do cacete, e era isso o que estávamos pitando naquela noite com a qual começo esta história".
LARANJA MECÂNICA
Autor: Anthony Burgess
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Aleph - 352 págs.
fonte: Copyright The Clockwork Condition (A Condição Mecânica) © The Estate of Anthony Burgess
Tradução de Henrique B. Szolnokytexto retirado: Jornal Estadão
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Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias. O ácido fosfórico também “rouba” cálcio, zinco dos ossos e é o maior contribuinte para o aumento da osteoporose. Há alguns anos fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar o porquê do aparecimento de osteoporose em crianças a partir de 10 anos (pré-adolescentes). Resultado: excesso de Coca-Cola e falta de orientação dos pais.
Para transportar o xarope de Coca-Cola, os caminhões comerciais devem ser identificados com a placa de Material Perigoso que é reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos.
10 minutos - Uma quantidade parecida com 10 colheres de chá de açúcar golpeiam seu organismo (100% da recomendação diária). Com essa quantidade de açúcar, você só não vomita imediatamente porque o ácido fosfórico quebra o enorme sabor de açúcar, permitindo que a Coca não fique tão doce.
20 minutos - O açúcar do seu sangue aumenta, causando uma explosão de insulina. Seu fígado responde transformando todo o açúcar em gordura (que nesse momento é abundante).
40 minutos - A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, sua pressão aumenta e, como resposta, seu fígado joga mais açúcar em sua corrente sanguínea. Os receptores de adenosina no seu cérebro são bloqueados, evitando que você fique entorpecido.
45 minutos - Seu corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do seu cérebro. Fisicamente, é exatamente isso que acontece se você tomar uma dose de heroína.
60 minutos - O ácido fosfórico prende o cálcio, o magnésio e zinco no seu intestino grosso, provocando um aumento no metabolismo. Essa junção é composta por altas doses de açúcar e adoçantes artificiais. Isso também faz você eliminar cálcio pela urina.
65 minutos - A propriedade diurética da cafeína começa a agir, e faz você ter vontade de ir ao banheiro. Agora é certo que você ira defecar a junção de cálcio, magnésio e zinco; que deveriam ir para seus ossos, assim como o sódio e a água.
70 minutos - O entusiasmo que você sentia, passa. Você começa a sentir falta de açúcar, que faz você ficar meio irritado e/ou com preguiça. Essa hora você já urinou toda a água da Coca, mas não sem antes levar junto alguns nutrientes que seu corpo iria usar para hidratar o organismo e fortalecer ossos e dentes.
Os Malefícios da Coca-Cola
Aqui vão algumas receitinhas para se fazer com este "delicioso" e "saudável" refrigerante:
- Para limpar privadas despeje uma lata de Coca-Cola dentro do vaso e deixe descansar por uma hora e então dê descarga, o ácido cítrico na Coca-Cola remove manchas na louça do vaso.
- Para remover pontos de ferrugem dos para-choques cromados de automóveis esfregue o um chumaço de papel de alumínio umedecido com Coca-Cola.
- Se você puser um osso em uma tigela com Coca-Cola ele se dissolverá de três a sete dias.
- Para soltar um parafuso emperrado por corrosão aplique um pano encharcado com Coca-Cola sobre o parafuso enferrujado por vários minutos.
- Para remover manchas de graxa das roupas: despeje uma lata de Coca-Cola dentro do tanque com as roupas com graxa, adicione detergente e bata em ritmo regular, a Coca-Cola ajudará a remover as manchas de graxa.
- A Coca-Cola também ajuda a limpar o embasamento do para-brisa do seu carro.
Se a Coca faz tudo isso, imagine no seu organismo !
Sabe o por que isso ocorre ?
Porque o ingrediente ativo da Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é 2,8 que é considerado um PH ácido.
Para transportar o xarope de Coca-Cola, os caminhões comerciais devem ser identificados com a placa de Material Perigoso que é reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos.
Você já pensou o que acontece com seu organismo depois de tomar aquela Coca-Cola geladinha ?
20 minutos - O açúcar do seu sangue aumenta, causando uma explosão de insulina. Seu fígado responde transformando todo o açúcar em gordura (que nesse momento é abundante).
40 minutos - A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, sua pressão aumenta e, como resposta, seu fígado joga mais açúcar em sua corrente sanguínea. Os receptores de adenosina no seu cérebro são bloqueados, evitando que você fique entorpecido.
45 minutos - Seu corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do seu cérebro. Fisicamente, é exatamente isso que acontece se você tomar uma dose de heroína.
60 minutos - O ácido fosfórico prende o cálcio, o magnésio e zinco no seu intestino grosso, provocando um aumento no metabolismo. Essa junção é composta por altas doses de açúcar e adoçantes artificiais. Isso também faz você eliminar cálcio pela urina.
65 minutos - A propriedade diurética da cafeína começa a agir, e faz você ter vontade de ir ao banheiro. Agora é certo que você ira defecar a junção de cálcio, magnésio e zinco; que deveriam ir para seus ossos, assim como o sódio e a água.
70 minutos - O entusiasmo que você sentia, passa. Você começa a sentir falta de açúcar, que faz você ficar meio irritado e/ou com preguiça. Essa hora você já urinou toda a água da Coca, mas não sem antes levar junto alguns nutrientes que seu corpo iria usar para hidratar o organismo e fortalecer ossos e dentes.
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As animações antinazistas da Disney
Era uma vez, um sujeito chamado Walter Elias Disney, mais conhecido como Walt Disney, ele como todo bom patriota, almejava defender seu país. Tentou em 1914 durante a 1º Guerra Mundial, mas por ser menor de idade o máximo que conseguirá foi um posto de piloto em uma ambulância da cruz vermelha após o conflito.
Mas o garotinho se tornou um homem, um artista renomado e conhecido. Em 1939, a 2º Guerra Mundial chegará para aterrorizar alguns milhões de pessoas .... Usou todo seu talento na produção de filmes e propagandas. O papagaio Zé Carioca e o galo Panchito, foram produtos, fruto do esforço deste patriota para com a campanha de Guerra e a política da boa vizinhança. Tanto foi o esforço deste homem que, entre 1942 e 1945, os estúdios Disney produziu mais de 68 horas de animação de caráter patriótico e ideológico. A participação da Disney fez com que os EUA passasse a ganhar batalhas sem puxar o gatilho. Outros tentaram combater os EUA com propagandas, Mas era difícil concorrer em popularidade - e em volume de produção - com o pai de Mickey Mouse. Mas essa ajuda não ficou apenas nas telas, já que, a partir de 1942, os estúdios Disney foram transformados em alojamentos e centenas de militares passaram a residir ali. Marinha, exercito e aeronáutica, os personagens inspirados nos oficiais, também foram para as trincheiras. Nos meses seguintes as produções continuaram:
1. As crianças de Hitler (Hitler's Children - Education for Death), 1943

O protagonista aqui é um menino alemão, Hans, que Disney usa para falar da lavagem cerebral nazista. Quando seus pais vão registrá-lo, há uma lista de nomes proibidos, como Franklin e Winston (referencia ao presidente americano e ao primeiro-ministro britânico). Na escola, ele fica de castigo por defender uma lebre numa fábula em que o bicho é comido por uma raposa.
2. Vitória por meio do poder aéreo (Victory Through Air Power, 1943)

O filme é uma aula do uso da aviação como arma de guerra, baseado no livro do major Alexander P. Seversky. Até Santos- Dumont é citado no filme - claro, depois dos irmãos Wright. Há o humor típico dos filmes de Disney, como a metralhadora que vai destruindo a hélice do caça. E Serversky aparece para defender seu ponto de vista: a Aeronáutica, com bombardeiros pesados e caças velozes, poderia decidir o destino da guerra.
3. Você já foi à Bahia? (The Three Caballeros, 1944)
A iniciativa americana de criar e manter alianças na América Latina foi um capítulo especial da diplomacia na 2ª Guerra. Vários países, entre os quais o Brasil, nutriam simpatia pelo nazismo. Um dos fronts da política da boa vizinhança foi a cultura. Zé Carioca é fruto disso. Ele é a estrela de Você Já Foi à Bahia?, de 1944, uma reunião de curtas em que aparecem pinguins da Antártida e um burrico voador argentino. No episódio brasileiro, Zé e Donald contracenam com Aurora Miranda, irmã de Carmen, pelas ruas da Bahia. A coisa piora quando encontram Panchito, o amigo mexicano, que distribui tiros e se encarrega de introduzir uma das cenas mais bregas da história do cinema: a atriz Carmen Molina, cujo rosto aparece no meio de uma flor... Duro aguentar vizinhos assim.
Mas o garotinho se tornou um homem, um artista renomado e conhecido. Em 1939, a 2º Guerra Mundial chegará para aterrorizar alguns milhões de pessoas .... Usou todo seu talento na produção de filmes e propagandas. O papagaio Zé Carioca e o galo Panchito, foram produtos, fruto do esforço deste patriota para com a campanha de Guerra e a política da boa vizinhança. Tanto foi o esforço deste homem que, entre 1942 e 1945, os estúdios Disney produziu mais de 68 horas de animação de caráter patriótico e ideológico. A participação da Disney fez com que os EUA passasse a ganhar batalhas sem puxar o gatilho. Outros tentaram combater os EUA com propagandas, Mas era difícil concorrer em popularidade - e em volume de produção - com o pai de Mickey Mouse. Mas essa ajuda não ficou apenas nas telas, já que, a partir de 1942, os estúdios Disney foram transformados em alojamentos e centenas de militares passaram a residir ali. Marinha, exercito e aeronáutica, os personagens inspirados nos oficiais, também foram para as trincheiras. Nos meses seguintes as produções continuaram:1. As crianças de Hitler (Hitler's Children - Education for Death), 1943
O protagonista aqui é um menino alemão, Hans, que Disney usa para falar da lavagem cerebral nazista. Quando seus pais vão registrá-lo, há uma lista de nomes proibidos, como Franklin e Winston (referencia ao presidente americano e ao primeiro-ministro britânico). Na escola, ele fica de castigo por defender uma lebre numa fábula em que o bicho é comido por uma raposa.
2. Vitória por meio do poder aéreo (Victory Through Air Power, 1943)
O filme é uma aula do uso da aviação como arma de guerra, baseado no livro do major Alexander P. Seversky. Até Santos- Dumont é citado no filme - claro, depois dos irmãos Wright. Há o humor típico dos filmes de Disney, como a metralhadora que vai destruindo a hélice do caça. E Serversky aparece para defender seu ponto de vista: a Aeronáutica, com bombardeiros pesados e caças velozes, poderia decidir o destino da guerra.
4. Saindo da Frigideira... (Out of the Frying Pan into the Firing Line, 1942)

Com Minnie como protagonista, o desenho, de 3 minutos, molda ações e atitudes dentro do território americano: aqui, as donas de casa devem guardar a gordura que sobra das frituras, útil para a indústria de munição.
Com Minnie como protagonista, o desenho, de 3 minutos, molda ações e atitudes dentro do território americano: aqui, as donas de casa devem guardar a gordura que sobra das frituras, útil para a indústria de munição.
Por fim, o jovem - que na época não era tão jovem, pois tinha 36 anos- Walt transformou seu trabalho em uma grande arma e conseguiu persuadir um grande público, servindo de grande ajuda para seu país ajudando-o a ganhar a guerra sem ao menos apertar o gatilho. E assim viveram felizes para sempre ...
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Na terça (4) foi um feriado um tanto famoso aqui em nosso país, foi carnaval, em muitos estados/cidades foram quatro dias de folia... Mas vim aqui hoje para falar apenas da idiocrácia e hipocrisia de nossa sociedade. Para aqueles que passam o ano, digo, a vida reclamando do carnaval com aquelas frase mais do que clichês como: "No Brasil só se investe em carnaval", e depois passa os quatro dias festejando, gastando, contribuindo para aquilo que eles julgam ser errado, bom, eu tenho um recadinho para vocês:
Vocês sabem da onde vem o dinheiro gasto no carnaval ?
Bom sabemos que as fantasias vem do bolso de cada um, a própria Viviane Araujo já deu entrevista dizendo isto, tem os patrocinadores, que por sinal não são poucos, a Rede Globo paga milhões para essas escolas de samba apenas para ter o direito de poder transmitir ao vivo os desfiles, também temos a verba da secretaria de cultura estadual e municipal.
Gostaria de dar enfase ao faturamento da venda dos ingressos, que só no carnaval de 2007 São Paulo foram faturados 40 milhões de reais, fora o que os foliões gastam em bares, restaurantes, fazendo viagens... Portanto o governo não banca o carnaval sozinho, o dinheiro que ele cede a este evento é obrigação dele, uma vez que, ele deve ceder recursos para eventos culturais.
Abaixo, apresento a estimativa de gastos para o evento.
R$ 8,5 bi
onde: Infra-estrutura.
quem gasta: Governo.
Grana para a infra-estrutura das cidades-sede. Segundo a Fifa, 4 candidatas precisam aumentar seu aeroporto e 6 não têm transporte público estruturado para receber adequadamente os jogos.
R$ 2 bi
onde: Reforma e construção de estádios.
quem gasta: Iniciativa privada.
A aposta é que os governos locais busquem capital privado para fazer decolar os projetos. Em troca, os empresários teriam o direito de administrar os estádios por no mínimo 20 anos, para, em tese, obter lucro.
R$ 700 mi
onde: Instalações oficiais.
quem gasta: Fifa.
A Fifa afirma que ela mesma vai bancar a construção de estruturas de apoio para os jogos, da sede do comitê organizador, dos centros de mídia e das centrais de segurança.
R$ 2,1 bi
onde: Expansão do saneamento.
para: Levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões - cerca de 20% do déficit de saneamento.
R$ 2,8 bi
onde: Crédito para casas populares.
para: Financiar a construção ou compra de 480 mil casas populares - 6% do déficit habitacional.
R$ 2,8 bi
onde:Universalização da eletricidade.
para: Levar luz a 1,6 milhão de pessoas no campo - 13% da população sem acesso à energia.
R$ 1,4 bi
onde: Combate ao analfabetismo.
para: Ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever - o que representa 4% a menos de analfabetos no país.
R$ 1,4 bi
onde: Bolsa Família.
para: Custear o programa por um ano para 1,8 milhão de famílias, que receberiam um auxílio mensal de R$ 62.
R$ 700 mi
onde: Saúde da Família.
para: Levar o programa Saúde da Família a mais 2 milhões de pessoas - superaria a população de Curitiba ou Recife.
Agora, com benefícios como: universalização da eletricidade, expansão do saneamento, combate ao analfabetismo, bolsa família, saúde família, vemos que este evento também trás progresso. O Brasil irá sediar a copa por que os países da Europa conjuntamente com os EUA estão falidos, o nosso país é o único que tem a capacidade (dinheiro) para tal evento, que será muito bom para o nosso país, servirá para mostrar para os anti-patriotas, que somos capazes de "receber" tal evento. E que sejam todos muito bem vindos a copa do mundo ! \0/
*Fontes: Orçamento Copa 2014 (conversão a partir do valor estimado em dólares), CBF, Fifa. Orçamento alternativo: números recentes dos ministérios do governo federal, IBGE, site Contas Abertas, Agência Brasil, FGV.
E ai, vamos falar de Carnaval e Copa do mundo ?
Na terça (4) foi um feriado um tanto famoso aqui em nosso país, foi carnaval, em muitos estados/cidades foram quatro dias de folia... Mas vim aqui hoje para falar apenas da idiocrácia e hipocrisia de nossa sociedade. Para aqueles que passam o ano, digo, a vida reclamando do carnaval com aquelas frase mais do que clichês como: "No Brasil só se investe em carnaval", e depois passa os quatro dias festejando, gastando, contribuindo para aquilo que eles julgam ser errado, bom, eu tenho um recadinho para vocês:Vocês sabem da onde vem o dinheiro gasto no carnaval ?
Bom sabemos que as fantasias vem do bolso de cada um, a própria Viviane Araujo já deu entrevista dizendo isto, tem os patrocinadores, que por sinal não são poucos, a Rede Globo paga milhões para essas escolas de samba apenas para ter o direito de poder transmitir ao vivo os desfiles, também temos a verba da secretaria de cultura estadual e municipal.
Gostaria de dar enfase ao faturamento da venda dos ingressos, que só no carnaval de 2007 São Paulo foram faturados 40 milhões de reais, fora o que os foliões gastam em bares, restaurantes, fazendo viagens... Portanto o governo não banca o carnaval sozinho, o dinheiro que ele cede a este evento é obrigação dele, uma vez que, ele deve ceder recursos para eventos culturais.
Vale a pena ser sede da Copa do Mundo de 2014 ?
A maioria acredita que não, falam que o Brasil gastará muito mais dinheiro do que receberá, mas não é o que os índices retirados da CBF e IBGE indicam:
Abaixo, apresento a estimativa de gastos para o evento.
R$ 8,5 bi
onde: Infra-estrutura.
quem gasta: Governo.
Grana para a infra-estrutura das cidades-sede. Segundo a Fifa, 4 candidatas precisam aumentar seu aeroporto e 6 não têm transporte público estruturado para receber adequadamente os jogos.
R$ 2 bi
onde: Reforma e construção de estádios.
quem gasta: Iniciativa privada.
A aposta é que os governos locais busquem capital privado para fazer decolar os projetos. Em troca, os empresários teriam o direito de administrar os estádios por no mínimo 20 anos, para, em tese, obter lucro.
R$ 700 mi
onde: Instalações oficiais.
quem gasta: Fifa.
A Fifa afirma que ela mesma vai bancar a construção de estruturas de apoio para os jogos, da sede do comitê organizador, dos centros de mídia e das centrais de segurança.
R$ 2,1 bi
onde: Expansão do saneamento.
para: Levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões - cerca de 20% do déficit de saneamento.
R$ 2,8 bi
onde: Crédito para casas populares.
para: Financiar a construção ou compra de 480 mil casas populares - 6% do déficit habitacional.
R$ 2,8 bi
onde:Universalização da eletricidade.
para: Levar luz a 1,6 milhão de pessoas no campo - 13% da população sem acesso à energia.
R$ 1,4 bi
onde: Combate ao analfabetismo.
para: Ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever - o que representa 4% a menos de analfabetos no país.
R$ 1,4 bi
onde: Bolsa Família.
para: Custear o programa por um ano para 1,8 milhão de famílias, que receberiam um auxílio mensal de R$ 62.
R$ 700 mi
onde: Saúde da Família.
para: Levar o programa Saúde da Família a mais 2 milhões de pessoas - superaria a população de Curitiba ou Recife.
Agora, com benefícios como: universalização da eletricidade, expansão do saneamento, combate ao analfabetismo, bolsa família, saúde família, vemos que este evento também trás progresso. O Brasil irá sediar a copa por que os países da Europa conjuntamente com os EUA estão falidos, o nosso país é o único que tem a capacidade (dinheiro) para tal evento, que será muito bom para o nosso país, servirá para mostrar para os anti-patriotas, que somos capazes de "receber" tal evento. E que sejam todos muito bem vindos a copa do mundo ! \0/
*Fontes: Orçamento Copa 2014 (conversão a partir do valor estimado em dólares), CBF, Fifa. Orçamento alternativo: números recentes dos ministérios do governo federal, IBGE, site Contas Abertas, Agência Brasil, FGV.
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1 – A Onda (1981), Direção: Alex Grasshoff. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Um professor de história (Bruce Davison) durante um debate sobre nazismo em sala de aula é questionado porque o povo alemão não se rebelou contra os nazistas. Curioso, ele inicia no dia seguinte uma experiência, onde cria algumas regras de convivência e rapidamente começa a domesticar os alunos, fazendo-os acreditar que estão participando de algo importante. O que começa como uma experiência toma uma grande proporção quando os que pertencem ao movimento, batizado pelo professor de “A Onda”, passam a discriminar quem não participa e começam a acreditar que fazem parte de uma elite.
(o filme é encontrado em duas versões, esta de 1981 e a mais recente de 2008, bom para quem não assistiu ambas as versões vos lhe indico que comece por esta).

2- O Que é Isso, Companheiro? (1997) – Direção: Bruno Barreto. (Ditadura Militar)
Sinopse: Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para sequestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.

3 - Diários de Motocicleta (2004) – Direção: Walter Salles. (América Latina das décadas de 1950 e 1960)
Sinopse: Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicina que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.

4 - Tiros em Ruanda (2005) – Direção: Michael Caton-Jones. (África no século 20)
Sinopse: Ruanda. Durante 30 anos, o governo de maioria Hutu perseguiu a minoria Tutsi. Pressionado pelo ocidente, o governo aceitou dividir o poder com os Tutsis, mesmo contra a vontade. Porém em seis de abril de 1994 tem início um genocídio, que mata quase um milhão de pessoas em apenas 100 dias. Neste contexto um padre inglês e seu ajudante tentam fazer o que podem para ajudar a minoria Tutsi, mesmo tendo a opção de partirem para a Europa.

5 - Malcolm X (1992) – Direção: Spike Lee. (Luta dos direitos civis dos negros)
Sinopse: Biografia do famoso líder afro-americano (Denzel Washington) que teve o pai, um pastor, assassinado pela Klu Klux Klan e sua mãe internada por insanidade. Ele foi um malandro de rua e enquanto esteve preso descobriu o islamismo. Malcolm faz sua conversão religiosa como um discípulo messiânico de Elijah Mohammed (Al Freeman Jr.). Ele se torna um fervoroso orador do movimento e se casa com Betty Shabazz (Angela Bassett). Malcolm X ora uma doutrina de ódio contra o homem branco até que, anos mais tarde, quando fez uma peregrinação à Meca abranda suas convicções. Foi nesta época que se converteu ao original islamismo e se tornou um "Sunni Muslim", mudando o nome para El-Hajj Malik Al-Shabazz, mas o esforço de quebrar o rígido dogma da Nação Islã teve trágicos resultados.

6 - Glória Feita de Sangue (1957) – Direção: Stanley Kubrick. (1º Guerra Mundial)
Sinopse: Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Mireau (George Meeker), um general francês, ordena um ataque suicida e como nem todos os seus soldados puderam se lançar ao ataque ele exige que sua artilharia ataque as próprias trincheiras. Mas não é obedecido neste pedido absurdo, então resolve pedir o julgamento e a execução de todo o regimento por se comportar covardemente no campo de batalha e assim justificar o fracasso de sua estratégia militar.

7 - A Onda (2008) – Direção: Dennis Gansel. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

8 - Tempos Modernos (1939) – Direção: Charlie Chaplin. (Revolução Industrial)
Sinopse: Um operário de uma linha de montagem, que testou uma “máquina revolucionária” para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela “monotonia frenética” do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado.

9 - No (2012) – Direção: Pablo Larraín. (Ditadura Militar)
Sinopse: História do plebiscito que, em 1988, pôs fim a uma ditadura de 15 anos imposta por Augusto Pinochet. No conta a história de René Saavedra (Gael Garcia Bernal), um exilado que volta ao Chile e vai trabalhar como publicitário a serviço da campanha “Não”, que tem como objetivo influenciar o eleitorado a votar contra a permanência de Augusto Pinochet no poder durante um referendo, feito sob pressão internacional, pelo próprio ditador.

10 – 300 (2007) – Direção: Zack Snyder. (Grécia Antiga e helenística)
Sinopse: Grécia, 480 AC. Na Batalha de Termópilas, o rei Leônidas (Gerard Butler) e seus 300 guerreiros de Esparta lutam bravamente contra o numeroso exército do rei Xerxes (Rodrigo Santoro). Após três dias de muita luta, todos os espartanos são mortos. O sacrifício e a dedicação destes homens uniu a Grécia no combate contra o inimigo persa.

11 - A Queda – As Últimas Horas de Hitler (2004) – Direção: Oliver Hirschbiegel. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) trabalhava como secretária de Adolf Hitler (Bruno Ganz) durante a 2ª Guerra Mundial. Ela narra os últimos dias do líder alemão, que estava confinado em um quarto de segurança máxima.

12 - Katyn (2007) – Direção: Andrzej Wajda. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Em setembro de 1939, após a invasão da Polônia pelos nazistas, tropas soviéticas ocupam o leste do país. Milhares de oficiais poloneses são mantidos prisioneiros e enviados a campos de concentração. Anna (Maja Ostaszewska) aguarda na companhia da filha o retorno do marido, Andrej (Artur Zmijewski). Quando várias covas coletivas são encontradas os soviéticos informam que os poloneses foram assassinados pelos nazistas na floresta de Katyn. Anna, no entanto, encontra o diário do marido e descobre que a verdade é outra.

13 - Z (1969) – Direção: Costa-Gavras.
Sinopse: Tendo como trama básica o assassinato de um político liberal (Yves Montand) cometido como se fosse um acidente, é retratado o caso Lambrakis, fato acontecido na Grécia no início da década de 60, no qual a investigação sobre a morte do político foi escandalosamente encoberta por uma rede de corrupção e ilegalidade na polícia e no exército.

14 - A Culpa é do Fidel! (2006) – Direção: Julie Gavras
Sinopse: Anna de La Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranquila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.

15 - A Vida é bela (1999) – Direção: Roberto Benigni. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

16 - Narradores de Javé (2003) – Direção: Eliane Caffé.
Sinopse: Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias.

17 - O Último Rei da Escócia (2006) – Direção: Kevin Macdonald (África no século 20)
Sinopse: O filme mostra os acontecimentos reais na Uganda durante os anos 70, quando o ditador Idi Amin (Forest Whitaker, ganhador do Globo de Ouro e indicado ao Oscar por este papel) exercia seu poder. A história é narrada por meio do ponto de vista de seu médico pessoal.

18 - Outubros (1928) – Direção: Sergei M. Eisenstein. ( Rússia pré-revolução e Revolução Russa)
Sinopse: O intenso processo revolucionário da Rússia desde 1917 até a tomado do poder pelos bolcheviques. O país passou do governo provisório de Kerensky, instaurado depois do regime czarista, para as primeiras vitórias de Lênin e seus seguidores, até quando ele foi preso em julho. No final de outubro, os bolcheviques entraram em cena, em dez dias que abalaram o mundo.

19 - A Paixão de Joana D’Arc (1928) – Direção: Carl Theodor Dreyer (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: França, século XV, Joana de Domrémy, filha do povo, resiste bravamente à ocupação de seu país. É presa, humilhada, torturada e interrogada de maneira impiedosa por um tribunal eclesiástico, que a levou, involuntariamente, a blasfemar.
É colocada na fogueira e morre por Deus e pela França.

20 - Danton – O Processo da Revolução (1983) – Direção: Andrzej Wajda. (Revolução Francesa)
Sinopse: Na primavera de 1794, Danton (Gérard Depardieu) retorna a Paris e constata que o Comitê de Segurança, sob a incitação de Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia várias execuções em massa. O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerada um ato contrarrevolucionário. Nem mesmo Danton, um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado.

21 - 1900 (1976) – Direção: Bernardo Bertolucci.
Sinopse: Na Itália, a vida de dois amigos de infância separados por seus destinos. Olmo Dalcò (Gérard Depardieu), filho bastardo de um camponês, é um trabalhador consciente politicamente. Alfredo Berlinghieri (Robert De Niro), filho de um proprietário de terras, vive do dinheiro da família, sem maiores preocupações. De classes opostas, os dois compartilham um contexto: o crescimento do fascismo e do comunismo.

22 - Julgamento em Nuremberg (1961) – Direção: Stanley Kramer.
Sinopse: Após a 2ª Guerra Mundial um juiz americano é convocado para chefiar o julgamento de quatro juristas alemães responsáveis pela legalização dos crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra. Dirigido por Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) e com Spencer Tracy, Burt Lancaster, Marlene Dietrich, Maximilian Schell, Judy Garland, Montgomery Clift e William Shatner no elenco. Vencedor de 2 Oscars.

23 - A Ponte do Rio Kwai (1957) – Direção: David Lean
Sinopse: Depois de liquidar suas diferenças com o comandante de um campo de prisioneiros japonês, um coronel britânico coopera para supervisionar seus homens na construção de uma ponte ferroviária para os seus captores - enquanto permanece alheio aos planos dos Aliados para destruí-la.

24 – A Rainha Margot (1994) – Direção: Patrice Chéreau
Sinopse: No século XVI um casamento de conveniência é celebrado com o intuito de manter a paz. A união entre a católica Marguerite de Valois, a rainha Margot (Isabelle Adjani), e o nobre protestante Henri de Navarre (Daniel Auteuil) tinha como meta unir duas tendências religiosas. O objetivo do casamento foi tão político que os noivos não são obrigados a dormirem juntos. As intrigas palacianas vão culminar com a Noite de São Bartolomeu, na qual milhares de protestantes foram mortos. Após isto Margot acaba se envolvendo com um protestante que está sendo perseguido.

25 - Persépolis (2007) – Direção: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud.
Sinopse: Marjane Satrapi (Gabrielle Lopes) é uma garota iraniana de oito anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do chá em seu país, juntamente com seu regime brutal.

26 - Platoon (1986) – Direção: Oliver Stone. (Guerra do Vietnã)
Sinopse: Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra, pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.

27 - O Encouraçado Potemkin (1925) – Direção: Sergei M. Eisenstein.
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin, quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada, com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam a comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles.
28 – O menino de pijama listrado (2008) – Direção: Mark Herman. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno (Asa Butterfield), de oito anos, é filho de um oficial nazista (David Tewlis) que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.

29 - Ivan, o Terrível – Parte I (1944) – Direção: Sergei M. Eisenstein.
Sinopse: Em 1547, Ivan IV (1530-1584), arquiduque de Moscou, se autoproclama o Czar de Rússia e se prepara para retomar territórios russos perdidos. Superando uma série de dificuldades e intrigas, Ivan consegue manipular as pessoas destramente e consolidar seu poder.

30 - Lawrence da Arábia (1962) – Direção: David Lean
Sinopse: Em 1916, em plena I Guerra Mundial, o jovem tenente do exército britânico estacionado no Cairo pede transferência para a península arábica, aonde vem a ser oficial de ligação entre os rebeldes árabes e o exercito britânico, aliados contra os turcos, que desejavam anexar ao seu Império Otomano à península arábica. Lawrence, admirador confesso do deserto e do estilo de vida beduíno, oferece-se para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos.

31 - Roma, Cidade Aberta (1945) – Direção: Roberto Rossellini.
Sinopse: Roma, 1944. Um dos líderes da Resistência, Giorgio Manfredi (Marcello Pagliero), é procurado pelo nazista. Giorgio planeja entregar um milhão de liras para seus compatriotas. Ele se esconde no apartamento de Francesco (Francesco Grandjacquet) e pede ajuda à noiva de Francesco, Pina (Anna Magnani), que está grávida. Giorgio planeja deixar um padre católico, Don Pietro (Aldo Fabrizi), fazer a entrega do dinheiro. Quando o prédio é cercado, Francesco é preso pelos alemães e levado para um caminhão.

32 - O Franco Atirador (1978) – Direção: Michael Cimino
Sinopse: Os amigos Michael (Robert De Niro), Steven (John Savage) e Nick (Christopher Walken) são operários de uma fábrica na Pensilvânia que se alistam nas forças armadas para lutar na Guerra do Vietnã. Eles se despedem da família e dos amigos na festa de casamento de Steven e partem para a batalha. Um tempo depois, são capturados pelos vietcongues e passam por torturas físicas e psicológicas, sendo obrigados a jogar roleta russa entre eles. Os três amigos vão lutar para escapar dessa prisão.

33 – Metrópolis (1927) – Direção: Fritz Lang
Sinopse: Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície, onde há o Jardim dos Prazeres, destinado aos filhos dos mestres. Os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Trabalhadores. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai sobre o contraste social existente, mas recebe como resposta que é assim que as coisas devem ser. Quando Josafá (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários, Freder pede sua ajuda. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem. Ele diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta. Ao assistir a uma reunião, onde Maria prega aos operários lhes implorando que rejeitem o uso de violência para melhorar o destino e pensar em termos de amor, dizendo ainda que o Salvador algum dia virá na forma de um mediador. Mas mesmo este menor ato de desafio é muito para Joh, que ouviu a fala na companhia de Rotwang. Assim, Joh ordena que o robô tenha a aparência de Maria e diz para Rotwang escondê-la na sua casa, para que o robô se infiltre entre os operários para semear a discórdia entre eles e destruir a confiança que sentem por Maria. Mas Joh não podia imaginar uma coisa: Freder está apaixonado por Maria.

34 - Amém (2002) – Direção: Costa-Gavras . (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome de uma suposta supremacia racial.

35 - Adeus, Lenin! (2003) – Direção: Wolfgang Becker (Crise do socialismo, fim da União Soviética).
Sinopse: Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos.

36 - O Leopardo (1963) – Direção: Luchino Visconti
Sinopse: Sicília, durante o período do “Risorgimento”, o conturbado processo de unificação italiana. O príncipe Don Fabrizio Salina (Burt Lancaster) testemunha a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia, lutando para manter seus valores em meio a fortes contradições políticas.

37 - El Cid (1961) – Direção: Anthony Mann.
Sinopse: A trajetória de Rodrigo Diaz de Bivar, mais conhecido como El Cid (Charlton Heston), herói espanhol do século XI que uniu os católicos e os mouros do seu país para lutar contra um inimigo comum: o emir Ben Yussuf (Herbert Lom). Esta longa jornada começou quando Rodrigo, um súdito do rei Ferdinand de Castella, Leão e Astúrias (Ralph Truman), liberta cinco emires que eram prisioneiros dele e por causa deste ato é acusado de traição. Don Ordóñez (Raf Vallone) o acusa inicialmente, mas na corte é o Conde Gormaz de Oviedo (Andrew Cruickshank) quem acusa duramente Rodrigo e humilha Don Diego (Michael Hordern), o pai de Rodrigo. Estes acontecimentos acabam provocando um duelo de Rodrigo com o Conde Gormaz, o campeão do rei. Rodrigo o mata, mas acontece que Gormaz também era pai de Jimena (Sophia Loren), a mulher que Rodrigo amava e com quem ele pensava em se casar. Mas, em virtude do acontecido, ela passa então a odiar (ou pensa, que odeia) Rodrigo, seu antigo amor. Aproveitando este momento conturbado Ramiro, rei de Aragão, exige a posse da cidade de Calahorra e sugere que ela seja disputada entre os paladinos de cada reino em uma luta até a morte. Então Rodrigo se apresenta para duelar pelo seu rei, pois ele tinha matado Gormaz, o antigo paladino, e se Rodrigo vencesse o combate contra Don Martin (Christopher Rhodes), que já tinha matado vinte e sete homens em combates corporais, seria perdoado pelo rei.

38 – O Grande ditador (1940) – Direção: Charles Chaplin. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Adenoid Hynkel (Charles Chaplin) assume o governo de Tomainia. Ele acredita em uma nação puramente ariana e passa a discriminar os judeus locais. Esta situação é desconhecida por um barbeiro judeu (Charles Chaplin), que está hospitalizado devido à participação em uma batalha na 1ª Guerra Mundial. Ele recebe alta, mesmo sofrendo de amnésia sobre o que aconteceu na guerra. Por ser judeu, passa a ser perseguido e precisa viver no gueto. Lá conhece a lavadora Hannah (Paulette Goddard), por quem se apaixona. A vida dos judeus é monitorizada pela guarda de Hynkel, que tem planos de dominar o mundo. Seu próximo passo é invadir Osterlich, um país vizinho, e para tanto negocia um acordo com Benzino Napaloni (Jack Oakie), ditador da Bacteria.

39 - A Missão (1986) – Direção: Roland Joffé
Sinopse: No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.

40 - A Língua das Mariposas (1999) – Direção: José Luis Cuerda
Sinopse: O mundo do pequeno Moncho estava se transformando: começando na escola, vivia em tempo de fazer amigos e descobrir novas coisas, até o início da Guerra Civil Espanhola, quando ele reconhecerá a dura realidade de seu país. Rebeldes fascistas abrem fogo contra o regime republicano e o povo se divide. O pai e o professor do menino são republicanos, mas os rebeldes ganham força, virando a vida do garoto de pernas para o ar.

41 – Hotel Ruanda (2004) – Direção Terry George. (África no século 20)
Sinopse: Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandeses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.

42 - Apocalypse Now (1979) – Direção: Francis Ford Coppola. (Guerra do Vietnã)
Sinopse: O Capitão Willard (Martin Sheen) recebe a missão de encontrar e matar o comandante das Forças Especiais, Coronel Kurtz (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.

43 - Valsa com Bashir (2009) – Direção: Ari Folman
Sinopse: Numa noite num bar, um homem conta ao velho amigo Ari sobre um pesadelo recorrente no qual é perseguido por 26 cães alucinados. Toda noite é o mesmo número de bestas. Ambos concluem que o pesadelo tem a ver com a missão deles no exército israelense contra o Líbano, décadas atrás. Ari, no entanto, fica surpreso ao perceber que não consegue mais se lembrar de nada sobre aquele período da sua vida. Intrigado com o enigma, Ari decide se encontrar e entrevistar velhos camaradas pelo mundo. Ele tem necessidade de descobrir toda a verdade sobre aquele tempo e sobre si mesmo. E quanto mais ele se aprofunda no mistério, mais suas lembranças se tornam aterrorizantes e surreais.

44 - O Nome da Rosa (1986) – Direção: Jean-Jacques Annaud (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio.

45 – A Batalha de Argel (1966) – Direção: Gillo Pontecorvo
Sinopse: Os eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo de libertação das colônias europeias na África. Entre 1954 e 1957 é mostrado o modo de agir dos dois lados do conflito, a Frente de Libertação Nacional e o exército francês. Enquanto que o exército usava técnicas de tortura e eliminava o maior número possível de rebeldes, a FLN desenvolvia técnicas não convencionais de combate, baseadas na guerrilha e no terrorismo.

46 - Em Nome do Pai (1993) – Direção: Jim Sheridan
Sinopse: Em 1974, um atentado a bomba produzido pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) mata cinco pessoas num pub de Guilford, arredores de Londres. O filme conta a história real do jovem rebelde irlandês Gerry Conlon, que junto de três amigos, é injustamente preso e condenado pelo crime. Giuseppe Conlon, pai de Gerry, tenta ajudá-lo e também é condenado, mas pede ajuda à advogada Gareth Peirce, que investiga as irregularidades do caso.

47 - O Barco, Inferno no Mar (1981) – Direção: Wolfgang Petersen (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: No auge da Segunda Guerra Mundial, a jovem tripulação do submarino alemão U-96 parte para uma missão secreta. Durante a Batalha do Atlântico, sob o comando do capitão Henrich Lehmann-Willenbrock (Jürgen Prochnow), os recrutas inexperientes vivem num verdadeiro inferno claustrofóbico afundando navios inimigos e resistindo aos ataques constantes.

48 - Kagemusha (1980) – Direção: Akira Kurosawa
Sinopse: No século XVI o Japão passou por uma guerra civil. Os chefes de clã ansiavam alcançar a Kyoto, a capital, cuja conquista significava a soberania sobre o Japão. Entre os mais fortes há três rivais: Shingen Takeda (Tatsuya Nakadai), Nobunaga Oda (Daisuke Ryu) e Ieyasu Tokugawa (Masayuki Yui). Em 1572, Shingen marcha em direção a Kyoto. Nobunaga e Ieyasu juntam-se para impedi-lo e são repelidos. Então Shingen cerca o forte de Ieyasu, o castelo Noda. Após dois anos de cerco, a luta ainda continua e em breve virá um inverno inclemente, que não poupará nenhum dos lados. No meio desta guerra há um segredo que poucos conhecem: trata-se de um ladrão comum que, por causa da semelhança surpreendente com Shingen, foi escolhido para fazer se passar por ele enquanto o verdadeiro Shingen fica a salvo. Porém, Shingen resolve presenciar a queda do castelo Noda e é alvejado. Surgem rumores que Shingen está morto, mas o que aconteceu é que ele foi ferido e ordenou aos seus conselheiros que, se ele vier a falecer, que sua morte seja ocultada por pelo menos três anos, que os domínios deles sejam guardados tendo o cuidado de nunca se deslocar, pois se ignorarem estas ordens e atacarem será o fim do clã Takeda. Ele pede que considerem isto como seu testamento. Seus exércitos abandonam o cerco e, enquanto retornavam, Shingen vê Kyoto e morre. Assim seu desejo é mantido e, para que seus inimigos não ataquem e as tropas se mantenham motivadas, seu sósia devidamente treinado toma seu lugar como chefe do clã. Assim por um período de três anos o kagemusha, seu sósia, é tratado por todos, inclusive pelo filho e pela amante, como se fosse o real Shingen. Só os conselheiros mais íntimos sabem a verdade, pois é importante que amigos e inimigos acreditem que Shingen está vivo. Seu sósia, que no início fazia esta tarefa com bastante insegurança, gradativamente vai aprendendo todos os sutis detalhes que compunham o modo de ser de Shingen. Assim ele cria respeito no clã Takeda e medo nos inimigos, que creem que o grande guerreiro está vivo.

49 - Quando Voam as Cegonhas (1957) – Direção: Mikhail Kalatozov. ( 2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: A Alemanha ataca as tropas russas, dando início à Segunda Guerra Mundial. Boris (Aleksey Batalov), um jovem operário apaixonado pela namorada, Veronika (Tatiana Samoilova), é obrigado a ir para o campo de batalha. Os meses passam e Boris não dá notícias, mas Veronika continua esperando seu retorno.

50 - A Guerra do Fogo (1981) – Direção: Jean-Jacques Annaud.( Pré-história)
Sinopse:Guerra do Fogo é um filme de 1981, dirigido por Jean-Jacques Annaud. Retrata um período na pré-história e dois grupos de hominídeos. O primeiro, que não fala e se comunica através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e não domina a técnica de produzir o fogo; o outro grupo tem comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo.

51 - Alexander Nevsky (1938) – Direção: Sergei M. Eisenstein
Sinopse: Na Rússia do século 13, invadida por estrangeiros, o príncipe Alexander Nevsky arregimenta a população para formar um exército e conter a invasão de cavaleiros teutônicos. Baseado em fatos históricos.

52 - Boa Noite e Boa Sorte (2005) - Direção: George Clooney.( Guerra Fria )
Sinopse: Edward R. Morrow (David Strathairn) é um âncora de TV que, em plena era do macarthismo, luta para mostrar em seu jornal os dois lados da questão. Para tanto ele revela as táticas e mentiras usadas pelo senador Joseph McCarthy em sua caça aos supostos comunistas. O senador, por sua vez, prefere intimidar Morrow ao invés de usar o direito de resposta por ele oferecido em seu jornal, iniciando um grande confronto público que trará consequências à recém-implantada TV nos Estados Unidos.

53 - Gandhi (1982) – Direção: Richard Attenborough
Sinopse: Gandhi é um filme de 1982, dirigido por Richard Attenborough. Retrata a vida de Mahatma Gandhi, considerado o principal líder da luta pela independência da Índia, após décadas de dominação do imperialismo inglês. O filme mostra momentos marcantes de sua luta e organização, colocando em prática a política de desobediência civil.

54 - Doutor Jivago (1965) – Direção: David Lean
Sinopse: O filme conta sobre os anos que antecederam, durante e após a Revolução Russa pela ótica de Yuri Zhivago (Omar Sharif), um médico e poeta. Enquanto Strelnikoff representa o “mal”, Yevgraf representa o “bom” elemento da Revolução Bolchevique.

55 - A Lista de Schindler (1993) – Direção: Steven Spielberg
Sinopse: A Lista de Schindler é um filme de 1993, dirigido por Steven Spielberg. O exército polonês fracassou perante o exército alemão no início da Segunda Guerra Mundial, na Europa. Judeus que viviam na Polônia foram transferidos para guetos. Horrorizado com as atrocidades cometidas contra os judeus, Schindler decide usar sua fábrica para protegê-los.

56 - Dawson, Ilha 10 (2009) – Direção: Miguel Litti
Sinopse: Dawson, Ilha 10, aborda o golpe militar que em 1973 derrubou o governo democrático de Salvador Allende e vitimou milhares de chilenos, dando início a uma das mais longas e sangrentas ditaduras da América Latina. O filme mostra o sofrimento de ministros do governo Allende que foram aprisionados em uma ilha gelada, de clima antártico, onde funcionou um campo de concentração projetado pelo criminoso nazista Walter Rauff, então refugiado no Chile.

57 - … E o Vento Levou (1939) – Direção: Victor Fleming
Sinopse: … E o Vento Levou é um filme de 1939, dirigido por Victor Fleming. Conta a saga de Scarlett O’Hara, filha de um imigrante irlandês que se tornou um rico fazendeiro do sul dos Estados Unidos, durante a guerra civil estadunidense. Após ficar viúva, Scarlett vai para a cidade de Atlanta e acaba por servir aos confederados, na chamada Guerra de Secessão. Compre este filme.

58 - Ben-Hur (1959) – Direção: William Wyler
Sinopse: Ben-Hur é um filme de 1959, dirigido por William Wyler. Em Jerusalém, no início do século I, vive Judah Ben-Hur, um rico mercador judeu. Mas, com o retorno de Messala, um amigo da juventude que agora é o chefe das legiões romanas na cidade, um desentendimento devido a visões políticas divergentes faz com que Messala condene Ben-Hur a viver como escravo. Compre este filme.

59 - O Último Imperador (1987) – Direção: Bernardo Bertolucci.
Sinopse: O Último Imperador é um filme de 1987, dirigido por Bernardo Bertolucci. Conta a história da vida de Aisin-Gioro Puyi, o último imperador da China Imperial. Com a vitória comunista em 1949, Puyi é entregue para a China – havia sido capturado por tropas soviéticas em 1945, considerado criminoso de guerra, ficara preso em um gulagaté essa data.

60 - 10.000 a.C. (2008) – Direção: Roland Emmerich. (Pré-história)
Sinopse: Uma aventura épica que segue o caçador de mamutes D'Leh (Steven Strait), um jovem apaixonado por Evolet (Camilla Belle), em uma viagem por território desconhecido, na tentativa de garantir a segurança de sua tribo. Quando um bando de perigosos guerreiros sequestra sua amada, D'Leh é obrigado a liderar um pequeno grupo de caçadores em uma expedição para resgatá-la.

61 – Troia (2004) – Direção: Wolfgang Petersen. (Grécia Antiga e helenística)
Sinopse: Em 1193 A.C., Paris (Orlando Bloom) é um príncipe que provoca uma guerra da Messência contra Tróia, ao afastar Helena (Diane Kruger) de seu marido, Menelaus (Brendan Gleeson). Tem início então uma sangrenta batalha, que dura por mais de uma década. A esperança do Priam (Peter O'Toole), rei de Tróia, em vencer a guerra está nas mãos de Aquiles (Brad Pitt), o maior herói da Grécia, e seu filho Hector (Eric Bana).

62 - O Elo Perdido (2005) – Direção: Régis Wargnier. (Pré-história)
Sinopse: África central, 1870. Acompanhado por um grupo de caçadores indígenas, o antropólogo escocês Jamie Dodd (Joseph Fiennes) atravessa a floresta tropical à procura de uma nova espécie. Ao encontrar uma tribo de pigmeus, Jamie acredita ter achado o "elo perdido" que faria a ponte evolucionária entre o homem e o primata. Ele captura dois pigmeus chamados Toko (Lomama Boseki) e Likola (Cécile Bayiha) para apresentá-los na Academia de Ciência de Edimburgo. A amizade que surge entre os três termina colocando em risco a carreira do cientista.

63 – Alexandre (2004) – Direção: Oliver Stone. (Grécia Antiga e helenística)
Sinopse: Junho de 323 A.C., Babilônia, Pérsia. Quando faltava um mês para completar 33 anos, morre precocemente Alexandre, o Grande (Colin Farrell), que tinha conquistado 90% do mundo conhecido. Alexandria, Egito, 40 anos depois. Ptolomeu (Anthony Hopkins), um general de Alexandre que o conhecia bem, narra para Cadmo, um escriba, que se tornou o guardião do corpo de Alexandre, que ali está embalsamado à moda egípcia (Ptolomeu se tornou faraó, pois ficou com o Egito quando o império foi dividido). Tristemente Ptolomeu frisa que as grandes vitórias dos exércitos de Alexandre foram esquecidas e diz para Cadmo que Alexandre era um deus, ou a pessoa mais perto disso, que já vira. Apesar de ser chamado de tirano, Ptolomeu diz que só os fortes governam, mas Alexandre era mais, pois mudou o mundo. Antes dele havia tribos e depois dele tudo passou a ser possível. Surgiu a idéia que o mundo poderia ser governado por um só rei. Era um império não de terras e de ouro, mas da mente, uma civilização helênica aberta a todos. No oriente, o vasto império persa dominava quase todo o mundo conhecido. No ocidente, as outroras cidades-estado gregas, Tebas, Atenas, Esparta, haviam perdido o orgulho. Os reis persas subornavam os gregos com ouro, para usá-los como mercenários.

64 - Pearl Harbor (2001)- Direção: Michael Bay. (2º Guerra Mundial e nazismo)
Sinopse: Pouco antes do bombardeio japonês em Pearl Harbor, dois amigos que são como irmãos um para o outro se envolvem de maneira distinta nos eventos que fazem com que os Estados Unidos entrem na 2ª Guerra Mundial. Enquanto que Rafe (Ben Affleck) se apaixona pela enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale) e decide se alistar na força americana que lutará na 2ª Guerra Mundial, em Londres, Danny (Josh Hartnett) torna-se piloto da Força Aérea dos Estados Unidos e permanece no país. Após a notícia de que Rafe morrera em um dos combates que travava contra os alemães, Danny e Evelyn se aproximam e terminam se apaixonando.

65 – Germinal (1993) – Direção: Claude Berri. (Revolução Industrial)
Sinopse: Durante o Século XIX, os trabalhadores franceses eram explorados pela aristocracia burguesa, que dava condições miseráveis para seus empregados. Em uma cidade francesa, os mineradores de uma grande mineradora, decidem realizar uma greve e se rebelam contra seus chefes, causando o caos.

66 - A Última Bomba Atômica (2006) – Direção: Robert Richter. (2º Guerra Mundial e nazismo)
Sinopse: No dia 9 de agosto de 1945 , o bombardeiro B-29 lançou uma bomba de 4.500 kg e potência equivalente a 22 mil toneladas de TNT. Menos de 30 segundos após a explosão, cerca de 39 mil pessoas haviam morrido. Os que não morreram no instante da explosão foram vitimados pela radiação e tiveram mortes dolorosas e lentas. Mesmo hoje, os que sobreviveram ainda sofrem os efeitos da contaminação. O documentário traça o perfil desses sobreviventes e mostra a luta dos estudantes universitários de hoje em não permitir que a história caia no esquecimento.
(sem imagem)
67 – O pianista (2002) – Direção: Roman Polanski. (2º Guerra Mundial e nazismo)
Sinopse: O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra.

68 - Dr. Fantástico (1964) – Direção: Stanley Kubrick. (Guerra Fria)
Sinopse: Um general americano acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos "vermelhos". Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.

69 - Diamante de Sangue (2006) – Direção: Edward Zwick. (África no século 20)
Sinopse: Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo.

70- Átila, o Huno (2001) – Direção: Robert Cochran. (Império Romano)
Sinopse: A história gira em torno de Átila e conta como foi a sua caminhada para tornar-se um dos maiores líderes da história. Com seus pais mortos no início do filme, ele é criado pelo seu tio, que já tem um sucessor para o trono. Como guerreiro, conseguiu impor medo até na gigante Roma, que com sua crueldade e esperteza vai tentar de tudo para não ser atacada pelos exércitos do guerreiro principal.

71– Cruzada (2005) – Direção: Ridley Scott. (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei.

72 – Lutero (2003) – Direção: Eric Till. (Reforma Protestante)
Sinopse:Após quase ser atingido por um raio, Martim Lutero (Joseph Fiennes) acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar em uma igreja suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.

73 - Maria Antonieta (2005) – Direção: Sofia Coppola. (Revolução Francesa)
Sinopse: A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versalles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir
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74 - Cartas de Iwo Jima (2006) – Direção: Clint Eastwood. (2ºGuerra Mundial e Nazismo)
Sinopse:Junho de 1944. Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), o tenente-general do exército imperial japonês, chega na ilha de Iwo Jima. Muito respeitado por ser um hábil estrategista, Kuribayashi estudara nos Estados Unidos, onde fizera grandes amigos e conhecia o exército ocidental e sua capacidade tecnológica. Por isso o Japão colocou em suas mãos o destino de Iwo Jima, considerada a última linha defesa do país. Ao contrário dos outros comandantes Kuribayashi moderniza o modo de agir, alterando a estratégia que era usada. Ele supervisiona a construção de uma fortaleza subterrânea, feita de túneis que davam para as suas tropas a estratégia ideal contra as forças americanas, que começam a desembarcar na ilha em 19 de fevereiro de 1945. Os japoneses sabiam que as chances de sair dali vivos eram mínimas. Enquanto isto acontece Kuribayashi e outros escrevem várias cartas, que dariam vozes e rostos para aqueles que ali estavam e o relato dos meses que antecederam a batalha e o combate propriamente dito, sobre a ótica dos japoneses.

75- Agonia e Êxtase (1965) – Direção: Carol Reed. (Renascimento)
Sinopse: Preocupado com o legado que deixaria para as gerações futuras, o Papa Júlio II (Rex Harrison) resolve contratar o Michelangelo (Charlton Heston) para pintar o teto da Capela Sistina. O artista se nega, mas logo é forçado pelo pontífice a fazê-lo. A partir daí, começam as disputas entre Michelangelo e papa à respeito do projeto.

76- Corações e Mentes (1974) – Direção: Peter Davis. (Guerra do Vietnã)
Sinopse: Uma investigação sobre a Guerra do Vietnã, através de imagens da guerra e entrevistas com ex-combatentes americanos e sobreviventes vietnamitas, analisando assuntos como a duração do conflito, o militarismo e o racismo entranhado na cultura dos Estados Unidos.

77- Chove Sobre Santiago (1975) – Direção: Helvio Soto. (América Latina das décadas de 1950 e 1960)
Sinopse: Filme sobre o golpe militar no Chile em 1973. O filme retrata a preparação e o momento do golpe, quando o governo de Salvador Allende, estando totalmente isolado na área militar, é derrubado. Allende é vitorioso nas eleições presidenciais em 1970 e a Unidade Popular assume o governo, mas não o poder, pois o aparelho de Estado - a organização burocrático-militar - mantém-se intacta.

78 - Caminho para Guantánamo (2005) – Direção:Michael Winterbottom (Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Sinopse:10 de setembro de 2001. A mãe de Asif Iqbal (Afran Usman), um jovem de 19 anos, retorna do Paquistão anunciando que encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois Asif segue para o Paquistão, para encontrá-la e também conhecer a terra de seus pais. Asif convida Ruhel (Farhad Harun), Shafiq (Riz Ahmed) e Monir (Waqar Siddiqui), seus amigos, para acompanhá-lo. Em Karachi, após 2 dias de viagens turísticas, eles vão rezar em uma mesquita. Lá ouvem de um líder local que o Afeganistão precisa de voluntários, o que faz com que sigam para Kandahar. Porém a cidade logo é bombardeada pelos americanos, como represália pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Eles tentam retornar ao Paquistão, mas Monir desaparece e os demais são capturados pelas forças aliadas. É o início de uma série de torturas que os amigos sofrem, já que ninguém acredita que são turistas europeus. Em janeiro de 2002 eles são enviados à prisão americana de Guantanamo, em Cuba, onde durante 2 anos e meio tentam convencer os guardas sobre suas verdadeiras identidades.

79 - Promessas de um Novo Mundo (2001) – Direção: Justine Shapiro, B. Z. Goldberg, Carlos Bolado. (Conflito entre Israel e Palestina)
Sinopse: Retrata a história de sete crianças israelenses e palestinas em Jerusalém que, apesar de morarem no mesmo lugar vivem em mundos completamente distintos, separados por diferenças religiosas. Com idades entre 8 e 13 anos, raramente elas falam por si mesmas e estão isoladas pelo medo. Neste filme, suas histórias oferecem uma nova e emocionante perspectiva sobre o conflito no Oriente Médio.

80 -Mississipi em Chamas (1988) – Direção: Allan Parker. (Luta dos direitos civis dos negros)
Sinopse: Mississipi, 1964. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) são dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes dos direitos civis. As vítimas viviam em uma pequena cidade onde a segregação divide a população em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tônica constante.

81 -O Segredo de Seus Olhos (2009) – Direção: Juan José. (América Latina das décadas de 1950 e 1960)
Sinopse: Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.

82 - O Sétimo Selo (1957) – Direção: Ingmar Bergman. (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.

83 – Augustus (2003) – Direção: (Império Romano)
Sinopse: O filme começa no ano 42 a.C., com o império em meio a uma guerra civil. Augustus, quando ainda jovem, ajuda Júlio César a derrotar as tropas de Pompéia em terras espanholas. César honra seu filho adotivo com uma entrada triunfal em Roma e e, seguida o envia à Grécia. Lá, Augustus recebe a notícia do assassinato de Júlio César, o que o leva a retornar a Roma. Em aliança com Marco Antônio, ele conquista o apoio do povo e do poder político e combate os conspiradores. Tem início uma onda de execuções que praticamente extingue a antiga casta dominante.

84 – Asterix e Cleopatra (1968) - Direção: René Goscinny, Albert Uderzo. (Império Romano)
Sinopse:No Egito, Júlio César (Serge Sauvion) insulta Cleópatra (Micheline Dax) ao dizer que sua nação está condenada a viver sob o regime de semi-escravidão dos romanos. Decidida a provar que seu povo não está decadente, Cleópatra diz que construirá um magnífico palácio em Alexandria, em apenas 3 meses. Sem saber o que fazer, o engenheiro da obra decide contactar o druida Panoramix (Henri Labussière), para que ele possa ajudá-lo disponibilizando um pouco da poção mágica que dá força sobrehumana a quem a bebe. Panoramix decide ajudá-lo e envia Asterix (Roger Carel) e Obelix (Pierre Tronade) até o Egito.

85 - Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento (1992) – Direção: John Glen. (Grandes Navegações)
Sinopse:Totalmente convencido de que a Terra é redonda, Cristovão Colombo (Georges Corrafece) desejava encontrar um novo caminho marítimo para as Índias, mas para isto precisa dobrar a resistência do inquisidor Tomas de Torquemada (Marlon Brando). Após alguns anos casado e com um filho, consegue suplantar seus opositores e obtém as benção e o apoio financeiro dos reis da Espanha. Entretanto, durante a viagem se defronta com sabotadores e com uma tripulação descontente e temerosa, que acredita que nunca retornará a Espanha se continuar navegando em um oceano que parece não levar a lugar nenhum.

86 - Giordano Bruno (1973) – Direção: Giuliano Montaldo. (Renascimento)
Sinopse: Giordano Bruno é um das grandes obras do cinema político italiano dos anos 70. Com direção precisa de Giuliano Montaldo (Sacco & Vanzetti), o roteiro mostra um dos episódios mais polêmicos da história: o processo e a execução do astrônomo, matemático e filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), queimado na fogueira pela Inquisição por causa de suas teorias contrárias aos dogmas da Igreja Católica. Giordano Bruno tem como destaque a impressionante interpretação de Gian Maria Volonté no papel-título, a música de Ennio Morricone e a belíssima fotografia do mestre Vittorio Storaro. Um filme simplesmente indispensável.

87 - A Queda da Bastilha (1935) – Direção: Jack Conway / Robert Z. Leonard
Sinopse: "Uma vida pela vida que você ama" - Com essas palavras o advogado Sydney Carton (Ronald Colman) encara o tribunal que resultará em sua execução: a guilhotina que encerra um dos filmes mais espetaculares já feitos. Baseado no célebre romance de Charles Dickens "A Tale of Two Cities", este filme é um conto de tempos turbulentos da Revolução Francesa, recriada em uma fotografia estonteante. É também uma história sem idade história onde dois homens apaixonam-se pela mesma mulher. Sydney Carton defende e torna-se amigo de um nobre chamado Charles Danay (Donald Woods), e seus sentimentos de liberdade justiça e amor o guim para o auto-sarifício, para que Danay possa viver e amar a bela Lucie Manette (Elizabeth Allan). "A Queda da Bastilha" não é só uma película sobre romance, revolução, política e paixão, mas mais do que isso, é um filme que eternamente será reconhecido e apreciado.

88 - O Resgate do Soldado Ryan (1988) – Direção: Steven Spielberg. (Segunda Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho de 1944, capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do segundo batalhão para o resgate do soldado James Ryan, caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.

89 -Os 13 Dias que Abalaram o Mundo (2000) – Direção: Roger Donaldson. (Guerra Fria)
Sinopse: Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências atras.

90 - O Jardineiro Fiel (2005) – Direção: Fernando Meirelles. (África no século 20)
Sinopse: Uma ativista (Rachel Weisz) é encontrada assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se atualmente foragido. Perturbado pelas infidelidades da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma viagem que o levará por três continentes.

91 – Restrepo (2010) – Direção: Tim Hetherington. (Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Sinopse: Um pelotão de soldados dos Estados Unidos é instalado no Vale Korengal, no Afeganistão. O filme se concentra num posto avançado com 15 homens chamado "Restrepo", nome de um médico do pelotão que foi morto em ação. Ele foi considerado um dos mais perigosos postos militares dos Estados Unidos.

92 – Topázio (1969) – Direção: Alfred Hitchcock. (Guerra Fria)
Sinopse: André Devereaux (Frederick Stafford) é um espião francês contratado pelo agente americano Michael Nordstrom (John Forsythe) para checar rumores sobre mísseis russos em Cuba durante a Guerra Fria. Além disso, ele deve descobrir tudo sobre a rede de espionagem Topázio, infiltrada na Otan. As investigações geram mortes, traições e muito suspense.

93 - O Encouraçado Potenkim (1925) – Direção: Sergei Mikhailovich Eisenstein, Grigori Aleksandrov. (Rússia pré-revolução e Revolução Russa)
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam em comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia.

94 - Europa, Europa (1990) – Direção: Agnieszka Holland. (Segunda Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Está é a incrível história de Solomon Perel, um jovem que sobrevive ao Holocausto escondendo sua identidade judaica e paradoxalmente, encontrando refúgio junto à Juventude Hitlerista. Sua trajetória começa quando sua família alemã, mas de origem judaica, é perseguida pelos nazistas e se refugia em Lodz, na Polônia. Com a invasão, o que parecia ser o começo de uma vida tranquila, rapidamente se transforma em um grande pesadelo. Perel consegue fugir levando seu irmão, mas acaba se perdendo dele e busca refúgio entre os bolcheviques. Depois, ele é transferido para um orfanato na região leste da Polônia. Mesmo assim, acaba sendo capturado pelos nazistas. Sua única alternativa é se alinhar ao exército de Hitler e para isso tem que esconder sua verdadeira identidade... Essa é sua história...

95 – Fahrenheit 11 de setembro (2004) 0 Direção: Michael Moore. (Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Sinopse:O diretor Michael Moore investiga como os Estados Unidos se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que já comandaram o país e ainda as relações entre o atual Presidente americano, George W. Bush, e Osama Bin Laden.

96 - Intriga Internacional (1959) – Direção: Alfred Hitchcock. (Guerra Fria)
Sinopse:O publicitário Roger Tornhill (Cary Grant) é confundido com um agente secreto e acaba se envolvendo em uma perigosa trama de espionagem. Após ser acusado de assassinato, ele precisa lutar para provar sua inocência e, ao mesmo tempo, tenta escapar da polícia e de criminosos que estão a sua procura.

97 - Shakespeare Apaixonado (1998) – Direção: John Madden. (Renascimento)
Sinopse: O jovem astro do teatro londrino William Shakespeare (Joseph Fiennes) sofre de bloqueio criativo e não consegue escrever sua peça. Um dia, ele conhece Viola De Lesseps (Gwyneth Paltrow), uma jovem que sonha em atuar, algo proibitivo no final do século XVI. Para burlar o preconceito e ter sua chance, Viola se disfarça de homem e começa a ensaiar o texto de Will, que começou a fluir e passou a dar vazão ao amor entre os dois. O que eles não contavam era com o casamento arranjado pela família entre Viola e Lorde Wessex (Colin Firth).

98 - - O Dia Seguinte (1983) – Direção: Nicholas Meyer. (Guerra Fria)
Sinopse:Década de 80. Em Lawrence, uma pequena cidade próxima a Kansas City, Russell Oakes (Jason Robards) está ocupado com seus afazeres como chefe de cirurgia do hospital local e a família Dahlberg cuida dos preparativos para o casamento da filha mais velha. Paralelamente o exército russo invade Berlim Oriental, o que cria uma crise entre a União Soviética e os Estados Unidos. Logo ambos os lados enviam seus mísseis nucleares, na intenção de vencer a guerra. Nos Estados Unidos um dos alvos é Kansas City, onde estão armazenados dezenas de mísseis nucleares.

99 - Arquitetura da Destruição (1989) – Direção: **** (Segunda Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse:Um documentário que fala sobre a estética do Partido Nacional Socialista Alemão e como o empenho em criar o Ideal Ariano provocou o extermínio de milhões. Alguns aspectos são mencionados, como a epifania de Hitler enquanto assistia à ópera de Wagner, "Rienzi"; a ascensão do ideal Greco-nórdico homoerótico; os paralelos traçados entre a arte degenerada dos cubistas e dadaístas e os doentes mentais/ deficientes físicos; a obsessão nazista pela pureza e higiene e, finalmente, o rebaixamento dos judeus a vermes.
99 Filmes para "estudar" história
1 – A Onda (1981), Direção: Alex Grasshoff. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Um professor de história (Bruce Davison) durante um debate sobre nazismo em sala de aula é questionado porque o povo alemão não se rebelou contra os nazistas. Curioso, ele inicia no dia seguinte uma experiência, onde cria algumas regras de convivência e rapidamente começa a domesticar os alunos, fazendo-os acreditar que estão participando de algo importante. O que começa como uma experiência toma uma grande proporção quando os que pertencem ao movimento, batizado pelo professor de “A Onda”, passam a discriminar quem não participa e começam a acreditar que fazem parte de uma elite.
(o filme é encontrado em duas versões, esta de 1981 e a mais recente de 2008, bom para quem não assistiu ambas as versões vos lhe indico que comece por esta).
2- O Que é Isso, Companheiro? (1997) – Direção: Bruno Barreto. (Ditadura Militar)
Sinopse: Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para sequestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.
3 - Diários de Motocicleta (2004) – Direção: Walter Salles. (América Latina das décadas de 1950 e 1960)
Sinopse: Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicina que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.
4 - Tiros em Ruanda (2005) – Direção: Michael Caton-Jones. (África no século 20)
Sinopse: Ruanda. Durante 30 anos, o governo de maioria Hutu perseguiu a minoria Tutsi. Pressionado pelo ocidente, o governo aceitou dividir o poder com os Tutsis, mesmo contra a vontade. Porém em seis de abril de 1994 tem início um genocídio, que mata quase um milhão de pessoas em apenas 100 dias. Neste contexto um padre inglês e seu ajudante tentam fazer o que podem para ajudar a minoria Tutsi, mesmo tendo a opção de partirem para a Europa.
5 - Malcolm X (1992) – Direção: Spike Lee. (Luta dos direitos civis dos negros)
Sinopse: Biografia do famoso líder afro-americano (Denzel Washington) que teve o pai, um pastor, assassinado pela Klu Klux Klan e sua mãe internada por insanidade. Ele foi um malandro de rua e enquanto esteve preso descobriu o islamismo. Malcolm faz sua conversão religiosa como um discípulo messiânico de Elijah Mohammed (Al Freeman Jr.). Ele se torna um fervoroso orador do movimento e se casa com Betty Shabazz (Angela Bassett). Malcolm X ora uma doutrina de ódio contra o homem branco até que, anos mais tarde, quando fez uma peregrinação à Meca abranda suas convicções. Foi nesta época que se converteu ao original islamismo e se tornou um "Sunni Muslim", mudando o nome para El-Hajj Malik Al-Shabazz, mas o esforço de quebrar o rígido dogma da Nação Islã teve trágicos resultados.
6 - Glória Feita de Sangue (1957) – Direção: Stanley Kubrick. (1º Guerra Mundial)
Sinopse: Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Mireau (George Meeker), um general francês, ordena um ataque suicida e como nem todos os seus soldados puderam se lançar ao ataque ele exige que sua artilharia ataque as próprias trincheiras. Mas não é obedecido neste pedido absurdo, então resolve pedir o julgamento e a execução de todo o regimento por se comportar covardemente no campo de batalha e assim justificar o fracasso de sua estratégia militar.
7 - A Onda (2008) – Direção: Dennis Gansel. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.
8 - Tempos Modernos (1939) – Direção: Charlie Chaplin. (Revolução Industrial)
Sinopse: Um operário de uma linha de montagem, que testou uma “máquina revolucionária” para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela “monotonia frenética” do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado.
9 - No (2012) – Direção: Pablo Larraín. (Ditadura Militar)
Sinopse: História do plebiscito que, em 1988, pôs fim a uma ditadura de 15 anos imposta por Augusto Pinochet. No conta a história de René Saavedra (Gael Garcia Bernal), um exilado que volta ao Chile e vai trabalhar como publicitário a serviço da campanha “Não”, que tem como objetivo influenciar o eleitorado a votar contra a permanência de Augusto Pinochet no poder durante um referendo, feito sob pressão internacional, pelo próprio ditador.
10 – 300 (2007) – Direção: Zack Snyder. (Grécia Antiga e helenística)
Sinopse: Grécia, 480 AC. Na Batalha de Termópilas, o rei Leônidas (Gerard Butler) e seus 300 guerreiros de Esparta lutam bravamente contra o numeroso exército do rei Xerxes (Rodrigo Santoro). Após três dias de muita luta, todos os espartanos são mortos. O sacrifício e a dedicação destes homens uniu a Grécia no combate contra o inimigo persa.
11 - A Queda – As Últimas Horas de Hitler (2004) – Direção: Oliver Hirschbiegel. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) trabalhava como secretária de Adolf Hitler (Bruno Ganz) durante a 2ª Guerra Mundial. Ela narra os últimos dias do líder alemão, que estava confinado em um quarto de segurança máxima.
12 - Katyn (2007) – Direção: Andrzej Wajda. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Em setembro de 1939, após a invasão da Polônia pelos nazistas, tropas soviéticas ocupam o leste do país. Milhares de oficiais poloneses são mantidos prisioneiros e enviados a campos de concentração. Anna (Maja Ostaszewska) aguarda na companhia da filha o retorno do marido, Andrej (Artur Zmijewski). Quando várias covas coletivas são encontradas os soviéticos informam que os poloneses foram assassinados pelos nazistas na floresta de Katyn. Anna, no entanto, encontra o diário do marido e descobre que a verdade é outra.
13 - Z (1969) – Direção: Costa-Gavras.
Sinopse: Tendo como trama básica o assassinato de um político liberal (Yves Montand) cometido como se fosse um acidente, é retratado o caso Lambrakis, fato acontecido na Grécia no início da década de 60, no qual a investigação sobre a morte do político foi escandalosamente encoberta por uma rede de corrupção e ilegalidade na polícia e no exército.
14 - A Culpa é do Fidel! (2006) – Direção: Julie Gavras
Sinopse: Anna de La Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranquila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.
15 - A Vida é bela (1999) – Direção: Roberto Benigni. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.
16 - Narradores de Javé (2003) – Direção: Eliane Caffé.
Sinopse: Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias.
17 - O Último Rei da Escócia (2006) – Direção: Kevin Macdonald (África no século 20)
Sinopse: O filme mostra os acontecimentos reais na Uganda durante os anos 70, quando o ditador Idi Amin (Forest Whitaker, ganhador do Globo de Ouro e indicado ao Oscar por este papel) exercia seu poder. A história é narrada por meio do ponto de vista de seu médico pessoal.
18 - Outubros (1928) – Direção: Sergei M. Eisenstein. ( Rússia pré-revolução e Revolução Russa)
Sinopse: O intenso processo revolucionário da Rússia desde 1917 até a tomado do poder pelos bolcheviques. O país passou do governo provisório de Kerensky, instaurado depois do regime czarista, para as primeiras vitórias de Lênin e seus seguidores, até quando ele foi preso em julho. No final de outubro, os bolcheviques entraram em cena, em dez dias que abalaram o mundo.
19 - A Paixão de Joana D’Arc (1928) – Direção: Carl Theodor Dreyer (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: França, século XV, Joana de Domrémy, filha do povo, resiste bravamente à ocupação de seu país. É presa, humilhada, torturada e interrogada de maneira impiedosa por um tribunal eclesiástico, que a levou, involuntariamente, a blasfemar.
É colocada na fogueira e morre por Deus e pela França.
20 - Danton – O Processo da Revolução (1983) – Direção: Andrzej Wajda. (Revolução Francesa)
Sinopse: Na primavera de 1794, Danton (Gérard Depardieu) retorna a Paris e constata que o Comitê de Segurança, sob a incitação de Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia várias execuções em massa. O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerada um ato contrarrevolucionário. Nem mesmo Danton, um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado.
21 - 1900 (1976) – Direção: Bernardo Bertolucci.
Sinopse: Na Itália, a vida de dois amigos de infância separados por seus destinos. Olmo Dalcò (Gérard Depardieu), filho bastardo de um camponês, é um trabalhador consciente politicamente. Alfredo Berlinghieri (Robert De Niro), filho de um proprietário de terras, vive do dinheiro da família, sem maiores preocupações. De classes opostas, os dois compartilham um contexto: o crescimento do fascismo e do comunismo.
22 - Julgamento em Nuremberg (1961) – Direção: Stanley Kramer.
Sinopse: Após a 2ª Guerra Mundial um juiz americano é convocado para chefiar o julgamento de quatro juristas alemães responsáveis pela legalização dos crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra. Dirigido por Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) e com Spencer Tracy, Burt Lancaster, Marlene Dietrich, Maximilian Schell, Judy Garland, Montgomery Clift e William Shatner no elenco. Vencedor de 2 Oscars.
23 - A Ponte do Rio Kwai (1957) – Direção: David Lean
Sinopse: Depois de liquidar suas diferenças com o comandante de um campo de prisioneiros japonês, um coronel britânico coopera para supervisionar seus homens na construção de uma ponte ferroviária para os seus captores - enquanto permanece alheio aos planos dos Aliados para destruí-la.
24 – A Rainha Margot (1994) – Direção: Patrice Chéreau
Sinopse: No século XVI um casamento de conveniência é celebrado com o intuito de manter a paz. A união entre a católica Marguerite de Valois, a rainha Margot (Isabelle Adjani), e o nobre protestante Henri de Navarre (Daniel Auteuil) tinha como meta unir duas tendências religiosas. O objetivo do casamento foi tão político que os noivos não são obrigados a dormirem juntos. As intrigas palacianas vão culminar com a Noite de São Bartolomeu, na qual milhares de protestantes foram mortos. Após isto Margot acaba se envolvendo com um protestante que está sendo perseguido.
25 - Persépolis (2007) – Direção: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud.
Sinopse: Marjane Satrapi (Gabrielle Lopes) é uma garota iraniana de oito anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do chá em seu país, juntamente com seu regime brutal.
26 - Platoon (1986) – Direção: Oliver Stone. (Guerra do Vietnã)
Sinopse: Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra, pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.
27 - O Encouraçado Potemkin (1925) – Direção: Sergei M. Eisenstein.
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin, quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada, com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam a comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles.
28 – O menino de pijama listrado (2008) – Direção: Mark Herman. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno (Asa Butterfield), de oito anos, é filho de um oficial nazista (David Tewlis) que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.
29 - Ivan, o Terrível – Parte I (1944) – Direção: Sergei M. Eisenstein.
Sinopse: Em 1547, Ivan IV (1530-1584), arquiduque de Moscou, se autoproclama o Czar de Rússia e se prepara para retomar territórios russos perdidos. Superando uma série de dificuldades e intrigas, Ivan consegue manipular as pessoas destramente e consolidar seu poder.
30 - Lawrence da Arábia (1962) – Direção: David Lean
Sinopse: Em 1916, em plena I Guerra Mundial, o jovem tenente do exército britânico estacionado no Cairo pede transferência para a península arábica, aonde vem a ser oficial de ligação entre os rebeldes árabes e o exercito britânico, aliados contra os turcos, que desejavam anexar ao seu Império Otomano à península arábica. Lawrence, admirador confesso do deserto e do estilo de vida beduíno, oferece-se para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos.
31 - Roma, Cidade Aberta (1945) – Direção: Roberto Rossellini.
Sinopse: Roma, 1944. Um dos líderes da Resistência, Giorgio Manfredi (Marcello Pagliero), é procurado pelo nazista. Giorgio planeja entregar um milhão de liras para seus compatriotas. Ele se esconde no apartamento de Francesco (Francesco Grandjacquet) e pede ajuda à noiva de Francesco, Pina (Anna Magnani), que está grávida. Giorgio planeja deixar um padre católico, Don Pietro (Aldo Fabrizi), fazer a entrega do dinheiro. Quando o prédio é cercado, Francesco é preso pelos alemães e levado para um caminhão.
32 - O Franco Atirador (1978) – Direção: Michael Cimino
Sinopse: Os amigos Michael (Robert De Niro), Steven (John Savage) e Nick (Christopher Walken) são operários de uma fábrica na Pensilvânia que se alistam nas forças armadas para lutar na Guerra do Vietnã. Eles se despedem da família e dos amigos na festa de casamento de Steven e partem para a batalha. Um tempo depois, são capturados pelos vietcongues e passam por torturas físicas e psicológicas, sendo obrigados a jogar roleta russa entre eles. Os três amigos vão lutar para escapar dessa prisão.
33 – Metrópolis (1927) – Direção: Fritz Lang
Sinopse: Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície, onde há o Jardim dos Prazeres, destinado aos filhos dos mestres. Os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Trabalhadores. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai sobre o contraste social existente, mas recebe como resposta que é assim que as coisas devem ser. Quando Josafá (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários, Freder pede sua ajuda. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem. Ele diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta. Ao assistir a uma reunião, onde Maria prega aos operários lhes implorando que rejeitem o uso de violência para melhorar o destino e pensar em termos de amor, dizendo ainda que o Salvador algum dia virá na forma de um mediador. Mas mesmo este menor ato de desafio é muito para Joh, que ouviu a fala na companhia de Rotwang. Assim, Joh ordena que o robô tenha a aparência de Maria e diz para Rotwang escondê-la na sua casa, para que o robô se infiltre entre os operários para semear a discórdia entre eles e destruir a confiança que sentem por Maria. Mas Joh não podia imaginar uma coisa: Freder está apaixonado por Maria.
34 - Amém (2002) – Direção: Costa-Gavras . (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome de uma suposta supremacia racial.
35 - Adeus, Lenin! (2003) – Direção: Wolfgang Becker (Crise do socialismo, fim da União Soviética).
Sinopse: Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos.
36 - O Leopardo (1963) – Direção: Luchino Visconti
Sinopse: Sicília, durante o período do “Risorgimento”, o conturbado processo de unificação italiana. O príncipe Don Fabrizio Salina (Burt Lancaster) testemunha a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia, lutando para manter seus valores em meio a fortes contradições políticas.
37 - El Cid (1961) – Direção: Anthony Mann.
Sinopse: A trajetória de Rodrigo Diaz de Bivar, mais conhecido como El Cid (Charlton Heston), herói espanhol do século XI que uniu os católicos e os mouros do seu país para lutar contra um inimigo comum: o emir Ben Yussuf (Herbert Lom). Esta longa jornada começou quando Rodrigo, um súdito do rei Ferdinand de Castella, Leão e Astúrias (Ralph Truman), liberta cinco emires que eram prisioneiros dele e por causa deste ato é acusado de traição. Don Ordóñez (Raf Vallone) o acusa inicialmente, mas na corte é o Conde Gormaz de Oviedo (Andrew Cruickshank) quem acusa duramente Rodrigo e humilha Don Diego (Michael Hordern), o pai de Rodrigo. Estes acontecimentos acabam provocando um duelo de Rodrigo com o Conde Gormaz, o campeão do rei. Rodrigo o mata, mas acontece que Gormaz também era pai de Jimena (Sophia Loren), a mulher que Rodrigo amava e com quem ele pensava em se casar. Mas, em virtude do acontecido, ela passa então a odiar (ou pensa, que odeia) Rodrigo, seu antigo amor. Aproveitando este momento conturbado Ramiro, rei de Aragão, exige a posse da cidade de Calahorra e sugere que ela seja disputada entre os paladinos de cada reino em uma luta até a morte. Então Rodrigo se apresenta para duelar pelo seu rei, pois ele tinha matado Gormaz, o antigo paladino, e se Rodrigo vencesse o combate contra Don Martin (Christopher Rhodes), que já tinha matado vinte e sete homens em combates corporais, seria perdoado pelo rei.
38 – O Grande ditador (1940) – Direção: Charles Chaplin. (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Adenoid Hynkel (Charles Chaplin) assume o governo de Tomainia. Ele acredita em uma nação puramente ariana e passa a discriminar os judeus locais. Esta situação é desconhecida por um barbeiro judeu (Charles Chaplin), que está hospitalizado devido à participação em uma batalha na 1ª Guerra Mundial. Ele recebe alta, mesmo sofrendo de amnésia sobre o que aconteceu na guerra. Por ser judeu, passa a ser perseguido e precisa viver no gueto. Lá conhece a lavadora Hannah (Paulette Goddard), por quem se apaixona. A vida dos judeus é monitorizada pela guarda de Hynkel, que tem planos de dominar o mundo. Seu próximo passo é invadir Osterlich, um país vizinho, e para tanto negocia um acordo com Benzino Napaloni (Jack Oakie), ditador da Bacteria.
39 - A Missão (1986) – Direção: Roland Joffé
Sinopse: No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.
40 - A Língua das Mariposas (1999) – Direção: José Luis Cuerda
Sinopse: O mundo do pequeno Moncho estava se transformando: começando na escola, vivia em tempo de fazer amigos e descobrir novas coisas, até o início da Guerra Civil Espanhola, quando ele reconhecerá a dura realidade de seu país. Rebeldes fascistas abrem fogo contra o regime republicano e o povo se divide. O pai e o professor do menino são republicanos, mas os rebeldes ganham força, virando a vida do garoto de pernas para o ar.
41 – Hotel Ruanda (2004) – Direção Terry George. (África no século 20)
Sinopse: Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandeses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.
42 - Apocalypse Now (1979) – Direção: Francis Ford Coppola. (Guerra do Vietnã)
Sinopse: O Capitão Willard (Martin Sheen) recebe a missão de encontrar e matar o comandante das Forças Especiais, Coronel Kurtz (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.
43 - Valsa com Bashir (2009) – Direção: Ari Folman
Sinopse: Numa noite num bar, um homem conta ao velho amigo Ari sobre um pesadelo recorrente no qual é perseguido por 26 cães alucinados. Toda noite é o mesmo número de bestas. Ambos concluem que o pesadelo tem a ver com a missão deles no exército israelense contra o Líbano, décadas atrás. Ari, no entanto, fica surpreso ao perceber que não consegue mais se lembrar de nada sobre aquele período da sua vida. Intrigado com o enigma, Ari decide se encontrar e entrevistar velhos camaradas pelo mundo. Ele tem necessidade de descobrir toda a verdade sobre aquele tempo e sobre si mesmo. E quanto mais ele se aprofunda no mistério, mais suas lembranças se tornam aterrorizantes e surreais.
44 - O Nome da Rosa (1986) – Direção: Jean-Jacques Annaud (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio.
45 – A Batalha de Argel (1966) – Direção: Gillo Pontecorvo
Sinopse: Os eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo de libertação das colônias europeias na África. Entre 1954 e 1957 é mostrado o modo de agir dos dois lados do conflito, a Frente de Libertação Nacional e o exército francês. Enquanto que o exército usava técnicas de tortura e eliminava o maior número possível de rebeldes, a FLN desenvolvia técnicas não convencionais de combate, baseadas na guerrilha e no terrorismo.
46 - Em Nome do Pai (1993) – Direção: Jim Sheridan
Sinopse: Em 1974, um atentado a bomba produzido pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) mata cinco pessoas num pub de Guilford, arredores de Londres. O filme conta a história real do jovem rebelde irlandês Gerry Conlon, que junto de três amigos, é injustamente preso e condenado pelo crime. Giuseppe Conlon, pai de Gerry, tenta ajudá-lo e também é condenado, mas pede ajuda à advogada Gareth Peirce, que investiga as irregularidades do caso.
47 - O Barco, Inferno no Mar (1981) – Direção: Wolfgang Petersen (2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: No auge da Segunda Guerra Mundial, a jovem tripulação do submarino alemão U-96 parte para uma missão secreta. Durante a Batalha do Atlântico, sob o comando do capitão Henrich Lehmann-Willenbrock (Jürgen Prochnow), os recrutas inexperientes vivem num verdadeiro inferno claustrofóbico afundando navios inimigos e resistindo aos ataques constantes.
48 - Kagemusha (1980) – Direção: Akira Kurosawa
Sinopse: No século XVI o Japão passou por uma guerra civil. Os chefes de clã ansiavam alcançar a Kyoto, a capital, cuja conquista significava a soberania sobre o Japão. Entre os mais fortes há três rivais: Shingen Takeda (Tatsuya Nakadai), Nobunaga Oda (Daisuke Ryu) e Ieyasu Tokugawa (Masayuki Yui). Em 1572, Shingen marcha em direção a Kyoto. Nobunaga e Ieyasu juntam-se para impedi-lo e são repelidos. Então Shingen cerca o forte de Ieyasu, o castelo Noda. Após dois anos de cerco, a luta ainda continua e em breve virá um inverno inclemente, que não poupará nenhum dos lados. No meio desta guerra há um segredo que poucos conhecem: trata-se de um ladrão comum que, por causa da semelhança surpreendente com Shingen, foi escolhido para fazer se passar por ele enquanto o verdadeiro Shingen fica a salvo. Porém, Shingen resolve presenciar a queda do castelo Noda e é alvejado. Surgem rumores que Shingen está morto, mas o que aconteceu é que ele foi ferido e ordenou aos seus conselheiros que, se ele vier a falecer, que sua morte seja ocultada por pelo menos três anos, que os domínios deles sejam guardados tendo o cuidado de nunca se deslocar, pois se ignorarem estas ordens e atacarem será o fim do clã Takeda. Ele pede que considerem isto como seu testamento. Seus exércitos abandonam o cerco e, enquanto retornavam, Shingen vê Kyoto e morre. Assim seu desejo é mantido e, para que seus inimigos não ataquem e as tropas se mantenham motivadas, seu sósia devidamente treinado toma seu lugar como chefe do clã. Assim por um período de três anos o kagemusha, seu sósia, é tratado por todos, inclusive pelo filho e pela amante, como se fosse o real Shingen. Só os conselheiros mais íntimos sabem a verdade, pois é importante que amigos e inimigos acreditem que Shingen está vivo. Seu sósia, que no início fazia esta tarefa com bastante insegurança, gradativamente vai aprendendo todos os sutis detalhes que compunham o modo de ser de Shingen. Assim ele cria respeito no clã Takeda e medo nos inimigos, que creem que o grande guerreiro está vivo.
49 - Quando Voam as Cegonhas (1957) – Direção: Mikhail Kalatozov. ( 2º Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: A Alemanha ataca as tropas russas, dando início à Segunda Guerra Mundial. Boris (Aleksey Batalov), um jovem operário apaixonado pela namorada, Veronika (Tatiana Samoilova), é obrigado a ir para o campo de batalha. Os meses passam e Boris não dá notícias, mas Veronika continua esperando seu retorno.
50 - A Guerra do Fogo (1981) – Direção: Jean-Jacques Annaud.( Pré-história)
Sinopse:Guerra do Fogo é um filme de 1981, dirigido por Jean-Jacques Annaud. Retrata um período na pré-história e dois grupos de hominídeos. O primeiro, que não fala e se comunica através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e não domina a técnica de produzir o fogo; o outro grupo tem comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo.
51 - Alexander Nevsky (1938) – Direção: Sergei M. Eisenstein
Sinopse: Na Rússia do século 13, invadida por estrangeiros, o príncipe Alexander Nevsky arregimenta a população para formar um exército e conter a invasão de cavaleiros teutônicos. Baseado em fatos históricos.
52 - Boa Noite e Boa Sorte (2005) - Direção: George Clooney.( Guerra Fria )
Sinopse: Edward R. Morrow (David Strathairn) é um âncora de TV que, em plena era do macarthismo, luta para mostrar em seu jornal os dois lados da questão. Para tanto ele revela as táticas e mentiras usadas pelo senador Joseph McCarthy em sua caça aos supostos comunistas. O senador, por sua vez, prefere intimidar Morrow ao invés de usar o direito de resposta por ele oferecido em seu jornal, iniciando um grande confronto público que trará consequências à recém-implantada TV nos Estados Unidos.
53 - Gandhi (1982) – Direção: Richard Attenborough
Sinopse: Gandhi é um filme de 1982, dirigido por Richard Attenborough. Retrata a vida de Mahatma Gandhi, considerado o principal líder da luta pela independência da Índia, após décadas de dominação do imperialismo inglês. O filme mostra momentos marcantes de sua luta e organização, colocando em prática a política de desobediência civil.
54 - Doutor Jivago (1965) – Direção: David Lean
Sinopse: O filme conta sobre os anos que antecederam, durante e após a Revolução Russa pela ótica de Yuri Zhivago (Omar Sharif), um médico e poeta. Enquanto Strelnikoff representa o “mal”, Yevgraf representa o “bom” elemento da Revolução Bolchevique.
55 - A Lista de Schindler (1993) – Direção: Steven Spielberg
Sinopse: A Lista de Schindler é um filme de 1993, dirigido por Steven Spielberg. O exército polonês fracassou perante o exército alemão no início da Segunda Guerra Mundial, na Europa. Judeus que viviam na Polônia foram transferidos para guetos. Horrorizado com as atrocidades cometidas contra os judeus, Schindler decide usar sua fábrica para protegê-los.
56 - Dawson, Ilha 10 (2009) – Direção: Miguel Litti
Sinopse: Dawson, Ilha 10, aborda o golpe militar que em 1973 derrubou o governo democrático de Salvador Allende e vitimou milhares de chilenos, dando início a uma das mais longas e sangrentas ditaduras da América Latina. O filme mostra o sofrimento de ministros do governo Allende que foram aprisionados em uma ilha gelada, de clima antártico, onde funcionou um campo de concentração projetado pelo criminoso nazista Walter Rauff, então refugiado no Chile.
57 - … E o Vento Levou (1939) – Direção: Victor Fleming
Sinopse: … E o Vento Levou é um filme de 1939, dirigido por Victor Fleming. Conta a saga de Scarlett O’Hara, filha de um imigrante irlandês que se tornou um rico fazendeiro do sul dos Estados Unidos, durante a guerra civil estadunidense. Após ficar viúva, Scarlett vai para a cidade de Atlanta e acaba por servir aos confederados, na chamada Guerra de Secessão. Compre este filme.
58 - Ben-Hur (1959) – Direção: William Wyler
Sinopse: Ben-Hur é um filme de 1959, dirigido por William Wyler. Em Jerusalém, no início do século I, vive Judah Ben-Hur, um rico mercador judeu. Mas, com o retorno de Messala, um amigo da juventude que agora é o chefe das legiões romanas na cidade, um desentendimento devido a visões políticas divergentes faz com que Messala condene Ben-Hur a viver como escravo. Compre este filme.
59 - O Último Imperador (1987) – Direção: Bernardo Bertolucci.
Sinopse: O Último Imperador é um filme de 1987, dirigido por Bernardo Bertolucci. Conta a história da vida de Aisin-Gioro Puyi, o último imperador da China Imperial. Com a vitória comunista em 1949, Puyi é entregue para a China – havia sido capturado por tropas soviéticas em 1945, considerado criminoso de guerra, ficara preso em um gulagaté essa data.
60 - 10.000 a.C. (2008) – Direção: Roland Emmerich. (Pré-história)
Sinopse: Uma aventura épica que segue o caçador de mamutes D'Leh (Steven Strait), um jovem apaixonado por Evolet (Camilla Belle), em uma viagem por território desconhecido, na tentativa de garantir a segurança de sua tribo. Quando um bando de perigosos guerreiros sequestra sua amada, D'Leh é obrigado a liderar um pequeno grupo de caçadores em uma expedição para resgatá-la.
61 – Troia (2004) – Direção: Wolfgang Petersen. (Grécia Antiga e helenística)
Sinopse: Em 1193 A.C., Paris (Orlando Bloom) é um príncipe que provoca uma guerra da Messência contra Tróia, ao afastar Helena (Diane Kruger) de seu marido, Menelaus (Brendan Gleeson). Tem início então uma sangrenta batalha, que dura por mais de uma década. A esperança do Priam (Peter O'Toole), rei de Tróia, em vencer a guerra está nas mãos de Aquiles (Brad Pitt), o maior herói da Grécia, e seu filho Hector (Eric Bana).
62 - O Elo Perdido (2005) – Direção: Régis Wargnier. (Pré-história)
Sinopse: África central, 1870. Acompanhado por um grupo de caçadores indígenas, o antropólogo escocês Jamie Dodd (Joseph Fiennes) atravessa a floresta tropical à procura de uma nova espécie. Ao encontrar uma tribo de pigmeus, Jamie acredita ter achado o "elo perdido" que faria a ponte evolucionária entre o homem e o primata. Ele captura dois pigmeus chamados Toko (Lomama Boseki) e Likola (Cécile Bayiha) para apresentá-los na Academia de Ciência de Edimburgo. A amizade que surge entre os três termina colocando em risco a carreira do cientista.
63 – Alexandre (2004) – Direção: Oliver Stone. (Grécia Antiga e helenística)
Sinopse: Junho de 323 A.C., Babilônia, Pérsia. Quando faltava um mês para completar 33 anos, morre precocemente Alexandre, o Grande (Colin Farrell), que tinha conquistado 90% do mundo conhecido. Alexandria, Egito, 40 anos depois. Ptolomeu (Anthony Hopkins), um general de Alexandre que o conhecia bem, narra para Cadmo, um escriba, que se tornou o guardião do corpo de Alexandre, que ali está embalsamado à moda egípcia (Ptolomeu se tornou faraó, pois ficou com o Egito quando o império foi dividido). Tristemente Ptolomeu frisa que as grandes vitórias dos exércitos de Alexandre foram esquecidas e diz para Cadmo que Alexandre era um deus, ou a pessoa mais perto disso, que já vira. Apesar de ser chamado de tirano, Ptolomeu diz que só os fortes governam, mas Alexandre era mais, pois mudou o mundo. Antes dele havia tribos e depois dele tudo passou a ser possível. Surgiu a idéia que o mundo poderia ser governado por um só rei. Era um império não de terras e de ouro, mas da mente, uma civilização helênica aberta a todos. No oriente, o vasto império persa dominava quase todo o mundo conhecido. No ocidente, as outroras cidades-estado gregas, Tebas, Atenas, Esparta, haviam perdido o orgulho. Os reis persas subornavam os gregos com ouro, para usá-los como mercenários.
64 - Pearl Harbor (2001)- Direção: Michael Bay. (2º Guerra Mundial e nazismo)
Sinopse: Pouco antes do bombardeio japonês em Pearl Harbor, dois amigos que são como irmãos um para o outro se envolvem de maneira distinta nos eventos que fazem com que os Estados Unidos entrem na 2ª Guerra Mundial. Enquanto que Rafe (Ben Affleck) se apaixona pela enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale) e decide se alistar na força americana que lutará na 2ª Guerra Mundial, em Londres, Danny (Josh Hartnett) torna-se piloto da Força Aérea dos Estados Unidos e permanece no país. Após a notícia de que Rafe morrera em um dos combates que travava contra os alemães, Danny e Evelyn se aproximam e terminam se apaixonando.
65 – Germinal (1993) – Direção: Claude Berri. (Revolução Industrial)
Sinopse: Durante o Século XIX, os trabalhadores franceses eram explorados pela aristocracia burguesa, que dava condições miseráveis para seus empregados. Em uma cidade francesa, os mineradores de uma grande mineradora, decidem realizar uma greve e se rebelam contra seus chefes, causando o caos.
66 - A Última Bomba Atômica (2006) – Direção: Robert Richter. (2º Guerra Mundial e nazismo)
Sinopse: No dia 9 de agosto de 1945 , o bombardeiro B-29 lançou uma bomba de 4.500 kg e potência equivalente a 22 mil toneladas de TNT. Menos de 30 segundos após a explosão, cerca de 39 mil pessoas haviam morrido. Os que não morreram no instante da explosão foram vitimados pela radiação e tiveram mortes dolorosas e lentas. Mesmo hoje, os que sobreviveram ainda sofrem os efeitos da contaminação. O documentário traça o perfil desses sobreviventes e mostra a luta dos estudantes universitários de hoje em não permitir que a história caia no esquecimento.
(sem imagem)
67 – O pianista (2002) – Direção: Roman Polanski. (2º Guerra Mundial e nazismo)
Sinopse: O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra.
68 - Dr. Fantástico (1964) – Direção: Stanley Kubrick. (Guerra Fria)
Sinopse: Um general americano acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos "vermelhos". Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.
69 - Diamante de Sangue (2006) – Direção: Edward Zwick. (África no século 20)
Sinopse: Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo.
70- Átila, o Huno (2001) – Direção: Robert Cochran. (Império Romano)
Sinopse: A história gira em torno de Átila e conta como foi a sua caminhada para tornar-se um dos maiores líderes da história. Com seus pais mortos no início do filme, ele é criado pelo seu tio, que já tem um sucessor para o trono. Como guerreiro, conseguiu impor medo até na gigante Roma, que com sua crueldade e esperteza vai tentar de tudo para não ser atacada pelos exércitos do guerreiro principal.
71– Cruzada (2005) – Direção: Ridley Scott. (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei.
72 – Lutero (2003) – Direção: Eric Till. (Reforma Protestante)
Sinopse:Após quase ser atingido por um raio, Martim Lutero (Joseph Fiennes) acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar em uma igreja suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.
73 - Maria Antonieta (2005) – Direção: Sofia Coppola. (Revolução Francesa)
Sinopse: A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versalles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir
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74 - Cartas de Iwo Jima (2006) – Direção: Clint Eastwood. (2ºGuerra Mundial e Nazismo)
Sinopse:Junho de 1944. Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), o tenente-general do exército imperial japonês, chega na ilha de Iwo Jima. Muito respeitado por ser um hábil estrategista, Kuribayashi estudara nos Estados Unidos, onde fizera grandes amigos e conhecia o exército ocidental e sua capacidade tecnológica. Por isso o Japão colocou em suas mãos o destino de Iwo Jima, considerada a última linha defesa do país. Ao contrário dos outros comandantes Kuribayashi moderniza o modo de agir, alterando a estratégia que era usada. Ele supervisiona a construção de uma fortaleza subterrânea, feita de túneis que davam para as suas tropas a estratégia ideal contra as forças americanas, que começam a desembarcar na ilha em 19 de fevereiro de 1945. Os japoneses sabiam que as chances de sair dali vivos eram mínimas. Enquanto isto acontece Kuribayashi e outros escrevem várias cartas, que dariam vozes e rostos para aqueles que ali estavam e o relato dos meses que antecederam a batalha e o combate propriamente dito, sobre a ótica dos japoneses.
75- Agonia e Êxtase (1965) – Direção: Carol Reed. (Renascimento)
Sinopse: Preocupado com o legado que deixaria para as gerações futuras, o Papa Júlio II (Rex Harrison) resolve contratar o Michelangelo (Charlton Heston) para pintar o teto da Capela Sistina. O artista se nega, mas logo é forçado pelo pontífice a fazê-lo. A partir daí, começam as disputas entre Michelangelo e papa à respeito do projeto.
76- Corações e Mentes (1974) – Direção: Peter Davis. (Guerra do Vietnã)
Sinopse: Uma investigação sobre a Guerra do Vietnã, através de imagens da guerra e entrevistas com ex-combatentes americanos e sobreviventes vietnamitas, analisando assuntos como a duração do conflito, o militarismo e o racismo entranhado na cultura dos Estados Unidos.
77- Chove Sobre Santiago (1975) – Direção: Helvio Soto. (América Latina das décadas de 1950 e 1960)
Sinopse: Filme sobre o golpe militar no Chile em 1973. O filme retrata a preparação e o momento do golpe, quando o governo de Salvador Allende, estando totalmente isolado na área militar, é derrubado. Allende é vitorioso nas eleições presidenciais em 1970 e a Unidade Popular assume o governo, mas não o poder, pois o aparelho de Estado - a organização burocrático-militar - mantém-se intacta.
78 - Caminho para Guantánamo (2005) – Direção:Michael Winterbottom (Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Sinopse:10 de setembro de 2001. A mãe de Asif Iqbal (Afran Usman), um jovem de 19 anos, retorna do Paquistão anunciando que encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois Asif segue para o Paquistão, para encontrá-la e também conhecer a terra de seus pais. Asif convida Ruhel (Farhad Harun), Shafiq (Riz Ahmed) e Monir (Waqar Siddiqui), seus amigos, para acompanhá-lo. Em Karachi, após 2 dias de viagens turísticas, eles vão rezar em uma mesquita. Lá ouvem de um líder local que o Afeganistão precisa de voluntários, o que faz com que sigam para Kandahar. Porém a cidade logo é bombardeada pelos americanos, como represália pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Eles tentam retornar ao Paquistão, mas Monir desaparece e os demais são capturados pelas forças aliadas. É o início de uma série de torturas que os amigos sofrem, já que ninguém acredita que são turistas europeus. Em janeiro de 2002 eles são enviados à prisão americana de Guantanamo, em Cuba, onde durante 2 anos e meio tentam convencer os guardas sobre suas verdadeiras identidades.
79 - Promessas de um Novo Mundo (2001) – Direção: Justine Shapiro, B. Z. Goldberg, Carlos Bolado. (Conflito entre Israel e Palestina)
Sinopse: Retrata a história de sete crianças israelenses e palestinas em Jerusalém que, apesar de morarem no mesmo lugar vivem em mundos completamente distintos, separados por diferenças religiosas. Com idades entre 8 e 13 anos, raramente elas falam por si mesmas e estão isoladas pelo medo. Neste filme, suas histórias oferecem uma nova e emocionante perspectiva sobre o conflito no Oriente Médio.
80 -Mississipi em Chamas (1988) – Direção: Allan Parker. (Luta dos direitos civis dos negros)
Sinopse: Mississipi, 1964. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) são dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes dos direitos civis. As vítimas viviam em uma pequena cidade onde a segregação divide a população em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tônica constante.
81 -O Segredo de Seus Olhos (2009) – Direção: Juan José. (América Latina das décadas de 1950 e 1960)
Sinopse: Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.
82 - O Sétimo Selo (1957) – Direção: Ingmar Bergman. (Idade Média/Feudalismo)
Sinopse: Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.
83 – Augustus (2003) – Direção: (Império Romano)
Sinopse: O filme começa no ano 42 a.C., com o império em meio a uma guerra civil. Augustus, quando ainda jovem, ajuda Júlio César a derrotar as tropas de Pompéia em terras espanholas. César honra seu filho adotivo com uma entrada triunfal em Roma e e, seguida o envia à Grécia. Lá, Augustus recebe a notícia do assassinato de Júlio César, o que o leva a retornar a Roma. Em aliança com Marco Antônio, ele conquista o apoio do povo e do poder político e combate os conspiradores. Tem início uma onda de execuções que praticamente extingue a antiga casta dominante.
84 – Asterix e Cleopatra (1968) - Direção: René Goscinny, Albert Uderzo. (Império Romano)
Sinopse:No Egito, Júlio César (Serge Sauvion) insulta Cleópatra (Micheline Dax) ao dizer que sua nação está condenada a viver sob o regime de semi-escravidão dos romanos. Decidida a provar que seu povo não está decadente, Cleópatra diz que construirá um magnífico palácio em Alexandria, em apenas 3 meses. Sem saber o que fazer, o engenheiro da obra decide contactar o druida Panoramix (Henri Labussière), para que ele possa ajudá-lo disponibilizando um pouco da poção mágica que dá força sobrehumana a quem a bebe. Panoramix decide ajudá-lo e envia Asterix (Roger Carel) e Obelix (Pierre Tronade) até o Egito.
85 - Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento (1992) – Direção: John Glen. (Grandes Navegações)
Sinopse:Totalmente convencido de que a Terra é redonda, Cristovão Colombo (Georges Corrafece) desejava encontrar um novo caminho marítimo para as Índias, mas para isto precisa dobrar a resistência do inquisidor Tomas de Torquemada (Marlon Brando). Após alguns anos casado e com um filho, consegue suplantar seus opositores e obtém as benção e o apoio financeiro dos reis da Espanha. Entretanto, durante a viagem se defronta com sabotadores e com uma tripulação descontente e temerosa, que acredita que nunca retornará a Espanha se continuar navegando em um oceano que parece não levar a lugar nenhum.
86 - Giordano Bruno (1973) – Direção: Giuliano Montaldo. (Renascimento)
Sinopse: Giordano Bruno é um das grandes obras do cinema político italiano dos anos 70. Com direção precisa de Giuliano Montaldo (Sacco & Vanzetti), o roteiro mostra um dos episódios mais polêmicos da história: o processo e a execução do astrônomo, matemático e filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), queimado na fogueira pela Inquisição por causa de suas teorias contrárias aos dogmas da Igreja Católica. Giordano Bruno tem como destaque a impressionante interpretação de Gian Maria Volonté no papel-título, a música de Ennio Morricone e a belíssima fotografia do mestre Vittorio Storaro. Um filme simplesmente indispensável.
87 - A Queda da Bastilha (1935) – Direção: Jack Conway / Robert Z. Leonard
Sinopse: "Uma vida pela vida que você ama" - Com essas palavras o advogado Sydney Carton (Ronald Colman) encara o tribunal que resultará em sua execução: a guilhotina que encerra um dos filmes mais espetaculares já feitos. Baseado no célebre romance de Charles Dickens "A Tale of Two Cities", este filme é um conto de tempos turbulentos da Revolução Francesa, recriada em uma fotografia estonteante. É também uma história sem idade história onde dois homens apaixonam-se pela mesma mulher. Sydney Carton defende e torna-se amigo de um nobre chamado Charles Danay (Donald Woods), e seus sentimentos de liberdade justiça e amor o guim para o auto-sarifício, para que Danay possa viver e amar a bela Lucie Manette (Elizabeth Allan). "A Queda da Bastilha" não é só uma película sobre romance, revolução, política e paixão, mas mais do que isso, é um filme que eternamente será reconhecido e apreciado.
88 - O Resgate do Soldado Ryan (1988) – Direção: Steven Spielberg. (Segunda Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho de 1944, capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do segundo batalhão para o resgate do soldado James Ryan, caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.
89 -Os 13 Dias que Abalaram o Mundo (2000) – Direção: Roger Donaldson. (Guerra Fria)
Sinopse: Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências atras.
90 - O Jardineiro Fiel (2005) – Direção: Fernando Meirelles. (África no século 20)
Sinopse: Uma ativista (Rachel Weisz) é encontrada assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se atualmente foragido. Perturbado pelas infidelidades da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma viagem que o levará por três continentes.
91 – Restrepo (2010) – Direção: Tim Hetherington. (Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Sinopse: Um pelotão de soldados dos Estados Unidos é instalado no Vale Korengal, no Afeganistão. O filme se concentra num posto avançado com 15 homens chamado "Restrepo", nome de um médico do pelotão que foi morto em ação. Ele foi considerado um dos mais perigosos postos militares dos Estados Unidos.
92 – Topázio (1969) – Direção: Alfred Hitchcock. (Guerra Fria)
Sinopse: André Devereaux (Frederick Stafford) é um espião francês contratado pelo agente americano Michael Nordstrom (John Forsythe) para checar rumores sobre mísseis russos em Cuba durante a Guerra Fria. Além disso, ele deve descobrir tudo sobre a rede de espionagem Topázio, infiltrada na Otan. As investigações geram mortes, traições e muito suspense.
93 - O Encouraçado Potenkim (1925) – Direção: Sergei Mikhailovich Eisenstein, Grigori Aleksandrov. (Rússia pré-revolução e Revolução Russa)
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam em comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia.
94 - Europa, Europa (1990) – Direção: Agnieszka Holland. (Segunda Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse: Está é a incrível história de Solomon Perel, um jovem que sobrevive ao Holocausto escondendo sua identidade judaica e paradoxalmente, encontrando refúgio junto à Juventude Hitlerista. Sua trajetória começa quando sua família alemã, mas de origem judaica, é perseguida pelos nazistas e se refugia em Lodz, na Polônia. Com a invasão, o que parecia ser o começo de uma vida tranquila, rapidamente se transforma em um grande pesadelo. Perel consegue fugir levando seu irmão, mas acaba se perdendo dele e busca refúgio entre os bolcheviques. Depois, ele é transferido para um orfanato na região leste da Polônia. Mesmo assim, acaba sendo capturado pelos nazistas. Sua única alternativa é se alinhar ao exército de Hitler e para isso tem que esconder sua verdadeira identidade... Essa é sua história...
95 – Fahrenheit 11 de setembro (2004) 0 Direção: Michael Moore. (Terrorismo, guerras dos anos 2000)
Sinopse:O diretor Michael Moore investiga como os Estados Unidos se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que já comandaram o país e ainda as relações entre o atual Presidente americano, George W. Bush, e Osama Bin Laden.
96 - Intriga Internacional (1959) – Direção: Alfred Hitchcock. (Guerra Fria)
Sinopse:O publicitário Roger Tornhill (Cary Grant) é confundido com um agente secreto e acaba se envolvendo em uma perigosa trama de espionagem. Após ser acusado de assassinato, ele precisa lutar para provar sua inocência e, ao mesmo tempo, tenta escapar da polícia e de criminosos que estão a sua procura.
97 - Shakespeare Apaixonado (1998) – Direção: John Madden. (Renascimento)
Sinopse: O jovem astro do teatro londrino William Shakespeare (Joseph Fiennes) sofre de bloqueio criativo e não consegue escrever sua peça. Um dia, ele conhece Viola De Lesseps (Gwyneth Paltrow), uma jovem que sonha em atuar, algo proibitivo no final do século XVI. Para burlar o preconceito e ter sua chance, Viola se disfarça de homem e começa a ensaiar o texto de Will, que começou a fluir e passou a dar vazão ao amor entre os dois. O que eles não contavam era com o casamento arranjado pela família entre Viola e Lorde Wessex (Colin Firth).
98 - - O Dia Seguinte (1983) – Direção: Nicholas Meyer. (Guerra Fria)
Sinopse:Década de 80. Em Lawrence, uma pequena cidade próxima a Kansas City, Russell Oakes (Jason Robards) está ocupado com seus afazeres como chefe de cirurgia do hospital local e a família Dahlberg cuida dos preparativos para o casamento da filha mais velha. Paralelamente o exército russo invade Berlim Oriental, o que cria uma crise entre a União Soviética e os Estados Unidos. Logo ambos os lados enviam seus mísseis nucleares, na intenção de vencer a guerra. Nos Estados Unidos um dos alvos é Kansas City, onde estão armazenados dezenas de mísseis nucleares.
99 - Arquitetura da Destruição (1989) – Direção: **** (Segunda Guerra Mundial e Nazismo)
Sinopse:Um documentário que fala sobre a estética do Partido Nacional Socialista Alemão e como o empenho em criar o Ideal Ariano provocou o extermínio de milhões. Alguns aspectos são mencionados, como a epifania de Hitler enquanto assistia à ópera de Wagner, "Rienzi"; a ascensão do ideal Greco-nórdico homoerótico; os paralelos traçados entre a arte degenerada dos cubistas e dadaístas e os doentes mentais/ deficientes físicos; a obsessão nazista pela pureza e higiene e, finalmente, o rebaixamento dos judeus a vermes.
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